Voltaire ajuda

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Submarino: 9,5 km e o piscar de olhos

Assistindo Submarino (2011), filme de Richard Ayoade.
Comentários:


“Eu sou...”

((E o Carlos Vianna na Itatiaia dizendo que é “fácil culpar um juiz pelo sistema” judiciário ruim que o Brasil tem. Ah, claro; a gente pode criticar nominalmente um juiz sem ter medo que a liberdade de expressão do Brasil no coloque na cadeia para sempre. Se nem a poderosa Itatiaia faz isso, imagine um civil comum qualquer.))
*Essas observações políticas ficam assim no meio do texto porque eu posso esquecer. Faço isso sempre. Não estranhem.

 

- Bater punheta (masturbar-se), senhor?

Esse filme é britânico? Esse humor só pode ser britânico.

 

- Ela nunca fala sobre si mesma. Ela pode ser qualquer coisa.

 

Gostei da mãe dele e quero ouvir aquela fita K-7 gravada pelo pai dele.

 

Claro que ela achou que ele é um serial killer, ninguém coloca tantos balões em formatos de coração no quarto.

Eu vou colocar só cinco.

 

E aquele corte de cabelo do ninja. Nenhuma mulher pode resistir àquele corte de cabelo.

 

Isso, isso sim é uma cena de sexo oral!

 

Rei Lear, minha peça favorita de Shakespeare; Nietzsche, meu bigodudo germânico favorito; e Salinger e seu catador do campo de centeio (eu tinha a mesma idade do personagem, estava com problemas no colégio e... e... na segunda frase do livro eu já era Holden!)

Filho da mãe, Oliver, filho da mãe... É bom que você tenha um final feliz nesse filme, porque o seu final também é o meu, seu filho da mãe.

 

Nossa, essa cena da mala é triste. Nossa, isso bateu mal. Não gostei. Não, não...

 

Diga “nove quilômetros e meio” e não esqueça de piscar os olhos.

; )

 

Eles parecem mesmo ser filhos de seus pais. A personalidades, entendem? Pontos para a construção dos personagens.

 

Merda, agora eu torço é pelo pai dele. Maldito incêndio!

 

Gostei do filme.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gimp: TIFF 16 bits?


No manhoso e charmoso mundo dos programas de edição de imagens. Delícia mesmo, mas com sutilezas...

 

Dois programas gratuitos mais dois que veio com a minha Canon.

 

Vamos ver. O importante é ter opções. Caminho livre para não ser escravo da tecnologia.

 

OBS:

O famoso Gimp não abre RAW e não suporta TIFF 16 bits? Ah... rs rs

Não usam black-Tie e o aforismo 89


PEC das Domésticas e a Escravidão: no Brasil fazemos pela metade aquilo importante. A PEC das Domésticas completa um ano faltando a definição de definições importantes.

 

Voto Obrigatório no Brasil: Tem que ser obrigatório mesmo. Nosso país é desigual, violento e não sabemos o que é democracia. Não há como alguém manter-se no cargo com 15% da população votando nele. Isso cheira a golpe e não há legitimidade.

 

Julgamento do Massacre do Carandiru (1991): os chefões políticos escaparam e os rasos condenados estão recorrendo em liberdade.

Pizza, mas as condenações são muito importantes e merecem a nossa comemoração.

 

O caráter do povo brasileiro, o caráter do futebol brasileiro e o caráter da política brasileira: muitas semelhanças dolorosas.

Escrevo isso inspirado pelo Caso Portuguesa-Fluminense-Flamengo (2013).

Estão falando do José de Anchieta e eu fico pensando em comprar os

O que é participar? O que é vontade? O que é dignidade?

Não basta leva-la de carro, isso um taxista chato e cheirando mal pode fazer. Tem que leva-la de carro com um sorriso e cheirando a carinho e companheirismo. Mas a dignidade não cabe em cativeiro e o lado de sempre cede. E cede mais uma vez.

Opostos se atraem, mas depois de um certo grau de oposição, este casal só poderia olhar na mesma direção em filmes de hollywood.

 

Vamos falar de Nietzsche e dos Livros que é mais fácil? Mais fácil que eu encontrar um casal feliz?

 

E como a vontade pode sobreviver na eternidade? Fazendo as criaturas vivas, nós inclusive, continuar vivas e querendo viver. E como a vontade nos mantem com vontade de viver? Dispondo dos meios que encontra no cobertor. Cobertor? É, aquilo que cobre todas as coisas.

Um ser pode se consolar socraticamente achando que pode haver cura nessa existência dolorosa.

(Socrático/Alexandrino)

Outro ser, mais artístico, pode se consolar por meio da beleza pairando diante de seus olhos.

(Artístico/Helenístico)

Ainda outro ser pode pensar na vida eterna, este consolo metafísico para um mundo caótico e efêmero.

(Trágico/Hindu)

Sem mencionar outras ilusões ainda mais fortes e ainda mais comuns a que a vontade tem a sua disposição 24 horas, todos os dias. Até nos feriados. Mas estas são para os estômagos mais fracos e que não sentem tanto o que é existir.

Um lembrete: todos esses estimulantes citados tem um sinônimo. Chama-se “civilização”.

 

No universo da língua alemã temos a equação

SACRIFÍCIO = VÍTIMA.

(OPFER)

 

Aforismo 89 de Opiniões e Sentenças Diversas (1886) de Nietzsche: um trecho chave para compreender as suas ideias sobre moral?

 

< Assistindo “ELES NÃO USAM BLACK-TIE” e pensando nos 35 gigabytes de fotos que ainda não editei. >

 

A vida em sociedade. Os costumes. Vamos perguntar de onde saiu tudo isso?

 

A comunidade vale mais que o indivíduo +

A vantagem duradoura é preferível à vantagem passageira =

O sacrifício tem que ser feito.

 

< Você não vê a agua que corre? >

 

O sacrifício, os sacrificados e os que não são a vítima. Mas não são os sacrificados que criam essa história toda de sacrifício, são justamente os outros. E eles acreditam que um indivíduo vale mais que a multidão anônima e que um instante aproveitado pode ser mais significativo que um paraíso eterno e chato.

Mas...

Mas...

Os sacrificados são ouvidos depois de mortos.

Onde?

Na moral que surge, esse sentimento para todos os nossos costumes em que somos criados. Mas não criados como indivíduos, mas sim como parte pequena de um todo.

E daí acontece que para todo mundo quando se pensa na moral sempre se sente minoria. Se sente minoria em sua mente e em seu coração.

 

Deus foi benevolente, mas temos regras.

 

Mas a quantidade de vezes que esse profeta Oséias é citado na introdução ao Pentateuco me impressiona. Ele deve ser o profeta menos conhecido popularmente, pelo menos é meu testemunho de alguém criado como católico. Mas pelo índice vou demorar bastante para conhecer Oséias.

 

A tradição eloísta, que veio do norte, no reino de Israel; é bem rigorosa do ponto de vista moral e preocupa-se em destacar a distância entre o humano e o divino.

 

< Ele só vai ser neto do Otávio e não filho de você, Tião. >

 

< Deixe eu acreditar que eu tive culpa, porque isso é melhor que acreditar que meu filho caiu na merda sozinho, que meu filho é um fura-greve... >

 

< Agora a melhor fala do filme, da personagem da Fernanda Montenegro:

“- Sabe, meu filho, você vai saber que é melhor passar fome entre amigos do que entre estranhos.” >

 

E vamos catar feijão juntos porque amanhã tem mais e a greve continua!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Olhos, dois reinos, Chile e a Lei da Anistia


Consertar a Lei da Anistia não é vingança, é nomear quem fez o quê e quando. É justiça, é romper com uma das mais importantes tradições brasileiras: a de nunca, nunca trazer à luz o que é importante para o povo brasileiro.

Naturalmente que muitos tem medo, acham que demônios serão despertados se olharmos para o passado do nosso país. Outros tem medo porque são comprometidos com o fascismo.

 

Nietzsche, meu bom Nietzsche; como posso compreender o que você quer me dizer?

 

Variedade de temas +

Uma quantidade linda de pontos e pontos de vistas +

Estilos literários diversos em seus textos +

O caráter polêmico de suas palavras

+

 

(Gostei desse detalhe: os infinitos pontos de vista. Somente um gênio como Friedrich Nietzsche para proporcionar-nos esse prazer.)

 

Vai fazer o parto de um mito? É de bom tomo colocar um disco de vinil na vitrola.

Ajuda.

 

Abril de 2014. Começar a nossa leitura comentada da Bíblia de Jerusalém.

Mas porque, entre várias edições da Bíblia, eu escolhi a citada? Razões simbólicas. Na edição seguinte depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, a edição do Folha Teen, suplemento do jornal paulista Folha de S. Paulo dedicado aos adolescentes trazia uma resenha literária e que falava sobre este livro. Julguei ali que se tivesse que comprar uma Bíblia teria que ser aquela.

 

Mas demorei muitos anos para comprar a minha Bíblia. Só depois de ler “Confissões de um Filósoso” do Bryan Magee, onde o britânico narra a sua leitura do Novo Testamento. Fiquei surpreso e chocado com a descoberta óbvia que eu podia ler esse livro como um livro importante. Bateu uma vontade. Surgiu uma oportunidade e comprei.

Mais um livro importante mesmo, pois recusei comprar a edição da Bíblia de Jerusalém que vinha com zíper e tudo. Uai, se os outros livros que tenho não são assim porque este seria?

 

< Núcleos habitacionais menores para que aja descentralização e para que as pessoas vejam o céu sem o impedimento da poluição.

Arnaldo Baptista canta e eu concordo. >

 

Então vamos lá.

 

Os evangélicos e os judeus modernos: seleção própria para o texto sagrado. Proximidade interessante.

 

Os famosos livros apócrifos não são tão apócrifos assim: eles eram eventualmente lidos e estudados pelos “Padres da Igreja” e pelos antigos escritores eclesiásticos.

 

< Ouvindo “Carta de Amor” de Maria Bethânia. (risos) A lista de músicas que eu estava escutando resolveu me dizer alguma coisa? Não mexe comigo, viu? Que eu não ando só! >

 

Observações sobre a tradução da Bíblia de Jerusalém. Para quem gosta de filosofia é um prato cheio aqueles detalhes todos que eles colocaram. Por exemplo: qual é o nome de deus, você sabe? Se sabe não diga. Pelo menos não em público. Ou pelo menos evite. Ah, se não tivéssemos tanta situação vã ao longo do nosso dia!

 

O “todo” é o todo mesmo: sobre o começo do Gênesis a Bíblia inteira vai tratar: a história da salvação. E precisamos de salvação divina pois tratar crianças e mulheres, nem votar e nem economizar água nós ainda sabemos como fazer corretamente.

 

< Ouvindo Dizzy Gillespie e o Trio Mocotó. Sim, Ele esta aqui! Portanto não reclamem da minha narrativa da leitura da Bíblia de Jerusalém! >

 

Jacó, o homem da astúcia. Mas assim não seria se não tivesse a bênção antes. Nada de mágoas aqui.

 

Quem escreveu e quando? Ih... Não é melhor nem começar!

Mas é impossível não começar: qualquer leitora ou leitor vai fazer essas perguntas ao ler os textos.

Por exemplo, apenas para molharmos nossos pés no mar misterioso da história humana: a quantidade de repetições, duplicatas mesmo e contradições ao longo do texto.

 

O trabalho dos antigos sacerdotes: o que é deles mesmos e o que era anterior e por eles foi organizado e fixado?

Sacerdotes da antiga Jerusalém e os deuteronomistas tinham o que exatamente para trabalhar? Como julgar aquele antigo material?

As respostas dos cientistas variaram ao longo do tempo.

 

Foi provavelmente por volta do século VIII a. C. que o material começou a ser mesmo registrado por escrito numa forma assim “final”, “oficial”.

Mas nem isso é muito pois poderia haver registros escritos bem antes.

 

Quer saber? Esses historiadores estão é perdidos.

 

“... das primeiras fixações literárias das tradições de Israel e de Judá sobre seu passado.”

Duas tradições: os “eloístas” do norte (Israel) e os “javistas” da parte ao sul (Judá). O nome divino usado no primeiro era “Elohim” e no segundo, “Iahweh”.

 

A queda de Samaria em 722-721 a. C. Um momento chave para a fixação dos textos e para o processo de unificação das duas tradições.

 

< Michel de Montaigne está aqui, ok? Comprei, mas ainda não li os “Ensaios”; mas li estudo introdutório do Marcelo Coelho, ora bolas! A informalidade e o ceticismo do Montaigne estão aqui, senhoras e senhores. >

 

E como é bom reler! Um dos meus trechos favoritos, talvez o mais favorito do Gênesis, a “intercessão de Abraão por Sodoma”, vem da tradição javista.

 

O reino do norte, Israel, é conquistada pelos assírios; o que torna urgente a união e fixação das tradições. Aquela sabedoria não poderia se perder.

 

< Sono. Falta de concentração. Cérebro não cansa, cérebro enjoa do mesmo assunto. E a edição das fotos? Contei aqui? Perdi pelo menos umas 20 fotos editadas. Mas o importante, as originais, estão intactas. Agora não tenho opção: vou ter que fazer melhor. >

 

Terremoto grave no Chile. 8 graus na Escala Richter! Parece que não houve mortes, mas o alerta de tsunami está deixando todo mundo em pânico: da Bolívia ao Havaí.

 
Ah, finalmente o jornalista da Band News fez uma observação inteligente: olhem as imagens da tv chilena que nos chegam, elas mostram que a luz não foi cortada e isso é um sinal ótimo. É gravíssimo a situação, mas o Chile está com a cabeça no lugar.

50 Lágrimas


Anistia: fingimos que perdoamos para poder tentar ser livres. Sem honra, sem dignidade, portanto. Os crimes dos vermelhos e dos verde-oliva não foram punidos.

 

50 Anos do Golpe Militar: silêncio, nojo, tortura e medo. Os acertos nos bastidores. Os setores da sociedade civil que apoiaram o golpe no Brasil em 1964 foram mais amplas do que podemos imaginar. As Forças Armadas Brasileiras também sofrem, pois não vão conseguem se livrar da fama de totalitárias ao não se posicionar de maneira responsável.

 

O Brasil não conhece o Brasil, tem medo da quantidade de desgraça que seria forçado a encarar. Temos glórias também, mas acho que nem acreditamos que merecemos aquilo. Brasil parece que não existe.

 

Assistindo o programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Cultura. Jango era fraco? Jango foi traído? Jango queria bancar o esperto e depois do começo da crise voltar nos braços do povo?

 

31 de março e primeiro de abril de 1964: um autêntico jogo de dominó militar? Aquele coronel Raimundo em vez de defender a constituição mudou de lado na última hora? Ah, qual é? Já havia uma onda, já havia uma onda. A outra hipótese é dolorosa demais para ser pensada: que o golpe poderia ter sido evitado de maneira tão fácil...

 

Por que a esquerda não resistiu? O povo apoiava, por que não resistiu?

O que era sólido não era e o que parecia dividido não era... E os Estados Unidos e sua sombra não podem ser esquecidos.

 

Aproveito o intervalo para lembrar o março de Platão e seu Eutífron: a religiosidade e nossas suposições de como pensam os deuses, o que pensamos ser o justo e sensato, a linguagem e seu mundo próprio, o mundo interior do humano e o cosmos e, por fim, o comentário de Sócrates sobre o que humildemente nos cabe fazer.