Voltaire ajuda

Voltaire ajuda

sábado, 8 de março de 2014

Nietzsche, Brigitte Bardot e Platão: foi só uma noite?


O que escrever? Uma amiga foi vítima da violência urbana e hoje voltei editar as minhas fotos. O ruim e o bom. O ruim e o bom.

 

Uma das primeiras coisas que a filosofia me ensinou foi a importância de diferenciar o que é importante e o que não é. A gente sabe, mais ou menos, fazer essa classificação. A filosofia me disse: - Leve essa classificação a sério, seu marmota, é a tua qualidade de vida que está em jogo!

Na prática significa que a gente acaba ficando mais impaciente. É que percebemos que estamos cercados de nadas. Aliás nem é de nada, nada sempre é alguma coisa. Estamos é cercados por coisas sem valor, daquilo que não importa. Parece que sou um idoso melancólico, estou assistindo televisão e só tem coisa que não vale a pena.

 

Essa moça do tempo que colocaram no jornal da televisão. Ela é feia por ser bonita, feia por ser bonita para agradar.

 

Eu escrevi ontem sobre o melhor telejornal que conheço, o Jornal da Cultura. Agora estou assistindo o pior: o Jornal da Band, o principal telejornal da Rede Bandeirantes de Televisão. Do ponto de vista técnico e político eles são prejudiciais. Preconceito com o governo federal do Partido dos Trabalhadores (não é oposição, é uma postura irracional mesmo), uma visão míope do que é o Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e o “resto”) e, quando interessa, aquele famoso “otimismo falso”.

 

Uma nota sobre o “otimismo falso”: ouvi essa expressão ao assistir ao famoso e proibido documentário “Brasil Além do Cidadão Kane”, sobre o Roberto Marinho. O líder da Rede Globo e uma das 12 pessoas mais importantes que o Brasil conheceu no século XX. O documentário não explica a expressão, mas eu mais ou menos entendi: o Brasil é muito desigual e

 

((Nossa, que mulheres gostosas! Ah, é o novo programa de humor do SBT, Sistema Brasileiro de Televisão. Aproveito para repetir a minha pergunta favorita sobre o SBT: quando foi a última vez que o Sistema Brasileiro de Televisão passou um filme... brasileiro?))

 

E outra coisa SBT: é “autorretrato” e não “selfie”. Estamos no Brasil, parem de baixar as calças para os estadunidenses. Parece detalhe pequeno, brincadeira; mas não é.

 

Novelas da Rede Globo: se você assiste aos comerciais de uma nova novela que vai estrear, você já sabe o que vai acontecer e nem precisa assistir.

 

Crise na Ucrânia: é mesmo uma “Nova Guerra Fria”, pois a televisão informa que a Rússia está ‘isolada desde o início”. Satélite mesmo dos EUA nós somos e não me perguntaram a respeito.

 

Mudo de canal e está passando “Em Busca da Felicidade’, com Will Smith e seu filho. Filme lindo. Gosto dos EUA, apenas acho que é bom perguntar antes.

De qualquer forma, a lição do filme: oportunidades e fé.

Responsabilidade que vem junto com a beleza de um sonho.

 

Para Friedrich Nietzsche o ato de filosofar é 24 horas, é físico e um exercício de um ser livre.

 

Todos os nossos objetos de fé devem ser examinados.

 

Igualdade como uniformidade? Não, não, não me venha com esse totalitarismo! Ele pode estar disfarçado, todo bonitinho; mas sei bem o que ele é.

 

Nietzsche faz uma pergunta a todos nós: estamos preparados para assumirmos o domínio da Terra?

 

Sim uai, nós não dominamos a Terra. A gente polui e reza e confundimos isso com construir a casa e saciar a sede de infinito que temos.

 

Mas sem medo, ok? É hora de novas esperanças e do canto da alegria. Pois Nietzsche é isso também, além da sua crítica única.

 

Ao criticar a tradição filosófica ocidental, o nosso bigodudo alemão nos lembra a importância da graça, da leveza e do humor na filosofia. O pensamento era morto, era contaminado, com Nietzsche é vivo e criador.

 

Assistindo Brigitte Bardot em “E Deus Criou a Mulher”. A minha cena favorita, - a do close em seu rosto quando ela é abandonada no ponto de ônibus -, já passou. E eu nem jantei.

 

Mas antes da minha fome, vamos lá Dario Antiseri e Giovanni Reali. O que eu tinha mais gostado do capítulo dedicado a Platão.

Um resuminho comentado na medida:

Em nossas crenças é preciso que encantemos a nós mesmos. Como fazer isso? Uma dica: cuidar com carinho de nossos mitos.

E Platão dá a luz à metafísica ocidental. E nós somos filhos dela, mesmo que não a aceitemos.

Coragem de dizer a verdade quando se fala DA verdade.

Os sonhos de todo o pensamento grego clássico:

+ Cercar com arame aquilo que não tem limite

+ Encontrar a Senhora Ordem

+ Encontrar a Senhora Justa Medida.

 

O melhor da filosofia deixa um sabor de poesia em nossa mente e Platão e Nietzsche são dois artistas. Daí que o diálogo entre os dois para que ambos sejam superados deveria ser fácil para nós, bastava que a canção seja ouvida e a gente dançasse.

 

A morte não é algo que compreendemos. Mas é pior: não compreendemos pelos motivos que acreditamos.

 

Como conhecer? Aquilo que é desconhecido é desconhecido, logo como poderíamos reconhece-lo?

 

Mesmo que você não acredite em alma, a sua ideia de corpo é diferente da ideia de corpo que existia antes de Platão. Ou seja: amigo materialista, tu é platônico.

 

Antes da Utopia nascer para os olhos, deixe ela nascer em seu coração. Viva segundo as leis, antes da cidade ser fundada.

 

Monarquia – Tirania

Aristocracia – Oligarquia

Democracia – Demagogia

 

O que dá sentido à existência é mostrar a mensagem do Belo a todos. É arriscado, mas não há outra forma. Platão exige coragem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, tudo jóia?
Escreva um comentário e participe.