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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ENSAIO SOBRE A TRISTEZA BRASILEIRA (1 de 6)

 
(Obrigado Ronaldo Vainfas e Nova Aguilar!)

Mas diplomacias e negócios à parte, Paulo da Silva Prado era principalmente um mecenas. Mecenas? Fico pensando sobre isso quando vejo os patrocínios que um longa metragem brasileiro precisa ter para ser realizado e distribuído ao público brasileiro. As vezes para existir no Brasil temos que pedir desculpas.

Ele amava a obra do historiador cearense Capistrano de Abreu. Amava e fazia por onde: ajudava na edição dos livros do mestre.

-Luciano de Samósata?
-Héin?
-Ele é moderno?
-Héin?
-Luciano de Samósata!

Estudar o belo e estudar o feio.
+ Ser brasileiro e ser atual.
+ Saber, afinal das contas, que cargas d´água significa ser brasileiro!
=
Jóia!

A República Federativa do Brasil é triste. Precisamos de uma revolução. De preferência uma revolução revolucionária e alegre.

Há um Jaburu em nossos corações.

Paulo Prado em “Retrato do Brasil” comete um erro grave: ele é muito crédulo em relação aos documentos em que ele estudou. É preciso confiar sim, mas... Mas ele confiou de mais, podia ter tido bem mais senso crítico. A inquisição portuguesa teve mais trabalho em Portugal. Os calvinistas na Suíça e na Holanda foram mais cruéis que os inquisidores portugueses no Brasil.

Início do século XX: a discussão sobre o racismo em “Retrato do Brasil” (1928) incomodou menos que seu elogio à revolução como solução ao Brasil.

 
NIETZSCHE APAIXONADO 10:

As mulheres querem ser vistas. Elas precisam ser vistas. Sempre. Mesmo que o flagra seja por um pecado leve, bobo. Um necessário pecado leve e bobo.

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