Voltaire ajuda

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segunda-feira, 3 de março de 2014

O elogio que derrotou o paciente

 
E no terceiro dia... Não posso escrever que estou atrasado dada a absoluta falta de referência. Para chegar a essa desorganização excelente em si mesma, é preciso muitos anos.

Indivíduo, não. Isoladamente somos apenas engraçados. O drama, a tragédia, o que merece estar no palco da Grécia Clássica tem que ser mais que um indivíduo. O indivíduo não basta. Vários Dionísios no palco grego e Apolo como único a traduzir o que acontece para os homens na plateia.

O trecho de Nietzsche é grande e eu preciso de mais tempo para explica-lo. Mas um trecho pode ser transcrito. Mas antes, um agradecimento: beijinho no ombro do Rubens Rodrigues Torres Filho, o tradutor de Nietzsche.

“Pois este é o modo como as religiões costumam morrer: ou seja, quando os pressupostos míticos de uma religião, sob os olhos rigorosos, razoáveis, de um dogmatismo bem pensante, são sistematizados como uma soma acabada de acontecimentos históricos e se começa angustiosamente a defender a credibilidade dos mitos, mas a rebelar-se contra toda a sobrevivência e propagação dos mesmos, quando, portanto, o sentimento do mito morre, e em seu lugar se introduz a pretensão da religião de ter bases históricas.”
Nietzsche em NASCIMENTO DA TRAGÉDIA NO ESPÍRITO DA MÚSICA – OU HELENISMO E PESSIMISMO.

RETRATO DO BRASIL – ENSAIO SOBRE A TRISTEZA BRASILEIRA
Curto, forte e com uma interpretação original. Além da polêmica: racismo, pessimismo e a sugestão de revolução. É difícil não ter uma opinião apaixonada pelo livro de Paulo Prado. Gostei dele, pois acho que pensar que o povo brasileiro não é feliz é algo que deve ser sempre considerado. Sobre as polêmica, pelo menos quanto ao pessimismo julguei o livro inocente. Quanto aos outros pontos, é difícil desculpar Paulo Prado. Mas ainda vamos falar mais sobre isso.

LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS
A Amazônia é tratada como um território a parte. Essa exclusividade, infelizmente, não a ajuda. Tem muitas armas e pouca ciência ali. Em volta, muita ignorância.

LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX
De todas as doações que recebemos, essa coleção (“HISTÓRIA DO SÉCULO 20”, Abril Cultural) ainda é a minha menina dos olhos. Um título um tanto quanto bobo, mas vou fazer essa pequena paixão render.

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