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terça-feira, 1 de abril de 2014

50 Lágrimas


Anistia: fingimos que perdoamos para poder tentar ser livres. Sem honra, sem dignidade, portanto. Os crimes dos vermelhos e dos verde-oliva não foram punidos.

 

50 Anos do Golpe Militar: silêncio, nojo, tortura e medo. Os acertos nos bastidores. Os setores da sociedade civil que apoiaram o golpe no Brasil em 1964 foram mais amplas do que podemos imaginar. As Forças Armadas Brasileiras também sofrem, pois não vão conseguem se livrar da fama de totalitárias ao não se posicionar de maneira responsável.

 

O Brasil não conhece o Brasil, tem medo da quantidade de desgraça que seria forçado a encarar. Temos glórias também, mas acho que nem acreditamos que merecemos aquilo. Brasil parece que não existe.

 

Assistindo o programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Cultura. Jango era fraco? Jango foi traído? Jango queria bancar o esperto e depois do começo da crise voltar nos braços do povo?

 

31 de março e primeiro de abril de 1964: um autêntico jogo de dominó militar? Aquele coronel Raimundo em vez de defender a constituição mudou de lado na última hora? Ah, qual é? Já havia uma onda, já havia uma onda. A outra hipótese é dolorosa demais para ser pensada: que o golpe poderia ter sido evitado de maneira tão fácil...

 

Por que a esquerda não resistiu? O povo apoiava, por que não resistiu?

O que era sólido não era e o que parecia dividido não era... E os Estados Unidos e sua sombra não podem ser esquecidos.

 

Aproveito o intervalo para lembrar o março de Platão e seu Eutífron: a religiosidade e nossas suposições de como pensam os deuses, o que pensamos ser o justo e sensato, a linguagem e seu mundo próprio, o mundo interior do humano e o cosmos e, por fim, o comentário de Sócrates sobre o que humildemente nos cabe fazer.

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