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terça-feira, 2 de outubro de 2012

ISLÃ: PAUL JOHNSON MORDE, MAS A VEJA ASSOPRA. OU QUASE. (setembro de 2001)

Johnson por Johnson, sou mais o Roberto. Esse aí é mais simpático.
 

O maniqueísmo cantava de galo naqueles dias, leitoras e leitores.

O historiador inglês Paul Johnson ataca o Islã, mas a revista Veja destaca, na fala dele, a importância de levar liberdade e democracia aos países muçulmanos. Um mordeu, o outro assoprou. Ou quase.

Acho que a revista Veja puxou um pouco a sardinha para o lado do Paul Johnson. Olhe este trecho da apresentação, antes da entrevista (edição do dia 26 de setembro de 2001) propriamente dita: “Sua bibliografia de dezessete títulos abriga dois volumes irmãos, “História dos Judeus” e “História do Cristianismo”, esse último recém-traduzido no Brasil.”
Sei, é para ler juntinho. Para ficar juntinho. Sei, sei. O Carlos Craieb lembra que Johnson “não descarta a ideia” de escrever um livro sobre o Islã, mas isso não aconteceu ainda.

Uma coisa curiosa é que esse conservador, na hora de criticar a religião dos outros, é liberal em relação a sua própria. Ora, quero ver se esse jeito moderno e livre de tratar o que é ser cristão continuaria em outros momentos. Sei, sei, senhor Paul Johnson.


EGITO E BABILÔNIA NO NASCIMENTO DA FILOSOFIA GREGA

Os gregos antigos eram bem inteligentes mesmo. Eles absorveram muita coisa da ciência oriental. Matemática egípcia e a astronomia babilônica são os principais exemplos. Mas havia uma diferença fundamental: os orientais eram bem práticos, enquanto os gregos valorizavam a teoria, o abstrato.

Aqueles orientais deviam olhar para os gregos e achá-los meio “cabeças de vento”. Sem dúvida, mas os nossos gregos sabiam o que estavam fazendo.


NOTAS:
Em Montes Claros a “justiça autorizou”. Melhor que dizer “um tribunal”. Soaria menos absoluto. Guarda Municipal, Tropa de Choque da Polícia Militar... A polícia estava em peso ali.
20 casas a serem demolidas.
O terreno foi invadido, era área de preservação e, a cereja do bolo, tinha até tráfico de drogas ali. Pronto, não tem como um “cidadão de bem” discordar do fato daquelas famílias serem expulsas dali.

No mais, o próprio repórter esclarece e consola: “Os moradores TERIAM sido transferidos para conjuntos habitacionais.” Gostei desse “teriam”. Que charme, hein? Alguém da imprensa vai ali conferir?

Assisti hoje no (MGTV Primeira Edição), o jornal da Rede Globo Minas de Televisão.

NOTA 2:
Interessante o Eduardo Costa, na Rádio Itatiaia reclamando do voto em branco ou o voto nulo. Uai, deixa o pessoal votar assim, se quiser. Também acho triste, senhor Costa. Acho mesmo. Mas fico me perguntando se o seu receito é em relação à legitimidade de uma votação em que a maioria votou em branco ou anulou. Qualquer prefeito ou vereador que ganhasse teria sérios problemas para trabalhar.

NOTA 3:
Eric Hobsbawm morreu. Historiador celebrado. Marxista. Marxista? Nenhum jornal na televisão explicou o que isso significa. Que estranho. rs rs... Ô medo, gente...
O Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista Veja e próximo de José Serra ainda não escreveu sobre o Eric. Talvez não escreva. Existem alguns autores de esquerda, que os conservadores brasileiros não tem a coragem nem de citar o nome. Não batem de frente mesmo. As vezes tentam, mas de maneira tão tímida que dá até pena.

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