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terça-feira, 20 de agosto de 2013

NIETZSCHE APAIXONADO (37 a 42)

 
37
Quando o trem ta feio, quando a gente deve no mercadinho do bairro, quando estamos aflitos diante de uma decisão fundamental o u estamos enfrentando um problema de saúde; ainda sim gostamos de pensar no quanto as outras pessoas nos admiram.

A situação é ruim, mas mesmo assim pensar no que os outros pensam a nosso respeito nos consola.

Bobagem? Vaidade? Talvez não, com essa atitude podemos continuar brilhar. Isso mesmo, a continuar a brilhar. Para os outros e para nós.

38
Ficar alegre pó o outro estar alegre? De verdade, de verdade mesmo? Senhoras e senhores, isso é muito raro.
É coisa de animal, mas de um animal superior. Realmente superior.

39
Uma partida de futebol. O goleiro faz uma defesa espetacular, fantástica. Nem ele sabe como fez aquela defesa. Mesmo assim ele banca o falso superior ao reclamar aos seus colegas de time que ele tem que fazer tudo sozinho.

Pois bem, diz Nietzsche, nós todos somos iguais aquele goleiro. Mesmo sem saber como fizemos uma coisa espetacular, fazemos de tudo para parecer que não foi ao acaso.
Nada de acaso, foi culpa nossa. 4

40
Ele pensa, é inteligente. Mas é fraco. É fraco, mas não quer parecer fraco.
Nem que para isso ele tenha que ser injusto e cruel. Ou seja: um idiota.
A vaidade, a vaidade e a soberba...

41
Humilhação é insuportável. Absolutamente insuportável.
Mesmo que seja na forma de uma pequena sujeira quase invisível em um iate de 60 milhões de dólares dado de presente à gente.
Seria humilhação e humilhação é insuportável.

42
A loucura da luta pela fama. Hoje em dia, século XXI ou segunda metade do século XIX, podemos ter aqueles que estão dispostos a queimar e destruir até os seus próprios templos.

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