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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ILMAR GALVÃO, JOAQUIM BARBOSA E A COITADA DA MARTA!

 
 
O julgamento no Supremo Tribunal Federal! Como se diz? “O Brasil inteiro esta de olho...” Mas não adianta enquanto o povo não for para as ruas, certo imprensa?

Tenho diante de mim “De olho nos juízes”, matéria de Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa e publicado pela Revista Veja em 23 de junho de 1993. Ótima matéria, aliás. Bem escrita. Tive até que consultar o dicionário para saber o que significava “patacoada” e “encômios”.

Um texto antigo que pode ajudar a compreender o presente. Certo, Confúcio e Espinosa?

O clima era de expectativa. Pelo título podemos imaginar que havia apreensão que realmente as coisas terminassem em “pizza” (impunidade).

Uma coisa curiosa: o relator Ilmar Galvão. Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa deixam claro que Galvão foi bem, mas ele poderia ter colocado uma energia a mais. Foi tudo muito tranquilo. Ora bolas, ali não era um julgamento qualquer! Na hora de recolher os depoimentos, foi a secretária Marta quem sentiu pressionada. Mas só ela? Tudo bem que a promotoria não foi tão bem, mas o STF podia ter sido mais ativo.

No chamado “Julgamento do Mensalão”, temos Joaquim Barbosa em vez de Ilmar Galvão. Barbosa parece bem ativo. Nervoso, inclusive. Vamos ver. Não sou especialista, mas a dificuldade de caracterizar o crime de lavagem de dinheiro pode ajudar a pizza, hein?

Segue um trecho do belo texto: “O fato é que a Ação Penal 307-3 faz parte de um contexto em que ou o país muda ou não. Ou se inaugura uma nova era em muitos aspectos, inclusive, e talvez principalmente, na questão da impunidade, ou desaba a expectativa positiva surgida nesse sentido com o impeachment de Collor.” - Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa em “De olho nos juízes” (Revista Veja de 23 de junho de 1993).

A gente sabe: Collor escapou e PC Farias não contou o que sabia. Pizza. E isso depois de manifestações populares. Agora, em 2012, nem manifestações temos.

 
DA SÉRIE NIETZSCHE PARA MILHÕES 1:

Seja selvagem, salve seu espírito! Confie mais em seus hormônios do que em suas dúvidas espirituais. Aliás, o que são “dúvidas espirituais”? Não existe isso, só acreditem em sangue, suor e lágrimas.

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