Voltaire ajuda

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Você vê Jürgen Prochnow escutando Arnaldo Baptista?


Arnaldo Baptista e meu primeiro ensaio fotográfico. O que de significativo aconteceu comigo na última semana.

Homenageei um dos gigantes da música brasileira [em meu programa de rádio. Nota do dia primeiro de abril.] e aprendi ainda mais a editar imagens.  

 

É “mensalão tucano”(Partido da Social Democracia Brasileira), Jornal da Cultura! E eles ainda dizem “Mensalão do PT” (Partido dos Trabalhadores). O Diabo, a gente sabe, mora no dicionário. Falar em “mensalão mineiro” é conveniente em um ano eleitoral.

 

Um processo para cada dois brasileiros? A quantidade de processos é absurda. A nossa sociedade é violenta, não só nas ruas como também em tribunais. Isso é meio doente. Triste.

 

A ligação entre avanço tecnológico e aumento de desemprego: um problema clássico da Economia.

E é interessante observar: o marxismo precisa de fé, mas o livre mercado também precisa: oh, sim, a pessoa vai ficar desempregada; mas com avanço tecnológico também vai ajudar os desempregados em futuro próximo... Hum, hum...

 

Venezuela e as instituições internacionais latino americanos: silêncio, pouca ou nenhuma pressão. Serve para dar um puxão de orelha: diplomacia brasileira no governo Dilma é tímida e anda para trás.

 

Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás / Aécio Neves

E eis que a oposição marca um gol de letra e Aécio Neves aparece em uma posição de força.

 

Sam Neil e o filme de terror que eu tinha perdido. Eu só tinha assistido ao final dele e nunca esqueci. Ficaram curiosos? Só uma palavra: metalinguagem.

 

Sam Neil é uma desses atores que a gente está acostumado a ver em vários filmes, mas não conhecemos bem.

 

Eu assistindo a um filme de terror... E de noite! Quando aluguei o clássico “O Exorcista” tomei o cuidado de assistir de tarde.

 

E blá blá... O filme acabou. Gostei muito. Sutter Cane! Sutter Cane! Sutter Cane! Sutter Cane! Que bobagem, ele não é o BeettleJuice.
Vamos publicar esse texto antes da meia noite.

Posfacio: como podem perceber eu não publiquei. Mas compensou porque descobri que quem fez o papel de Sutter Cane no filme é o Jürgen Prochnow. Ora, ele é o capitão do meu filme de submarino favorito: Das Boot! = )

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pausa

Amanhã já devo voltar com novas postagens sobre o diário de estudos. É que a fotografia esta ocupando um grande espaço agora em meu tempo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Música vai e pode


Diante dos olhos ou diante dos ouvidos, a música e o mundo material são manifestação da mesma coisa.

 

A música é tão básica e universal quanto as nossas ideias matemáticas.

 

Música é a manifestação artística mais poderosa que existe. Música é coisa séria.

 

Ao ouvir a música, vemos e pensamos mais longe e melhor.

 

O que não é música é apenas uma casquinha.

 

E nasce o mito e nasce o mais significativo dos exemplos.

 

Ah, a grande tragédia grega... Era sempre muito mais que uma teatro.

 

O personagem principal podia morrer no final porque o principal, o que realmente contava, nunca morria e era como apenas fotografado em seu movimento e esse pequeno detalhe era a peça.

 

Apolo é mais tímido, Dionísio não.

 

Platão:

Então Eutífron: o que é piedade e o que é impiedade? A piedade é sempre piedosa e a impiedade é sempre ímpia?

 

Saneamento básico, saneamento básico, saneamento básico, saneamento básico:

Apenas duas palavras, mas são como uma corrente que impede o Brasil de soltar-se de sua história natural e assim viver livremente e decentemente.

terça-feira, 18 de março de 2014

Depois de Deus, Platão e depois de Platão a... Verdade!


Acreditar em um conhecimento objetivo, superior aos nossos afetos? Não é possível acreditar nisso mais, Deus morreu e Platão também.

 

A nossa busca por conhecimento sempre tem terceiras intenções: afetos, ideologias e desejos.

 

Matamos Deus e não percebemos que fizemos isso. Tanto é que ainda acreditamos em Platão e na Velha Verdade.

É preciso questionar o nosso ideal de verdade.

 

Qual é o valor dos valores?

 

Sacralidade na origem é? Sei não, sei não... A história é longa e humana.

 

A vida humana na terra é melhor com os valores que temos?

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mas cadê o Platão?



“O Papa é maravilhoso e só os malvados não gostam dele”, é o que a televisão me diz. Meu pai conta que com Papa João Paulo II também era assim.

Mas hoje é diferente porque o catolicismo está agonizando na Europa e era urgente mudanças radicais.

Um detalhe curioso: o correto é Papa Francisco I, mas parece que esse nome pomposo não combina com sua busca pela humildade.

 

castelos medievais. Isolamento, arames farpados, vizinho não conhece vizinho, câmeras...

 

“Não houve tempo de identificar todos”, disse um dos chefes da polícia. É que está acontecendo uma manifestação na capital paulista e algumas pessoas reclamaram da falta de identificação de alguns policiais.

 

O Brasil é o quarto exportador de armas em todo o mundo?!?!?!?! Estamos em que ajude a organizar a venda de armas entre países. Ah quarto lugar???? E até agora não ratificamos um documento importante, Brasil, Brasil!

 

Na TV Cultura um documentário sobre Golda Meir (2004). Uma rainha sem coroa, a coroa estava dentro. Coisas da política: o que as pessoas precisam e o que elas dizem que precisam.

Bach, Sarabande 2.

 

Belo Horizonte: briga judicial e lá vamos nós jogar fora os postes-relógios e instalar outros mais modernos e mais caros. Mais caros, mais caros, mais caros, mais caros...

 

Violência no Brasil – grande e piora a cada segundo. O povo quer paz. E qual o preço que estamos dispostos a pagar pela paz?

Paciência?

Civismo?

União?

Um governo ditatorial?

Mais responsabilidade de nossa parte?

 

O regime democrático exige muito do cidadão e a maioria das pessoas só quer voltar do trabalho, tomar banho, jantar e dormir. Iludem-se pensando que em uma ditadura, a entrega do poder a um ou meia dúzia, serão deixados em paz; mas é justamente o contrário: a paz será mentirosa. E é bom lembrar que o arrependimento vem bem rápido.

 

Jornal da Band, Jornal da Band; vocês não vão falar do protesto violento, com direito a incêndios e carro revirado em São Paulo (Ceagesp)? As imagens que vi na Rede Globo de Televisão são impressionantes. Para a Bandeirantes não dar destaque a um acontecimento desses em seu próprio quintal o motivo deve ser mesmo muito forte. Mas a imagem do desabamento do prédio na Índia vocês repetiram quatro vezes, Fernando Mitre e Ricardo Boechat.

Outro detalhe: a polícia demorou horas e horas para tentar conter os ataques. Na Globo escuto que a justificativa é que os policiais que chegaram na hora tinham armas letais, que não são adequadas para o caso. Tiveram, então, que esperar e esperar a força policial adequada chegar. Curiosa essa justificativa, o que disseram pelo rádio aos primeiros policiais?

 

FESTIVAL DE ARTE EM TRANCOSO, NORTE DO BRASIL

Era tão bonito o que a reportagem do Jornal Nacional da Rede Globo mostrava-me que eu sonhei. Rs rs. Ah?, o que aconteceu? Tenho que saber mais sobre isso! Mozart mora no nordeste? Viva! Viva! Viva! Viva!

 

O mistério do avião da Malásia: e a gente imaginando que o serviço secreto dos Estados Unidos são oniscientes.

 

Quatro jornais televisivos que eu assisto. Fora o do Jornal da Cultura, os outros são iguais. Em relação às notícias internacionais a semelhança chega a ser indecente. Falta dinheiro, falta interesse.

 

LEITE ADULTERADO: ATÉ SODA CÁUSTICA

Envenenando a população e não conseguimos fechar as portas nem dos reincidentes deste crime.

 

Tenho um livro mágico. Um dicionário pequeno e azul e que consegue driblar os outros quatro dicionários enormes e de vários volumes que tenho. Ele se chama “Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa” e seu responsável é o Cândido Juca (filho). Algumas palavras só encontrei ali e ele é ótimo para dar uma segurança, caso eu consulte vários dicionários e ainda esteja receoso de ter entendido mesmo o significado de alguma palavra.

 

Já foi dito, e bem dito, que a nossa língua portuguesa é igual a um “cavalo bravo”.

 

Aliás, aproveitando a onda e o momento:

“Quem me dera; oxalá eu tivesse o seu amor! Quem me dera; oxalá eu fosse o exegeta de nosso mundo!”

 

Nietzsche:

Tudo que move nossos corações é pequeno? Pode acontecer que, por hábito, transformemos algo que é poderoso em algo insignificante para a nossa sensibilidade.

 

A compaixão tem um lado sem vergonha e displicente: como quer ajudar de toda forma, esquece-se de prestar a atenção na causa e no tipo de problema com que esta lidando.

 

Amo editar imagens. Uma das coisas gostosas é lidar com a impressão. Sonho com impressões para poder colocá-las na parede de meu quarto. Aliás, onde esta o cartaz do filme “Lavoura Arcaica”? Ai!

 

Julia Margaret Cameron: The Complete Works

Todas as fotografias da minha fotógrafa favorita.

Esse livro deve custar os olhos da cara.

 

Nietzsche:

E diante de algumas das mais importantes obras da humanidade tem gente que usa o “você”. Ora, mas que falta de humildade! Mas que intimidade é essa? Por exemplo: quem pode dizer que conhece a Grécia Clássica?

 
A nossa vontade tem vergonha de nosso intelecto e quando fazemos projetos frios em sua racionalidade, alguma coisa no final acontece e o projeto não se realiza. A sabotagem da vontade e o afeto e seu orgulho ferido.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Exame


Virtude é saber +

Só se peca por ignorância +

O virtuoso é feliz

=

A morte da tragédia grega + O herói precisa da dialética + Virtude, Saber, Fé e Moral; agora essas coisas precisam ficar ligadas por algo material = Deus é uma Máquina.

 

Apenas o fato do teatro grego ter abandonado o coro já era sinal de uma decadência que não seria passageira. = (

 

“A dialética otimista” destruindo tudo que tinha vida.

 

E vai ver Sócrates era um artista. Diferente, mas artista mesmo.

 

Será que aquilo que não entendo não posso chamar de incompreensível?

 

Onde a verdade mora a lógica foi expulsa?

 

Será que a ciência precisa da arte?

 

 

Manter o bom humor. Mesmo porque, Sócrates, temos confiança em nossa missão. Quem se importa se riem de nós?

 

O que sabes sobre as coisas dos deuses para falar em nome deles, Eutífron?

 

Aquilo que é justo é justo e pronto: não pode ser outra coisa! Hum... Hum... Veremos... Veremos...

Dona Flôr e Seus Dois Maridos e ETC.


Racionamento de energia? A infraestrutura do Brasil é tão velha e deficiente, que não me admire que a Natureza perca a paciência e algum dia nos ataque.

 

PMDB, o Partido da Movimento Democrático Brasileiro, é uma ameba cinzenta sem forma ou projeto. Atraído por dinheiro e prestígio dentro do Estado Brasileiro. Uma homenagem ao poder da chantagem.

 

O brasileiro consome muito remédio psiquiátrico. Somos campeões mundiais, inclusive. Assustador, chocante. Não somos alegres, pulamos carnaval, jogamos futebol e dançamos samba?

 

Gol compra a Varig, mas a prejuízo é do contribuinte. Como foi julgado que o governo brasileiro foi determinante para que a Varig fosse para o brejo, talvez a justiça queria mostrar que como não sabemos votar temos que pagar mais.

 

O pequenos empresários brasileiros são prejudicados por todos os lados. Não temos nem capitalismo e nem socialismo. O que temos?

 

Magnífico. Demorei a descarregar as fotos e o computador ficou cheio antes da hora. Como vou fazer?

 

LOUCADEMIA DE POLÍCIA X DONA FLÔR E SEUS DOIS MARIDOS?

Vai o filme brasileiro, que nunca assisti e que foi recordista de público durante mais de 30 anos.

 

Carnaval todo dia porque viver neste país é muito sofrer.

 

“Ver a Sônia Braga mais uma vez em um papel sensual causa tédio, mas pelo menos ela...” Interrompemos essas palavras amargas porque fiquei com dó da sua personagem.

 

Vadinho, Vadinho, Vadinho...

 

Esse short branco que Vadinho só usa no corpo o dia inteiro, lembra uma fralda. Que sacada brilhante, brilhante!

 

Vontade de ter um bigode igual!

 

Vadinho, Vadinho, Vadinho... Como não se apaixonar por um crápula desses? E é fácil entender como a Flôr se deixa enganar e aceitar essa casamento patético.

 

Até que para um filme brasileiro não estou achando que tenha vulgaridade. Sério mesmo, eu estou impressionado. Queimei a língua. Desculpa, Bruno Barreto e Jorge Amado!

 

Será que algum dia farei uma seresta? Eu queria fazer uma seresta!

 

É cru e bonito.

 

Presente de aniversário uma noite no cassino. Vadinho não entende. A Flôr quer fazer mais parte de sua vida, seu marmota!

 

Ah, uma cena de sexo anal! Mas é bonita por causa do close crescente no rosto de Flôr e a luz nos dentes dos dois. Bom, Bruno Barreto, bom!

 

Teodoro é um homem bom. Um homem bom! E a bondade é algo como o hidrogênio, o elemento isolado dos outros elementos da tabela periódica. Daí que não é possível comparar Todoro com Vadinho. Não é que não seja justo com Teodoro, é que não é possível a comparação.

 

A mãe da Flôr... Que atriz é aquela? Maravilhosa,

maravilhosa; outra coisa não é possível dizer.

 

Aquele discurso do Teodoro é uma das coisas mais doidas que eu já ouvi. E que raios foi aquele xingo? Eu também quero saber xingar assim!!!!

 

Nossa, a Sônia Braga de roupão vermelho

 

 e penteando os cabelos molhados... Ah...

 

“É 17, seu filho da p*!”

 

Que filme maravilhoso! Lendo o nome de todos os envolvidos nos créditos como forma de homenagem.

terça-feira, 11 de março de 2014

E EVEM SÓCRATES


E aparece Sócrates e aparece o medo e a raiva de tudo que cheira a instinto no mundo grego.

 

Seria muito bom para nós apenas dar aquela espiadinha no mundo que Sócrates queria construir. Mas Sócrates venceu e seu mundo virou realidade e isso foi uma tragédia para todos nós.

 

Sócrates tinha uma “vozinha interior” que sempre o auxiliava que ele tinha alguma dúvida mais grave. Até aí nada demais... mas Nietzsche chama atenção: é justamente aqui o segredo para a origem da tragédia socrática: a “vozinha interior” sempre lhe dizia “não”.

 

“Não”! Sempre diz “não”! Ora, observa Nietzsche, em uma pessoa ativa, positiva, cheia de força; o esperado é que se existisse essa “voz interior” ela também seria afirmativa. Mas Sócrates... Esse, para Nietzsche, era a chave para entender. Até internamente Sócrates era um “não”.

 

Mas essa postura destrutiva com relação ao instinto grego, não deixava de ser também instintivo para Sócrates. Assim: o exame lógico que ele exigia dos outros, ele mesmo não fazia sobre si mesmo. E ele acreditava que não precisava. Não por lógica, mas por instinto. Sócrates, em sua lógica, era movido inconscientemente por este instinto que para ele era positivo. “Sim” para Sócrates era dizer “não” ao mundo grego clássico.

 

Sócrates não é exilado e sim morto. Era o que faltava. Agora Sócrates era o símbolo a substituir o ideal para os jovens helênicos. Platão seria um deles.

 

 

Eutífron

Olha Sócrates criticando Meleto, seu acusador. Tão jovem e tão sábio; tão nobre que chega a ser ridículo; tão racional em sua missão que chega a ser estúpido...

 

Televisão:

Assisti a dois documentários maravilhosos. Adoro documentários, eles sempre iluminam a nossa visão de mundo. Assisto desde criança e eles foram fundamentais para minha formação humanista.

 

Ontem, no maravilhoso canal TV Escola, assisti “Difamação”, 2009, Yoav Shamir; um documentário onde o antissemitismo é investigado. E hoje “Filhos das Nuvens, a Última Colônia (“Hijos De Las Nubes, La Última Colonia”, 2012, de Álvaro Longoria e Javier Bardem)”, no canal Max; um documentário sobre o sofrimento que as pessoas que vivem no Saara vivem.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Platão é mais duro de matar que Deus


Violência brasileira. Durante a discussão sobre a legitimidade do sistemas de cotas raciais no ensino superior, discutiu-se se no Brasil existia pessoas negras e se existia racismo. No caso da violência no Brasil o fato incômodo é esse: nós somos um povo extremamente violento. Como se lida com isso?

 

Na segunda metade do século XIX uma morte aconteceu, a morte de Deus. E ela aconteceu pelas nossas mãos, mas naquela época não tínhamos consciência do que fizemos. Para desespero do Nietzsche.

E hoje, março de 2014? Já sabemos que matamos Deus?

Acho que ainda não.

 

Rede Bandeirantes de Televisão e a Venezuela: Capriles é só mais um líder da oposição e todo mundo que está preso são “estudantes”. É, né?

 
Voltando a Nietzsche. A situação é complicada e a primeira coisa que temos que fazer é um ajuste de contas com a metafísica de Platão. Não mais acreditamos em Deus, mas não pratica isso não faz diferença porque ainda acreditamos em Platão. Platão? Tudo jóia?; precisamos conversar, meu querido.

domingo, 9 de março de 2014

Top Top Secret!


(Escrito ontem e publicado hoje.)
Ê Jornal da Band! Barricadas em chamas nas ruas, pessoas espancadas na cidade de São Paulo; mas o destaque é para a crítica da greve de lixeiros/garis no Rio de Janeiro e o ataque ao Estatuto da Criança e do Adolescentes. Ataque, este, que já é tradicional.

 

Outra vez critiquei a televisão brasileira e outra vez estou escrevendo isso assistindo a um filme. Desta vez não é um clássico do cinema que refletia a nova mulher. Agora é um desses filmes alternativos meio chatinhos querendo ser inteligentes e que gosto. É bom para passar o tempo. E tem a Scarlett Johassohn, que, inclusive, se parece com a Brigett Bardott.

 

Eu quero unir a obra de Nietzsche e de Joseph Campbell. Acredito que isso pode mudar o mundo. Não parece algo legal de ser fazer nas horas vagas, paralelo à vida normal (trabalho, família e etc.)? Mas na prática é apenas escrever, escrever, escrever e escrever nas dunas do deserto. Para correr o risco que o vento do sem valor a desmanche.

 

Humildade sempre, claro; mas o pequeno orgulho fica feliz com essa situação.

 

Nietzsche e Campbell queriam mais ou menos a mesma coisa: que o humano assumisse a responsabilidade pelo seu próprio futuro. Nietzsche parece ser mais completo quanto ao como seria esse futuro e Campbell, por outro lado, seria imbatível para completar os pequenos detalhes dessa futuro a construir.

 

Nietzsche: passado, genealogia, o diagnóstico, os perigos apontados, a vida como pedra de toque, os infinitos a vencerem, a alegria e etc.

Joseph Campbell: a psicanálise, as outras ciências, as religiões, as lendas, os mitos, o alfabeto mundial de símbolos e seus paralelos como caminho para o futuro.

sábado, 8 de março de 2014

Nietzsche, Brigitte Bardot e Platão: foi só uma noite?


O que escrever? Uma amiga foi vítima da violência urbana e hoje voltei editar as minhas fotos. O ruim e o bom. O ruim e o bom.

 

Uma das primeiras coisas que a filosofia me ensinou foi a importância de diferenciar o que é importante e o que não é. A gente sabe, mais ou menos, fazer essa classificação. A filosofia me disse: - Leve essa classificação a sério, seu marmota, é a tua qualidade de vida que está em jogo!

Na prática significa que a gente acaba ficando mais impaciente. É que percebemos que estamos cercados de nadas. Aliás nem é de nada, nada sempre é alguma coisa. Estamos é cercados por coisas sem valor, daquilo que não importa. Parece que sou um idoso melancólico, estou assistindo televisão e só tem coisa que não vale a pena.

 

Essa moça do tempo que colocaram no jornal da televisão. Ela é feia por ser bonita, feia por ser bonita para agradar.

 

Eu escrevi ontem sobre o melhor telejornal que conheço, o Jornal da Cultura. Agora estou assistindo o pior: o Jornal da Band, o principal telejornal da Rede Bandeirantes de Televisão. Do ponto de vista técnico e político eles são prejudiciais. Preconceito com o governo federal do Partido dos Trabalhadores (não é oposição, é uma postura irracional mesmo), uma visão míope do que é o Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e o “resto”) e, quando interessa, aquele famoso “otimismo falso”.

 

Uma nota sobre o “otimismo falso”: ouvi essa expressão ao assistir ao famoso e proibido documentário “Brasil Além do Cidadão Kane”, sobre o Roberto Marinho. O líder da Rede Globo e uma das 12 pessoas mais importantes que o Brasil conheceu no século XX. O documentário não explica a expressão, mas eu mais ou menos entendi: o Brasil é muito desigual e

 

((Nossa, que mulheres gostosas! Ah, é o novo programa de humor do SBT, Sistema Brasileiro de Televisão. Aproveito para repetir a minha pergunta favorita sobre o SBT: quando foi a última vez que o Sistema Brasileiro de Televisão passou um filme... brasileiro?))

 

E outra coisa SBT: é “autorretrato” e não “selfie”. Estamos no Brasil, parem de baixar as calças para os estadunidenses. Parece detalhe pequeno, brincadeira; mas não é.

 

Novelas da Rede Globo: se você assiste aos comerciais de uma nova novela que vai estrear, você já sabe o que vai acontecer e nem precisa assistir.

 

Crise na Ucrânia: é mesmo uma “Nova Guerra Fria”, pois a televisão informa que a Rússia está ‘isolada desde o início”. Satélite mesmo dos EUA nós somos e não me perguntaram a respeito.

 

Mudo de canal e está passando “Em Busca da Felicidade’, com Will Smith e seu filho. Filme lindo. Gosto dos EUA, apenas acho que é bom perguntar antes.

De qualquer forma, a lição do filme: oportunidades e fé.

Responsabilidade que vem junto com a beleza de um sonho.

 

Para Friedrich Nietzsche o ato de filosofar é 24 horas, é físico e um exercício de um ser livre.

 

Todos os nossos objetos de fé devem ser examinados.

 

Igualdade como uniformidade? Não, não, não me venha com esse totalitarismo! Ele pode estar disfarçado, todo bonitinho; mas sei bem o que ele é.

 

Nietzsche faz uma pergunta a todos nós: estamos preparados para assumirmos o domínio da Terra?

 

Sim uai, nós não dominamos a Terra. A gente polui e reza e confundimos isso com construir a casa e saciar a sede de infinito que temos.

 

Mas sem medo, ok? É hora de novas esperanças e do canto da alegria. Pois Nietzsche é isso também, além da sua crítica única.

 

Ao criticar a tradição filosófica ocidental, o nosso bigodudo alemão nos lembra a importância da graça, da leveza e do humor na filosofia. O pensamento era morto, era contaminado, com Nietzsche é vivo e criador.

 

Assistindo Brigitte Bardot em “E Deus Criou a Mulher”. A minha cena favorita, - a do close em seu rosto quando ela é abandonada no ponto de ônibus -, já passou. E eu nem jantei.

 

Mas antes da minha fome, vamos lá Dario Antiseri e Giovanni Reali. O que eu tinha mais gostado do capítulo dedicado a Platão.

Um resuminho comentado na medida:

Em nossas crenças é preciso que encantemos a nós mesmos. Como fazer isso? Uma dica: cuidar com carinho de nossos mitos.

E Platão dá a luz à metafísica ocidental. E nós somos filhos dela, mesmo que não a aceitemos.

Coragem de dizer a verdade quando se fala DA verdade.

Os sonhos de todo o pensamento grego clássico:

+ Cercar com arame aquilo que não tem limite

+ Encontrar a Senhora Ordem

+ Encontrar a Senhora Justa Medida.

 

O melhor da filosofia deixa um sabor de poesia em nossa mente e Platão e Nietzsche são dois artistas. Daí que o diálogo entre os dois para que ambos sejam superados deveria ser fácil para nós, bastava que a canção seja ouvida e a gente dançasse.

 

A morte não é algo que compreendemos. Mas é pior: não compreendemos pelos motivos que acreditamos.

 

Como conhecer? Aquilo que é desconhecido é desconhecido, logo como poderíamos reconhece-lo?

 

Mesmo que você não acredite em alma, a sua ideia de corpo é diferente da ideia de corpo que existia antes de Platão. Ou seja: amigo materialista, tu é platônico.

 

Antes da Utopia nascer para os olhos, deixe ela nascer em seu coração. Viva segundo as leis, antes da cidade ser fundada.

 

Monarquia – Tirania

Aristocracia – Oligarquia

Democracia – Demagogia

 

O que dá sentido à existência é mostrar a mensagem do Belo a todos. É arriscado, mas não há outra forma. Platão exige coragem.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Detalhes singelos


Tenho que entrar na Internet para conferir, pois a coisa foi explícita. Menos gente morreu nas rodovias federais e mais gente morreu nas rodovias estaduais, isso em Minas Gerais. Mas o destaque foi para a diminuição de mortes nas rodovias e o aumento de mortes nas rodovias estaduais foi apenas dito pela âncora do telejornal. Rapidamente e sem imagens. Sem destaque! Que colher de chá da Rede Globo de Televisão para Aécio Neves e Antônio Anastasia, políticos do Partido da Social Democracia Brasileira. 2014 é ano de eleições e é importante a gente ficar atento a esses pequenos grandes detalhes.

Ainda a Rede Globo: a greve dos garis/lixeiros no Rio de Janeiro: como atacar a greve e não atacar esses trabalhadores? Sofisticação aqui tem que ser grande, mas isso não impede o cheiro de preferências políticas. E dá-lhe mais ataques ao Partido Socialismo e Liberdade.

O melhor telejornal que conheço é o Jornal da Cultura, da TV Cultura. O melhor. Inteligente e de bom gosto.

A ciência no Brasil: ela é morta por vários motivos e eu cito um interessante: o processo para registrar uma patente é absolutamente broxante às pessoas criativas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Bigodudo é legal, mas o Careca era castrador?

“Vai faltar poste”, já comentaram sobre a onda de linchamentos que ocorrem e são registrados pela imprensa no Brasil. O meu país é selvagem. Brasil triste.

Comecei, mas não terminei, um texto sobre os defeitos da Constituição Brasileira de 1988. Seria o caso clássico de: boas intenções que concretizaram em uma situação ruim. Acho que sobre isso o grande paradigma ainda é a famosa Lei Seca, lá dos Estados Unidos.
Nietzsche questionou tudo. Todos os valores nossos. Maravilhoso, maravilhoso. Aquele que é considerado o opositor da tradição filosófica ocidental talvez seja, na verdade, o mais fiel. Liberdade e renovação, entendem?

Nietzsche, Nietzsche! Popular até dizer chega. Todo mundo julga que conhece ele. Não ignoro que a maioria das vezes ele é tratado de maneira inadequada, mas no geral é gosto dessa popularidade do meu bigodudo alemão. Um pouco de orgulho tímido: todo mundo pode falar, sei que só eu tenho a interpretação que importa.
O homem moderno não acredita em deus, não tem religião. Mas ele não sabe disso. Não sabe que a sua crença em deus e sua religiosidade, por não ser sincera, é prejudicial a todos.
É, o nosso bigodudo não perdoa.

E Nietzsche continua: a humanidade está sendo massificada. Cadê a originalidade, a criatividade, o indivíduo? Cadê a liberdade? Não somos máquinas, como disse o Rei Charlie Chaplin!

Vamos viajar, vamos seguir adiante. Mesmo que isso seja nada, mas vamos.
Platão, meu Platão! Comecemos com um dos seus primeiros diálogos: Eutífron – Ou da Religiosidade.

A aparência engana: curtinho, esse diálogo é um dos clássicos de um dos maiores gigantes da civilização ocidental. Platão é o tal e como ele é um dos grandes antagonistas do meu amado Nietzsche, preciso entende-lo.

Eutífron tem certeza que está fazendo algo piedoso. Aí lá vem o nosso irresistível Sócrates a perguntar: mas o que é um ato piedoso? As pessoas não discordam sobre o que é um ato piedoso?

De onde vem esta sua certeza, amigo Eutífron?
O carequinha tem focinho para cheirar certezas alheias. Isso é muito racional e razoável, mas também mata um pouco os nossos corações; querido Sócrates.

terça-feira, 4 de março de 2014

pingos

Dionísio e Apolo entram em cena. E com harmonia, ao expressar por meio de múltiplas máscaras toda essa força helênica. Eram vários personagens, mas era o mesmo Dionísio. Mas para dar certo era preciso Apolo para traduzir.

Ler Platão. Platão, o divino, o grande opositor de Nietzsche. Muito muito bom!

A dialética, a retórica surgem em momentos de crise. Estamos em crise? Não sei, mas quero participar.

Platão, baterias de carro e biscoito.

EUTÍFRON: - Eu ousaria dizer, desde já, sem mudança alguma, que é piedoso exatamente aquilo que todos os deuses aprovam, enquanto ao contrário, é ímpio tudo o que os deuses rejeitam.

SÓCRATES: - Mas não será justo que analisemos, Eutífron,... nesse caso, se falas com acerto? Ou deveremos nos considerar satisfeitos e não perguntar nada a nós mesmos e aos demais, aceitando aquilo que qualquer um diga? Não convirá analisar o que nos declaram?

EUTÍFRON: - Não existem problemas, mesmo que, no que diz respeito a mim, mantenho-me firme no que afirmei.

SÓCRATES: - Um momento, estimado amigo, temos um caminho melhor. Raciocina sobre isto: o que é piedoso tem a aprovação dos deuses pelo fato de ser piedoso, ou é piedoso por ter a aprovação dos deuses?

EUTÍFRON: - Não entendo o que pretendes dizer, Sócrates.

SÓCRATES: - Procurarei ser mais claro. Não fazemos distinção entre o que é levado e o que leva, o que é conduzido e o que conduz e o que é visto e o que se vê? Compreendes que são coisas diversas e percebes que o são, não é assim?"
EUTÍFRON OU DA RELIGIOSIDADE - Platão.
(Tradução de... de... Ah, Editora Nova Cultural... tsc, tsc...)

segunda-feira, 3 de março de 2014

O elogio que derrotou o paciente

 
E no terceiro dia... Não posso escrever que estou atrasado dada a absoluta falta de referência. Para chegar a essa desorganização excelente em si mesma, é preciso muitos anos.

Indivíduo, não. Isoladamente somos apenas engraçados. O drama, a tragédia, o que merece estar no palco da Grécia Clássica tem que ser mais que um indivíduo. O indivíduo não basta. Vários Dionísios no palco grego e Apolo como único a traduzir o que acontece para os homens na plateia.

O trecho de Nietzsche é grande e eu preciso de mais tempo para explica-lo. Mas um trecho pode ser transcrito. Mas antes, um agradecimento: beijinho no ombro do Rubens Rodrigues Torres Filho, o tradutor de Nietzsche.

“Pois este é o modo como as religiões costumam morrer: ou seja, quando os pressupostos míticos de uma religião, sob os olhos rigorosos, razoáveis, de um dogmatismo bem pensante, são sistematizados como uma soma acabada de acontecimentos históricos e se começa angustiosamente a defender a credibilidade dos mitos, mas a rebelar-se contra toda a sobrevivência e propagação dos mesmos, quando, portanto, o sentimento do mito morre, e em seu lugar se introduz a pretensão da religião de ter bases históricas.”
Nietzsche em NASCIMENTO DA TRAGÉDIA NO ESPÍRITO DA MÚSICA – OU HELENISMO E PESSIMISMO.

RETRATO DO BRASIL – ENSAIO SOBRE A TRISTEZA BRASILEIRA
Curto, forte e com uma interpretação original. Além da polêmica: racismo, pessimismo e a sugestão de revolução. É difícil não ter uma opinião apaixonada pelo livro de Paulo Prado. Gostei dele, pois acho que pensar que o povo brasileiro não é feliz é algo que deve ser sempre considerado. Sobre as polêmica, pelo menos quanto ao pessimismo julguei o livro inocente. Quanto aos outros pontos, é difícil desculpar Paulo Prado. Mas ainda vamos falar mais sobre isso.

LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS
A Amazônia é tratada como um território a parte. Essa exclusividade, infelizmente, não a ajuda. Tem muitas armas e pouca ciência ali. Em volta, muita ignorância.

LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX
De todas as doações que recebemos, essa coleção (“HISTÓRIA DO SÉCULO 20”, Abril Cultural) ainda é a minha menina dos olhos. Um título um tanto quanto bobo, mas vou fazer essa pequena paixão render.