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terça-feira, 1 de abril de 2014

Olhos, dois reinos, Chile e a Lei da Anistia


Consertar a Lei da Anistia não é vingança, é nomear quem fez o quê e quando. É justiça, é romper com uma das mais importantes tradições brasileiras: a de nunca, nunca trazer à luz o que é importante para o povo brasileiro.

Naturalmente que muitos tem medo, acham que demônios serão despertados se olharmos para o passado do nosso país. Outros tem medo porque são comprometidos com o fascismo.

 

Nietzsche, meu bom Nietzsche; como posso compreender o que você quer me dizer?

 

Variedade de temas +

Uma quantidade linda de pontos e pontos de vistas +

Estilos literários diversos em seus textos +

O caráter polêmico de suas palavras

+

 

(Gostei desse detalhe: os infinitos pontos de vista. Somente um gênio como Friedrich Nietzsche para proporcionar-nos esse prazer.)

 

Vai fazer o parto de um mito? É de bom tomo colocar um disco de vinil na vitrola.

Ajuda.

 

Abril de 2014. Começar a nossa leitura comentada da Bíblia de Jerusalém.

Mas porque, entre várias edições da Bíblia, eu escolhi a citada? Razões simbólicas. Na edição seguinte depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, a edição do Folha Teen, suplemento do jornal paulista Folha de S. Paulo dedicado aos adolescentes trazia uma resenha literária e que falava sobre este livro. Julguei ali que se tivesse que comprar uma Bíblia teria que ser aquela.

 

Mas demorei muitos anos para comprar a minha Bíblia. Só depois de ler “Confissões de um Filósoso” do Bryan Magee, onde o britânico narra a sua leitura do Novo Testamento. Fiquei surpreso e chocado com a descoberta óbvia que eu podia ler esse livro como um livro importante. Bateu uma vontade. Surgiu uma oportunidade e comprei.

Mais um livro importante mesmo, pois recusei comprar a edição da Bíblia de Jerusalém que vinha com zíper e tudo. Uai, se os outros livros que tenho não são assim porque este seria?

 

< Núcleos habitacionais menores para que aja descentralização e para que as pessoas vejam o céu sem o impedimento da poluição.

Arnaldo Baptista canta e eu concordo. >

 

Então vamos lá.

 

Os evangélicos e os judeus modernos: seleção própria para o texto sagrado. Proximidade interessante.

 

Os famosos livros apócrifos não são tão apócrifos assim: eles eram eventualmente lidos e estudados pelos “Padres da Igreja” e pelos antigos escritores eclesiásticos.

 

< Ouvindo “Carta de Amor” de Maria Bethânia. (risos) A lista de músicas que eu estava escutando resolveu me dizer alguma coisa? Não mexe comigo, viu? Que eu não ando só! >

 

Observações sobre a tradução da Bíblia de Jerusalém. Para quem gosta de filosofia é um prato cheio aqueles detalhes todos que eles colocaram. Por exemplo: qual é o nome de deus, você sabe? Se sabe não diga. Pelo menos não em público. Ou pelo menos evite. Ah, se não tivéssemos tanta situação vã ao longo do nosso dia!

 

O “todo” é o todo mesmo: sobre o começo do Gênesis a Bíblia inteira vai tratar: a história da salvação. E precisamos de salvação divina pois tratar crianças e mulheres, nem votar e nem economizar água nós ainda sabemos como fazer corretamente.

 

< Ouvindo Dizzy Gillespie e o Trio Mocotó. Sim, Ele esta aqui! Portanto não reclamem da minha narrativa da leitura da Bíblia de Jerusalém! >

 

Jacó, o homem da astúcia. Mas assim não seria se não tivesse a bênção antes. Nada de mágoas aqui.

 

Quem escreveu e quando? Ih... Não é melhor nem começar!

Mas é impossível não começar: qualquer leitora ou leitor vai fazer essas perguntas ao ler os textos.

Por exemplo, apenas para molharmos nossos pés no mar misterioso da história humana: a quantidade de repetições, duplicatas mesmo e contradições ao longo do texto.

 

O trabalho dos antigos sacerdotes: o que é deles mesmos e o que era anterior e por eles foi organizado e fixado?

Sacerdotes da antiga Jerusalém e os deuteronomistas tinham o que exatamente para trabalhar? Como julgar aquele antigo material?

As respostas dos cientistas variaram ao longo do tempo.

 

Foi provavelmente por volta do século VIII a. C. que o material começou a ser mesmo registrado por escrito numa forma assim “final”, “oficial”.

Mas nem isso é muito pois poderia haver registros escritos bem antes.

 

Quer saber? Esses historiadores estão é perdidos.

 

“... das primeiras fixações literárias das tradições de Israel e de Judá sobre seu passado.”

Duas tradições: os “eloístas” do norte (Israel) e os “javistas” da parte ao sul (Judá). O nome divino usado no primeiro era “Elohim” e no segundo, “Iahweh”.

 

A queda de Samaria em 722-721 a. C. Um momento chave para a fixação dos textos e para o processo de unificação das duas tradições.

 

< Michel de Montaigne está aqui, ok? Comprei, mas ainda não li os “Ensaios”; mas li estudo introdutório do Marcelo Coelho, ora bolas! A informalidade e o ceticismo do Montaigne estão aqui, senhoras e senhores. >

 

E como é bom reler! Um dos meus trechos favoritos, talvez o mais favorito do Gênesis, a “intercessão de Abraão por Sodoma”, vem da tradição javista.

 

O reino do norte, Israel, é conquistada pelos assírios; o que torna urgente a união e fixação das tradições. Aquela sabedoria não poderia se perder.

 

< Sono. Falta de concentração. Cérebro não cansa, cérebro enjoa do mesmo assunto. E a edição das fotos? Contei aqui? Perdi pelo menos umas 20 fotos editadas. Mas o importante, as originais, estão intactas. Agora não tenho opção: vou ter que fazer melhor. >

 

Terremoto grave no Chile. 8 graus na Escala Richter! Parece que não houve mortes, mas o alerta de tsunami está deixando todo mundo em pânico: da Bolívia ao Havaí.

 
Ah, finalmente o jornalista da Band News fez uma observação inteligente: olhem as imagens da tv chilena que nos chegam, elas mostram que a luz não foi cortada e isso é um sinal ótimo. É gravíssimo a situação, mas o Chile está com a cabeça no lugar.

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