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quarta-feira, 5 de março de 2014

O Bigodudo é legal, mas o Careca era castrador?

“Vai faltar poste”, já comentaram sobre a onda de linchamentos que ocorrem e são registrados pela imprensa no Brasil. O meu país é selvagem. Brasil triste.

Comecei, mas não terminei, um texto sobre os defeitos da Constituição Brasileira de 1988. Seria o caso clássico de: boas intenções que concretizaram em uma situação ruim. Acho que sobre isso o grande paradigma ainda é a famosa Lei Seca, lá dos Estados Unidos.
Nietzsche questionou tudo. Todos os valores nossos. Maravilhoso, maravilhoso. Aquele que é considerado o opositor da tradição filosófica ocidental talvez seja, na verdade, o mais fiel. Liberdade e renovação, entendem?

Nietzsche, Nietzsche! Popular até dizer chega. Todo mundo julga que conhece ele. Não ignoro que a maioria das vezes ele é tratado de maneira inadequada, mas no geral é gosto dessa popularidade do meu bigodudo alemão. Um pouco de orgulho tímido: todo mundo pode falar, sei que só eu tenho a interpretação que importa.
O homem moderno não acredita em deus, não tem religião. Mas ele não sabe disso. Não sabe que a sua crença em deus e sua religiosidade, por não ser sincera, é prejudicial a todos.
É, o nosso bigodudo não perdoa.

E Nietzsche continua: a humanidade está sendo massificada. Cadê a originalidade, a criatividade, o indivíduo? Cadê a liberdade? Não somos máquinas, como disse o Rei Charlie Chaplin!

Vamos viajar, vamos seguir adiante. Mesmo que isso seja nada, mas vamos.
Platão, meu Platão! Comecemos com um dos seus primeiros diálogos: Eutífron – Ou da Religiosidade.

A aparência engana: curtinho, esse diálogo é um dos clássicos de um dos maiores gigantes da civilização ocidental. Platão é o tal e como ele é um dos grandes antagonistas do meu amado Nietzsche, preciso entende-lo.

Eutífron tem certeza que está fazendo algo piedoso. Aí lá vem o nosso irresistível Sócrates a perguntar: mas o que é um ato piedoso? As pessoas não discordam sobre o que é um ato piedoso?

De onde vem esta sua certeza, amigo Eutífron?
O carequinha tem focinho para cheirar certezas alheias. Isso é muito racional e razoável, mas também mata um pouco os nossos corações; querido Sócrates.

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