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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A CESTA BÁSICA E O PORSHE

A costeleta de nozes que mudou o mundo: Lady Newnes e seu marido, George Newnes

O cara tinha vergonha, entende? Era direito dele receber a sua cesta básica todo mês. Mas como ele tinha vergonha de ir pessoalmente, mandava o filho. E o filho ia. Ia de carro. De Porshe.

O cara era um deputado federal e a cesta básica era de um emprego – digamos assim – bizonho. O país é a nossa querida República Federativa do Brasil.

O livro é “3000 Dias no Bunker”, do jornalista Guilherme Fiúza. Editado pela Record, esse deve ser um dos pequenos livros que revelam grandes segredos dos bastidores de Brasília. A história do início é apenas uma amostra insignificante. Merece ser lido.

Outra coisa: o Roberto Pompeu de Toledo é bom. Embora lendo as matérias antigas, eu o prefira sendo jornalista mesmo. Seu lado colunista não é tão fabulosos assim.

A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 3:
(Obrigado Abril Cultural e Lorde Francis Williams)

A culpa é das costeletas de nozes da mulher do George Newnes.
Newnes queria um jornal cheio do que ele chamou de “pequenas notas interessantes”. Isso, em vez daqueles longos e complicados textos jornalísticos.

O nosso pequeno comerciante de Manchester procurou, mas ninguém gostou da ideia. Entra em cena a nossa brava Priscilla J. Hillyard, a Lady Newnes. As costeletas de nozes era o sucesso de seu restaurante vegetariano e com esse dinheiro e apoio de sua mulher, Newnes funda o “Tit Bits”. Pronto, nascia o jornalismo de massas.

Um dos primeiros ajudantes de George Newnes se tornaria um gigante e primeiro papa desse tipo de jornalismo. Estamos falando de Alfred Harmsworth, o Lorde Northcliffe. Com Lorde Northcliffe temos basicamente tudo:
Textos mais curtos,
Muita propaganda,
Fofocas e pouca política,
Espaço para a nova mulher que surgia,
Muito espaço para os esportes...

Já estava tudo pronto. Como seria se os britânicos vegetarianos não gostassem de costeletas de nozes? Nós nunca saberemos!


LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS 3:

“A mais impressionante é um empréstimo de 102 milhões de dólares, tomados no final do ano passado junto à agência do Banco do Brasil em Grand Cayman, nas Bahamas.” – Lúcio Flávio Pinto em “Jornalismo na Linha de Tiro (De grileiros, Madeireiros, Políticos, Empresários, intelectuais & poderosos em geral)".

Entenderam? O nome completo é “Grand Cayman” e não apenas “Cayman”. Affz!

NIETZSCHE APAIXONADO 3:

Há mais coisa entre mim e a multidão do que sonha minha vã soberba.
Não me levem a mal, mas nos relacionamentos humanos também há – como nas relações econômicas – uma “mão invisível”, um regime de “Laissez-faire, laissez-passer” (“Deixe fazer, deixe passar”, em francês). Parece que entre humanos o negócio é liberal.

Um egoísmo vital. Não posso amar você, se eu não me amar primeiro. Eu te amarei, se eu me amar primeiro. O pacote deve ser completo, meu amor. Eu não poderei apagar o meu “eu”. Se conseguisse não seria bom para você e para o mundo. É assim, meu amor.

CRÉDITOS DAS IMAGENS UTILIZADAS NA PRIMEIRA ILUSTRAÇÃO:

A foto antiga é da Lady Newnes (Priscilla J. Hillyard) e foi encontrada neste blog que parece ser bem inteligente: Chess.
Já o desenho do nosso querido George Newnes foi encontrado aqui: Willkemp.

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