Voltaire ajuda

Voltaire ajuda

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

RICOS, MAS ESTÚPIDOS

ORIGEM DO BRASIL: João Luís Ribeiro Fragoso. 


“Homens de Grossa Aventura: Acumulação e Hierarquia na Praça Mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830)” – João Luís Ribeiro Fragoso. Editora Arquivo Nacional.

“O Arcaísmo como Projeto” - João Luís Ribeiro Fragoso e Manolo Florentino. Editora Diadorim.

Não bastava ser egoísta, aqueles ricos comerciantes tinham que ter ideias econômicas idiotas para um país. Aliás, eles viam o Brasil como país? Eles não investiam, não pensaram a longo prazo.

Enriqueceram sim, mão não junto com o país. Esse erro é a base econômica e a base do Estado Brasileiro.

Sim, a coroa portuguesa sugava a nossa riqueza igual a um parasita infecto. Mas as causas são outras também. Nossos primeiros brasileiros de destaque também são culpados.
Economia baseada em
Trabalho escravo,
Em preguiça,
Repúdio ao trabalho braçal,
Em negócios a curto-prazo com a coroa portuguesa,
Aluguel de imóveis e etc.
Nossos homens ricos eram senhores feudais! Pensavam assim.
Nada de livre mercado, nada de sonhar com um Brasil industrial.

OS ESCRAVOS E SEUS SENHORES:
Cada caso era um caso. As relações eram bem complexas. Uma desgraça, mas uma desgraça bem complexa.
Não se podia usar a tortura o tempo todo, era arriscado e era necessário negociar. Muitos escravos eram terceirizados, alguns juntavam até algum dinheiro e as vezes a crueldade dos senhores eram casos de polícia.
É mesmo apaixonante a história do Brasil.


A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 4:
(Obrigado Lord Francis Williams e Abril Cultura!)

Com a entrada de William Randolph Hearst, temos os dois papas do jornalismo popular: Hearst e Lorde Northcliffe.

Apesar de Hearst ser o primeiro daquela linhagem de reis da imprensa que sabiam como colocar a opinião pública sob seus pés, o revolucionário mesmo foi o britânico. Alfred Harmsworth, mais tarde Lorde Northcliffe, ensinou como os jornais poderiam ser vendidos a um preço baixo como nunca: bastava investir em anúncios em suas páginas.

E assim foi. Preços baixos, circulação enorme, propagandas eram muito vistas e assim os anunciantes pagavam muito alto para anunciar.

Estou falando muito de jornal. Claro que existiam também as revistas populares. Quando pensam na quantidade de títulos e que a imprensa popular tornou-se rapidamente uma moda mundial, fico com vontade de visitar uma banca de jornal lá no início do século XX.


LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS 4:

Milhões e milhões de hectares compradas de maneira suspeita, estranha. Aí você denuncia. Pede maiores esclarecimentos. A justiça em vez de ajudar ou mesmo responder, faz chover processos sobre sua cabeça. E o suspeito é que denunciou a manobra suspeita! Inverteram tudo!

Um outro autor legal, bacana de conhecer: Nelson Traquina.


NIETZSCHE APAIXONADO 4:

Você pede desculpa. Você aprende. Ponto. Ponto final! Agora, por favor, por favor mesmo; não sinta remorso.

CRÉDITO DA FOTO UTILIZADA:
A foto do João Luís Ribeiro Fragoso não esta com créditos na matéria "Já estava tudo lá", de Paulo Moreira Leite e publicada pela Revista Veja na sua edição de 26 de maio de 1993; a qual me inspirei para escrever. Uma outra ilustração da matéria, a reprodução de um quadro, também não esta. Acho que quando é assim é porque a fotografia é uma reprodução da que esta no livro. Se bem que nesses casos, o pessoal coloca "divulgação" na hora dos créditos. Coisa que deixa os fotógrafos com muito ódio, diga-se de passagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, tudo jóia?
Escreva um comentário e participe.