Voltaire ajuda

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

A IMPRENSA E FERNANDO COLLOR (2 de 4)

bandeira da PARAÍBA e o escritor inglês PIERS PAUL READ
 
 
(Obrigado Mario Sergio Cont e Companhia das Letras)
 

Mas não pode ser! Mas não pode ser que apenas João Saad da Rede Bandeirantes de Televisão tenha percebido que – como eu posso dizer? – faltava uns “parafusos a menos” a Fernando Collor.
- Ah, Collor seduziu a todos...
- Nem todos. Nós fomos avisados e muito avisados. De repente Alagoas não faz mais parte do Brasil? (“Sul Maravilha” do Henfil...)

Na Paraíba temos um rei das comunicações: José Carlos da Silva.
(NOTA: Consultando a internet descobri que o nome correto é “José Carlos da Silva Júnior”)

A história esta cheia de “se”, “se”, “se”... Mas... Se Silvio Santos não tivesse saído candidato a presidente, a candidatura de Mário Covas poderia ter crescido? A revista Veja ia dedicar uma reportagem de capa ao candidato do Partido da Social Democracia Brasileira, mas mudou de ideia na última hora.
Ah, Silvio Santos!

Umberto Eco.
“Marketing de Guerra”,
“Posicionamento: Como a Mídia faz a sua Cabeça”, de Jack Trout e All Wies.

Pausa para lembrar: Houve um tempo que comer carne era muito, muito, muito mais do que um luxo para a maioria dos brasileiros.

O começo do fim: mesmo em segundo lugar, houve um momento que parecia claro que Lula ia passar Collor e vencer o segundo turno das eleições.

Perguntar não ofende: O jornal Estado de S. Paulo esperou o depoimento da Miriam Cordeiro e o clima pesado resultante para dar o seu “tiro de misericórdia” à candidatura de Lula?

Collor (primeiro turno) e Fernando Henrique Cardoso (1994, 1998)
Trauma de “Kennedy versus Nixon” é a vovozinha! Esse pessoal amarelou e pronto! Saíram correndo dos debates sim senhor!
(A Rede Globo de Televisão além de não ter feito debates no primeiro turno naquela campanha de 1989 criticou a Rede Bandeirantes de Televisão e acabou ajudando Collor. Affz! Ê, Globo!)

Boa fé, defesa da governabilidade ou pura cretinice?
Toda a grande imprensa apoiou o confisco da poupança? Mas não é possível que a economia brasileira estivesse tão destruída para justificar esse atentado à propriedade privada.

LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 7:
(Obrigado Asa Briggs e Abril Cultural)

A Grã-Bretanha de Eduardo VII forneceu o pilar.
Os londrinos pobres não queriam só comida e água. Os londrinos pobres queriam comida, água, teatros musicais, notícias e futebol. E etc., é claro. Somos todos humanos.

Mas primeiro é mesmo a barriga. O mercado torna-se popular. Mais lojas e preços mais baixos. Os salários ainda eram muito baixos, mas lentamente subiam e aqueles humildes trabalhadores consumiam cada vez mais e a diversidade desses produtos também crescia.
Foi uma época “heroica” para os varejistas. Não eram poucos que faziam fortuna e construíam impérios!

E depois do mercado de massas estávamos prontos para conhecer o que seria essa nova comunicação de massas e a nova cultura que florescia.

 
LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS 7:

Piers Paul Read + Dante Alighieri + Jó =
Ficar em cima do muro sem se decidir não vai te salvar;

Você vai ter que escolher, que escolha sabiamente;

Perder alguns amigos é terrível, mas é também apenas mais uma das coisas que podem acontecer durante a longa viagem;

Diante de Deus, o que pode uma língua que fere?


NIETZSCHE APAIXONADO 7:

E algumas coisas não são tão maravilhosas do que podem aparecer á primeira vista.

Você quer ter mais dinheiro? Você procura por zeros.

Você quer ter mais seguidores? Você procurar por zeros.

Você que tornar-se maior, ser dez vezes maior do que é agora? Fácil, procure por zeros. Apenas procure por zeros.

(Sabe, tudo bem ser irônico, cético, niilista, pessimista e alegre ao mesmo tempo... Aquela frivolidade inteligente... Apenas não se esqueça de ter força. De ser forte! Os irmãos Goncourt não pareciam serem o tipo de gente que costuma praticar musculação e tomar vitaminas de açaí.).

CRÉDITO DA IMAGEM USADA PARA A FOTOMONTAGEM:
A fotografia de Piers Paul Read foi encontrada aqui, uma página do Sidney Morning Herald. Lá esta escrito que a imagem pertecente a Getty Images. Não consegui encontrar a foto neste site e muito menos autoria da mesma.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILÊNCIO E O MEDO


Certo, eu nem conferi a internet por exemplo. Mas acho muito estranho esse silêncio sobre o futuro do Código Florestal.
A chamada "Bancada Ruralista" não gostou dos vetos da presidenta Dilma e esse pessoal já ameaçou mostrar os dentes.

Talvez eles fiquem calmos com algumas anistias ali, algumas prorrogações de multa ali, outras prorrogações para consertar os estragos que eles fizeram aqui...

É fácil essa turma ficar satisfeita, apesar do barulho que fazem.

O difícil é recuperar a água que sujam e o verde que apagam.

domingo, 28 de outubro de 2012

FERNANDO COLLOR E A IMPRENSA (1 de 4)

DORRIT HARAZIM e ALICE-MARIA TAVARES REINIGER:
Duas das mulheres mais brilhantes que a imprensa brasileira
já conheceu.

 
(Obrigado Mario Sergio Conti e Companhia das Letras)
 

Nós fomos avisados e muito, mas preferimos correr o risco. Parece que foi apenas isso, afinal.

Quero visitar o Palácio dos Martírios apenas por causa do presente que Péricles Cavalcanti deixou para o Arnon de Mello.

Da Câmara de Vereadores à publicação no Diário Oficial. 300 artigos.
Quem iria ter saco para conferir? Ninguém, óbvio.
A não ser o jornalista Claúdio Humberto. Oram vejam, um artigo a mais... Uma tarifa a mais... Ê Brasil!

-Acha bom que o candidato vá a missa?
-A mulher do candidato deve trabalhar?

“Só se tem amigos nesta vida.” Elio Gaspari entendeu isso. Entenda você também.

Eu queria:
Ver o Sebastião Nery conversando, empolgado com algum assunto.
Ver o Elio Gaspari em uma redação, bravo e dando sermão em outros jornalistas.
(Por quê? Ah, só lendo o livro do Mario Sergio Conti para saber)

Luiz Maklouf.

E se Lula tivesse deixado Frei Betto publicar a sua biografia, será que ele poderia ter ganho a eleição? Lula foi derrotado porque o depoimento mentiroso de Miriam Cordeiro o abalou emocionalmente. Eleição é guerra, ele tinha que saber como colocar a sua família no jogo. Eleição é guerra e jogo.


LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 6:
(Obrigado Asa Briggs e Abril Cultural)

Em 1913, em Londres, já havia a preocupação com o tráfego de veículos e a preocupação que o transporte coletivo fosse prioridade imediatamente. Agora vem falar isso para o pessoal da BH Trans!

Em 1907 a preocupação era o cinema. O cinema é inimigo do teatro, era o que alertava um crítico de jornal.

Telégrafo sem fio? Qual a vantagem de pessoas estranhas escutarem a nossa conversa? Qual a vantagem, hein? Uau!

 
LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS 6:

Você não se sente seguro diante da Lei. Todos contra um. O menor detalhe é transformado em arma para destruí-lo. Desde 1992, 24 horas. Apenas para tentar impedir a posse de terra de maneira ilegal.

Tentam usar a lei para que você não possa defender a lei.

Até a UNESCO fez corpo mole e não incluiu a agressão que você sofreu como exemplo de ameaça à liberdade de expressão.

Não pedem direito de resposta. Pedem apenas o direito de intimidar usando toneladas de processos contra você.

Delfim Netto e o índice de inflação naquele ano de 1972: Lúcio Flávio Pinto contou a verdade e recebeu um elogio inesperado.


NIETZSCHE APAIXONADO 6:

Como os homens imaginam as mulheres?
O homem constrói um ideal. Aí pega um pedaço desse ideal, um pedaço qualquer. E desse pedaço o homem deseja criar algo.
Mas aquele pedaço de ideal é qualquer coisa, menos uma semente. Mesmo assim o homem resolve criar algo a partir daquele pedaço.
E aí surge a mulher. Coitada delas. Não é a toa que nós homens temos dificuldade de lidar com elas. Praticamente estamos brigando com um espelho torto.

CRÉDITO DAS IMAGENS USADAS NO INÍCIO:

A foto da jornalista Dorrit Harazim é de Leandro Melito e foi encontrada aqui: Quinto Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
A foto da jornalista Alice-Maria Tavares Reiniger é de Rodolpho Machado (Agência Globo) e foi encontrada aqui: Memória Globo.

sábado, 27 de outubro de 2012

RADIAÇÃO



"Pouso Alegre com Conselheiro Lafaiete
A antena de celular mais baixa que eu já vi!"

(Anotação minha em um livro. Estava lendo o livro no ônibus e fiz essa anotação.)

Agora vou olhar Belo Horizonte no Google Maps para conferir direito o trem. Lembro que fiquei assustado, mas sei que a memória da gente nos pega algumas peças.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PERGUNTAS COMO CAPIM


Como surgiu a natureza?

Como surgiu tudo isso aí?

O ser humano e suas ações.

Além do que seus olhos podem ver, deve existir algo, quem sabe? Não vamos ser esnobes em relação à metafísica.

A sociedade e o ser humano sozinho: relações e dúvidas em relação qual estrada trilhar.

Perdão, qual o caminho para a verdade?

O problema da beleza e o problema da sedução pela palavra.

E se o espírito do povo se torna místico, isso também deve se transformar em um enigma a ser decifrado.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SIMPLES LOGO

Me encanto, portanto eu faço filosofia.

Me encanto com o mundo, portanto quero solucioná-lo.

Me encanto, portanto quero fazer parte.

Me encanto, portanto ando por aí.

Mais ou menos isso.

Não é?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TUDO É UM, E O UM É MARAVILHOSO!

 
O que a Filosofia quer?
Descobrir a verdade.
A verdade de que?
De tudo. A Filosofia é a busca pela unidade.
Gulosa, hein?
Mas e as ciências, as artes e as religiões?
A diferença é o papel central que a razão desempenha. A arte usa a imaginação, o instinto. A sua subjetividade atrapalha um pouco. A religião também é subjetiva e depende muito da fé, o diálogo é mais complicado.
E as ciências?
Elas valorizam a razão e as experiências.
Então? Qual a diferença das ciências particulares, como a Física, a Linguística, a Sociologia, a Química, etc.?
Digamos que cada só possa pegar um pedaço do bolo e só possa dançar um verso da música. A música inteira e o chocolate inteiro apenas a Filosofia é capaz.

-Pergunte o que é fé para um religioso.
-Pergunte o que é tempo para um físico.
-Pergunte a um artista por que uma música é bonita e outra não.
É um bom teste para saber como a filosofia bate um papo com essas formas de manifestação humana.

domingo, 21 de outubro de 2012

É CULPA DA BURGUESIA!

 
(Dos burgueses inteligentes, é claro).

A filosofia ocidental nasceu na Grécia. Certo, mas a onde exatamente? A Grécia antiga era grande como um império. Hum...

Na área mais comercial.
De repente aqueles pequenos comerciantes cresceram e aumentaram de número e poder. Novas cidades e novas instituições políticas tornaram-se precisas. Liberdade política e comércio forte. O dinheiro dava segurança e a liberdade política a oportunidade àquele novo modo de pensar e viver.Os ricos latifundiários já não eram tão importantes assim. A Grécia já não era mais predominantemente agrícola.

E assim a filosofia nasceu. Na periferia, nas pequenas colônias mais ao oriente e se espalhou até alcançar o centro; Atenas. Comércio forte e variado. Instituições políticas onde o homem-cidadão vivia o seu mundo.

sábado, 20 de outubro de 2012

sobre amor e família

olhar na mesma direção
dançar sempre
dançar sempre
dançar sempre
dançar sempre!
comer juntos
conversar bastante
ter com o q conversar
querer conversar
n ter medo de puxar uma conversa
...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

VOCÊ CONHECE O ORFEU SIM!


A sede de infinito é insaciável. Não é óbvio? Isso vale para nós e valia para os gregos antigos.

Aquela religião racional e sensata, tão bem representada por Homero e Hesiódo não era suficiente... Era preciso mais. Não algo oposto, mas algo complementar.

Olhem que coisa familiar nós temos aqui:

1) A morte não é o fim;

2) Nós temos uma alma e ela veia até nós por causa de uma

3) Culpa Original;

4) Através de reencarnações e mais reencarnações

5) Essa mesma Alma vai se purificando cada vez mais.

6) Mas essas reencarnações não são muito legais, há uma maneira de acabar com elas: vida de acordo com os ensinamentos do orfismo.

7) Existem prêmios além da morte, no além, para quem é um bom órfico e

8) Existem castigos também para quem não pratica o orfismo, castigos no além.

Orfismo vem de Orfeu, um poeta lendário.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

OS SEGREDOS DO CORAÇÃO PAGÃO


O amor, o respeito pela poesia;

Duas formas formas de religião (no mínimo);

Se a política não nos fornece liberdade, a filosofia fica triste;

Homero: harmonia, o cosmo inteiro presente e os personagens agora tem sua psicologia destacada;

Hesíodo: inédita explicação racional para a origem de tudo, do cosmos e de todos os deuses; e o elogio ao ideal de justiça;

“Na justiça estão compreendidas todas as virtudes.” – Focílides.

A mais sedutora lição da moral grega: para fugir dos perigos do excesso e dos perigos da falta, busquemos a justa medida;

Existe um universo dentro de você, mergulhe!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A IMPRENSA E FERNANDO COLLOR (0 de 4)

MARILENE FELINTO: Saudade de ler os seus textos na Folha.


(Obrigado Mario Sergio Conti e Companhia das Letras!).

A coisa que mais me agradou no livro "Notícias do Planalto - A Imprensa e Fernando Collor" foram as fotografias. Fotografias em que podiam ser vistos os poderosos invisíveis, também chamados “jornalistas”.

Claro que os segredos revelados a respeitos dos bastidores são importantes, mas conhecer o rosto de tantos repórteres, colunistas e editores-chefes... Ah!, Isso é simbólico de mais.


A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 5:
(Obrigado Lord Francis William e Abril Cultural!).

A natureza sempre dirá a última palavra, sempre.
A sua rede de comunicação, pode ser cheia de rádios, jornais... Você pode jantar com governadores, presidentes... Não importa: a geografia vai mandar em você.

Quanto maior o território, quanto mais amplo for o alcance do veículo de comunicação: maior a sua chance de fracassar em sua tentativa de se comunicar a todos da mesma maneira. A Rede Globo de Televisão é muito carioca, a Rede Bandeirantes de Televisão é muito paulistana; a necessidade de nivelar, universalizar a linguagem é terrível.



LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS 5:

Uma pergunta inocente:
quando o Lúcio Flávio Pinto sofreu mais com os processos judiciais movidos por quem não quer dialogar:
(A) Durante o Regime Militar.
(B) Depois, durante o Regime Democrático.
Pois é agora, em plena democracia, em plena liberdade, é que chovem processos sobre a cabeça do Lúcio Flávio Pinto.

Só por ele dizer a verdade. Por dizer que estão destruindo a Amazônia. Que é possível compar terras no Pará da maneira mais bizonha possível! Que o que aconteceu em Araguaia-Tocantins é um crime contra a natureza. E que conseguimos superar o que aconteceu lá, inclusive!

Ei, organizações não governamentais ingênuas; para onde que você acreditam que vão parar toda aquela madeira apreendida pela justiça? Todos aqueles carnavais para recuperar aquela madeira extraída de maneira ilegal e vocês ficam satisfeitos muito rapidamente...

As incoerências da vida. Do jornalismo. Olhe o caso da Marilene Felinto e o jornal Folha de S. Paulo. A Marilene foi punida pelos erros ou pelos... Acertos?


NIETZSCHE APAIXONADO 5:

Filósofos - o que são? Talvez sejam jegues obrigados a carregar um peso terrível. Triste isso, mas essa é uma escolha consciente deles.

CREDITO DA FOTO USADA NO COMEÇO DO TEXTO:
A fotografia do rosto de Marilene Felinto não esta creditada no site em que a encontrei, o Releituras. Como escrevi antes, acho que quando isso acontece é porque a fotografia é a que aparece em algum livro da autora. É mesmo fácil a autoria de uma fotografia popular, e essa é bastante popular, se perder.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

RICOS, MAS ESTÚPIDOS

ORIGEM DO BRASIL: João Luís Ribeiro Fragoso. 


“Homens de Grossa Aventura: Acumulação e Hierarquia na Praça Mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830)” – João Luís Ribeiro Fragoso. Editora Arquivo Nacional.

“O Arcaísmo como Projeto” - João Luís Ribeiro Fragoso e Manolo Florentino. Editora Diadorim.

Não bastava ser egoísta, aqueles ricos comerciantes tinham que ter ideias econômicas idiotas para um país. Aliás, eles viam o Brasil como país? Eles não investiam, não pensaram a longo prazo.

Enriqueceram sim, mão não junto com o país. Esse erro é a base econômica e a base do Estado Brasileiro.

Sim, a coroa portuguesa sugava a nossa riqueza igual a um parasita infecto. Mas as causas são outras também. Nossos primeiros brasileiros de destaque também são culpados.
Economia baseada em
Trabalho escravo,
Em preguiça,
Repúdio ao trabalho braçal,
Em negócios a curto-prazo com a coroa portuguesa,
Aluguel de imóveis e etc.
Nossos homens ricos eram senhores feudais! Pensavam assim.
Nada de livre mercado, nada de sonhar com um Brasil industrial.

OS ESCRAVOS E SEUS SENHORES:
Cada caso era um caso. As relações eram bem complexas. Uma desgraça, mas uma desgraça bem complexa.
Não se podia usar a tortura o tempo todo, era arriscado e era necessário negociar. Muitos escravos eram terceirizados, alguns juntavam até algum dinheiro e as vezes a crueldade dos senhores eram casos de polícia.
É mesmo apaixonante a história do Brasil.


A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 4:
(Obrigado Lord Francis Williams e Abril Cultura!)

Com a entrada de William Randolph Hearst, temos os dois papas do jornalismo popular: Hearst e Lorde Northcliffe.

Apesar de Hearst ser o primeiro daquela linhagem de reis da imprensa que sabiam como colocar a opinião pública sob seus pés, o revolucionário mesmo foi o britânico. Alfred Harmsworth, mais tarde Lorde Northcliffe, ensinou como os jornais poderiam ser vendidos a um preço baixo como nunca: bastava investir em anúncios em suas páginas.

E assim foi. Preços baixos, circulação enorme, propagandas eram muito vistas e assim os anunciantes pagavam muito alto para anunciar.

Estou falando muito de jornal. Claro que existiam também as revistas populares. Quando pensam na quantidade de títulos e que a imprensa popular tornou-se rapidamente uma moda mundial, fico com vontade de visitar uma banca de jornal lá no início do século XX.


LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS 4:

Milhões e milhões de hectares compradas de maneira suspeita, estranha. Aí você denuncia. Pede maiores esclarecimentos. A justiça em vez de ajudar ou mesmo responder, faz chover processos sobre sua cabeça. E o suspeito é que denunciou a manobra suspeita! Inverteram tudo!

Um outro autor legal, bacana de conhecer: Nelson Traquina.


NIETZSCHE APAIXONADO 4:

Você pede desculpa. Você aprende. Ponto. Ponto final! Agora, por favor, por favor mesmo; não sinta remorso.

CRÉDITO DA FOTO UTILIZADA:
A foto do João Luís Ribeiro Fragoso não esta com créditos na matéria "Já estava tudo lá", de Paulo Moreira Leite e publicada pela Revista Veja na sua edição de 26 de maio de 1993; a qual me inspirei para escrever. Uma outra ilustração da matéria, a reprodução de um quadro, também não esta. Acho que quando é assim é porque a fotografia é uma reprodução da que esta no livro. Se bem que nesses casos, o pessoal coloca "divulgação" na hora dos créditos. Coisa que deixa os fotógrafos com muito ódio, diga-se de passagem.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PEQUENA DOSE DE CONVERSA

Traduzi errado: não é "conversa estranha", é "conversa séria". Meu inglês é péssimo. Minha organização de vida é péssimo. Nem as coisas que gosto faço direito. Acho que acredito em nada.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A CESTA BÁSICA E O PORSHE

A costeleta de nozes que mudou o mundo: Lady Newnes e seu marido, George Newnes

O cara tinha vergonha, entende? Era direito dele receber a sua cesta básica todo mês. Mas como ele tinha vergonha de ir pessoalmente, mandava o filho. E o filho ia. Ia de carro. De Porshe.

O cara era um deputado federal e a cesta básica era de um emprego – digamos assim – bizonho. O país é a nossa querida República Federativa do Brasil.

O livro é “3000 Dias no Bunker”, do jornalista Guilherme Fiúza. Editado pela Record, esse deve ser um dos pequenos livros que revelam grandes segredos dos bastidores de Brasília. A história do início é apenas uma amostra insignificante. Merece ser lido.

Outra coisa: o Roberto Pompeu de Toledo é bom. Embora lendo as matérias antigas, eu o prefira sendo jornalista mesmo. Seu lado colunista não é tão fabulosos assim.

A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 3:
(Obrigado Abril Cultural e Lorde Francis Williams)

A culpa é das costeletas de nozes da mulher do George Newnes.
Newnes queria um jornal cheio do que ele chamou de “pequenas notas interessantes”. Isso, em vez daqueles longos e complicados textos jornalísticos.

O nosso pequeno comerciante de Manchester procurou, mas ninguém gostou da ideia. Entra em cena a nossa brava Priscilla J. Hillyard, a Lady Newnes. As costeletas de nozes era o sucesso de seu restaurante vegetariano e com esse dinheiro e apoio de sua mulher, Newnes funda o “Tit Bits”. Pronto, nascia o jornalismo de massas.

Um dos primeiros ajudantes de George Newnes se tornaria um gigante e primeiro papa desse tipo de jornalismo. Estamos falando de Alfred Harmsworth, o Lorde Northcliffe. Com Lorde Northcliffe temos basicamente tudo:
Textos mais curtos,
Muita propaganda,
Fofocas e pouca política,
Espaço para a nova mulher que surgia,
Muito espaço para os esportes...

Já estava tudo pronto. Como seria se os britânicos vegetarianos não gostassem de costeletas de nozes? Nós nunca saberemos!


LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS 3:

“A mais impressionante é um empréstimo de 102 milhões de dólares, tomados no final do ano passado junto à agência do Banco do Brasil em Grand Cayman, nas Bahamas.” – Lúcio Flávio Pinto em “Jornalismo na Linha de Tiro (De grileiros, Madeireiros, Políticos, Empresários, intelectuais & poderosos em geral)".

Entenderam? O nome completo é “Grand Cayman” e não apenas “Cayman”. Affz!

NIETZSCHE APAIXONADO 3:

Há mais coisa entre mim e a multidão do que sonha minha vã soberba.
Não me levem a mal, mas nos relacionamentos humanos também há – como nas relações econômicas – uma “mão invisível”, um regime de “Laissez-faire, laissez-passer” (“Deixe fazer, deixe passar”, em francês). Parece que entre humanos o negócio é liberal.

Um egoísmo vital. Não posso amar você, se eu não me amar primeiro. Eu te amarei, se eu me amar primeiro. O pacote deve ser completo, meu amor. Eu não poderei apagar o meu “eu”. Se conseguisse não seria bom para você e para o mundo. É assim, meu amor.

CRÉDITOS DAS IMAGENS UTILIZADAS NA PRIMEIRA ILUSTRAÇÃO:

A foto antiga é da Lady Newnes (Priscilla J. Hillyard) e foi encontrada neste blog que parece ser bem inteligente: Chess.
Já o desenho do nosso querido George Newnes foi encontrado aqui: Willkemp.

domingo, 7 de outubro de 2012

COLLOR E MENSALÃO: FUI INJUSTO COM A VEJA?

Jack Anderson, Lula por João Bittar e revista Veja.
 
A revista Veja foi a mesma diante do “Caso Collor” e do “Caso Mensalão”?

Não tenho informações suficientes para ter certeza ou mesmo emitir uma opinião razoável; mas tenho a impressão que pelo menos no “Caso Collor” a revista da Abril pegou e pegou muito pesado.
Tenho diante de mim a terceira matéria que li sobre Collor (“Corrupção julgada”, edição do dia 7 de dezembro de 1994).

O “mais complexo caso” do Supremo Tribunal Federal, críticas duras a supostos erros que ministros do STF e outros da área teriam cometido (e citando nomes e o que eles DEVIAM ter feito! Uau!)

Posso estar exagerando, mas a impressão que eu tive é que os repórteres da Veja sabiam tanto ou mais que o Ilmar Galvão e o Aristides Junqueira!

-Cala a boca e vai à biblioteca pegar emprestado o livro de Mario Sergio Conti, o “Notícias do Planalto”.


A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 2:
(Obrigado Abril Cultural e Lorde Francis Williams)

Eu assino um jornal que já provocou uma guerra entre Estados Unidos e Espanha só para me agradar. Cuba ficaria livre e eu tive narrativas emocionantes para ler no café da manhã. Agora o detalhe: Hearst fez aquela campanha toda contra a Espanha, quando o jornalismo popular mal tinha nascido. (O conflito armado entre Estados Unidos e Espanha começou em 19 de abril de 1898. Obviamente que não foi só as mentiras atraentes de Hearst que foram a causa, mas a demonstração de força de sua imprensa foi magnífica).

Os países ricos começaram a popularizar a educação e a comunicação de massa respondeu imediatamente. Novo público, novo jornal.

Isso parece óbvio hoje, mas naquela época, eu imagino, que aqueles primeiros heróis (como o P. P. O´Connor da “Star” diante do onipotente “The Times”), não podiam imaginar do que seriam capazes.


LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS 2:

Era só o Lúcio escrever alguma crítica ao governo do Pará, que os ataques impressos vinham. E eram ataques – como se diz? – “abaixo da linha da cintura”. Não deixa de ser uma vitória e um sinal de que Lúcio estava no caminho certo. Algo amargo e doloroso, claro, mas não deixa de ser isso.

Jack Anderson, um jornalista a ser conhecido e uma observação sua: democracia não é velório, precisamos que a oposição saiba fazer barulho.

O Processo Aurá (1988): um escândalo a ser conhecido.

Sonegação fiscal? Caramba, hoje em dia a gente quase não vê mais isso na televisão. Quando eu era criança era o tempo todo isso. “Tráfico de influência” é outra expressão que eu ouvia bastante também.

Uma coisa é o governo ajudar a diversidade dos meios de comunicação, outra coisa muito diferente é fazer propaganda em jornais impressos de quinta categoria. Aí é ser cúmplice!

NIETZSCHE APAIXONADO2:

Há vitaminas e pepitas de ouro em toda parte. É um encontro da ecologia e do Nietzsche: não desperdiçar e reciclar.

A fé também precisa ser lembrada, pois devemos confiar na capacidade infinita de nossos anticorpos em aprender a vencer a todos os males. Resfriados, coração partido e crenças antinaturais que agridem o nosso corpo.

Ser cada vez mais forte? É mais fácil do que parece.

CRÉDITOS DAS IMAGENS USADAS NA FOTOMONTAGEM:
A foto do jornalista estadunidense Jack Anderson é de autoria desconhecida, mas o site em que eu consultei, Nieman Reports, escreve que é da The Associated Press.

A foto do ex-presidente Lula é do fotógrafo João Bittar. Uma foto clássica, podemos dizer. Encontrei ela neste blog aqui: Blog do festfotopoa.

sábado, 6 de outubro de 2012

UM AMOR FAVORITO

Eu nunca irei saber a origem de meu interesse por seu personagem.
                                  E eu nunca irei querer
                                               Saber.
 
 
 
Eu nunca irei saber a origem de meu interesse por seu personagem.
E eu nunca irei querer
Saber.
 
 
A Globo não entrevista o cara do PCO e a mulher do PSTU. Foi pra isso que temos democracia?
 
 
Hugo Chaves provavelmente vai perder dessa vez. É essa certeza que mandou os correspondentes da Globo e da Bandeirantes à Venezuela?
 
 
Acho meigo essa luta contra o voto em branco e voto nulo. Mas não vale falar bobagem: que ganha eleição tem que governar para todos. Ouviu MGTV Segunda Edição? "Depois não adianta reclamar". Como assim, apresentadora? O cidadão reclama quanto quiser.
 
 
Acho que já sei o que fazer deste blog. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

UM ESPELHO PARA MOREIRA ALVES

Lloyd George e índios Xavantes: orçamento e curiosidade.
Três trechos selecionados no capricho da matéria “Venceu a tradição”, publicada pela Revista Veja em sua edição de 21 de dezembro de 1994:

Trecho Um:
“Alves no Espelho – Na sexta-feira, dia 9, o mais influente ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Carlos Moreira Alves, era o segundo a votar e pediu a inocência de Collor e PC Farias. Moreira Alves apenas seguia o voto do relator, Ilmar Galvão. Ao votar, contudo, reclamou a ausência nos autos de dois testemunhos importantes: o almirante Maximiano Fonseca, ex-presidente da BR Distribuidora, e o embaixador Marcos Coimbra, ex-secretário-geral da Presidência. Ao fazer a sua ponderação, Moreira Alves largou a leitura por alguns instantes e olhou para Ilmar Galvão. Poderia ter olhado para um espelho. Revisor do caso, Moreira Alves deveria ter atuado como uma espécie de fiscal do trabalho de Galvão. Optou pela formalidade e foi só se preocupar-se com Coimbra e Fonseca na hora de votar.”

Trecho Dois:
“Diz PC: “Não é possível que tenham feito isso comigo. Quiseram me pegar como bode expiatório, já que a própria Receita admite que há mais de 2 milhões de correntistas fantasmas no Brasil. Por que não levar em conta que já estou preso há mais de um ano? Mas eu sou forte, vou sobreviver”.”

Trecho Três:
“Na percepção, generalizada, os empregados foram em cana, enquanto o poderoso bacanão esta livre, leve e solto. Ou seja, tanto na Lana caprina do Direito, como nas conversas de botequim, venceu a tradição.”

A LONGA VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX 1:
(Obrigado Abril Cultural e J. M. Roberts!)

Em vez de pisar em fezes de cavalo, encher o pulmão de gases da queima de combustíveis fósseis. Adeus cavalos, bom dia petróleo!

A importância dos estudos de Freud a respeito da nossa irracionalidade para o sucesso da imprensa de massa, e sua influência sobre a opinião pública e o que ela acreditava e acredita.

1857: Grã-Bretanha: Divórcio e direito a bens às mulheres separadas.

“1883: Grã-Bretanha: Revogada a lei de doenças contagiosas, que sujeitava toda mulher suspeita de ser prostituta a uma inspeção médica.”

1893: Voto feminino na Nova Zelândia.

1897: Havelock Ellis e seu “Estudos da Psicologia do Sexo”.

1898: Pensões para a velhice na Nova Zelândia.

1904: A França determina: 10 horas é o máximo para um dia de trabalho.

1906: Os Estados Unidos aprovam lei para melhor controlar os alimentos e os medicamentos aos seus cidadãos.

1906: Santos Dumont voa.

1908: Previdência social no trabalho acontece na Rússia.

1909: Alemanha permite que mulheres estudem em universidades.

1909: Grã-Bretanha: Mudanças no orçamento defendido por Lloyd George permite cobrar imposto gradual sobre a renda e impostos sobre aumento do valor da terra.

1913: Estados Unidos, França e Alemanha adotam a previdência social para a velhice e doença.

 
LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS 1

“Jornalismo na Linha de Tiro (De grileiros, Madeireiros, Políticos, Empresários, intelectuais & poderosos em geral)"

O dinheiro pode tentar, mas não pode e nem vai vencer a palavra. Ronaldo Batista Maiorama e Lúcio Flávio Pinto, dentro de um restaurante com mais de 100 pessoas, na hora do almoço, dia 21 de janeiro de 2005. A agressão. Não se preocupe Lúcio: você esta no caminho certo.

MIGUEL UNAMUNO: Orgulho da Espanha e dos terráqueos nos lembra: muitas vezes se calar é igual a aceitar o crime.

BIORN MAYBURY-LEWIS: Simpática ajuda. O seu pai, o antropólogo David Maybury-Lewis, tinha grande admiração pelos nossos índios xavantes.

Mais uma lembrança, desta vez ela vem do primeiro jornal a ser publicado no Pará (“O Paraense”): DIZER QUE BOI É BOI, QUANDO DIANTE DE UM BOI; E DIZER QUE LADRÃO É LADRÃO, QUANDO DIANTE DO LADRÃO! (1821)

NIETZSCHE PARA MILHÕES 1:

Será que Deus não julga ser um erro os seres humanos se preocuparem tanto com Ele? Na “Terra Santa” ninguém vive como irmão e a África, nosso berço, ainda é um lugar triste. Nós não sabemos e não temos o suficiente para fazer o paraíso aqui na terra, em vez de parecer a Deus um bando de crianças irresponsáveis e dependentes?

Crédito das imagens:
A do Lloyd George: Wales On Line.
Dos índios Xavantes, a imagem foi encontrada aqui: A Fauna Brasileira.

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ILMAR GALVÃO, JOAQUIM BARBOSA E A COITADA DA MARTA!

 
 
O julgamento no Supremo Tribunal Federal! Como se diz? “O Brasil inteiro esta de olho...” Mas não adianta enquanto o povo não for para as ruas, certo imprensa?

Tenho diante de mim “De olho nos juízes”, matéria de Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa e publicado pela Revista Veja em 23 de junho de 1993. Ótima matéria, aliás. Bem escrita. Tive até que consultar o dicionário para saber o que significava “patacoada” e “encômios”.

Um texto antigo que pode ajudar a compreender o presente. Certo, Confúcio e Espinosa?

O clima era de expectativa. Pelo título podemos imaginar que havia apreensão que realmente as coisas terminassem em “pizza” (impunidade).

Uma coisa curiosa: o relator Ilmar Galvão. Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa deixam claro que Galvão foi bem, mas ele poderia ter colocado uma energia a mais. Foi tudo muito tranquilo. Ora bolas, ali não era um julgamento qualquer! Na hora de recolher os depoimentos, foi a secretária Marta quem sentiu pressionada. Mas só ela? Tudo bem que a promotoria não foi tão bem, mas o STF podia ter sido mais ativo.

No chamado “Julgamento do Mensalão”, temos Joaquim Barbosa em vez de Ilmar Galvão. Barbosa parece bem ativo. Nervoso, inclusive. Vamos ver. Não sou especialista, mas a dificuldade de caracterizar o crime de lavagem de dinheiro pode ajudar a pizza, hein?

Segue um trecho do belo texto: “O fato é que a Ação Penal 307-3 faz parte de um contexto em que ou o país muda ou não. Ou se inaugura uma nova era em muitos aspectos, inclusive, e talvez principalmente, na questão da impunidade, ou desaba a expectativa positiva surgida nesse sentido com o impeachment de Collor.” - Roberto Pompeu de Toledo e Mário Rosa em “De olho nos juízes” (Revista Veja de 23 de junho de 1993).

A gente sabe: Collor escapou e PC Farias não contou o que sabia. Pizza. E isso depois de manifestações populares. Agora, em 2012, nem manifestações temos.

 
DA SÉRIE NIETZSCHE PARA MILHÕES 1:

Seja selvagem, salve seu espírito! Confie mais em seus hormônios do que em suas dúvidas espirituais. Aliás, o que são “dúvidas espirituais”? Não existe isso, só acreditem em sangue, suor e lágrimas.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ISLÃ: PAUL JOHNSON MORDE, MAS A VEJA ASSOPRA. OU QUASE. (setembro de 2001)

Johnson por Johnson, sou mais o Roberto. Esse aí é mais simpático.
 

O maniqueísmo cantava de galo naqueles dias, leitoras e leitores.

O historiador inglês Paul Johnson ataca o Islã, mas a revista Veja destaca, na fala dele, a importância de levar liberdade e democracia aos países muçulmanos. Um mordeu, o outro assoprou. Ou quase.

Acho que a revista Veja puxou um pouco a sardinha para o lado do Paul Johnson. Olhe este trecho da apresentação, antes da entrevista (edição do dia 26 de setembro de 2001) propriamente dita: “Sua bibliografia de dezessete títulos abriga dois volumes irmãos, “História dos Judeus” e “História do Cristianismo”, esse último recém-traduzido no Brasil.”
Sei, é para ler juntinho. Para ficar juntinho. Sei, sei. O Carlos Craieb lembra que Johnson “não descarta a ideia” de escrever um livro sobre o Islã, mas isso não aconteceu ainda.

Uma coisa curiosa é que esse conservador, na hora de criticar a religião dos outros, é liberal em relação a sua própria. Ora, quero ver se esse jeito moderno e livre de tratar o que é ser cristão continuaria em outros momentos. Sei, sei, senhor Paul Johnson.


EGITO E BABILÔNIA NO NASCIMENTO DA FILOSOFIA GREGA

Os gregos antigos eram bem inteligentes mesmo. Eles absorveram muita coisa da ciência oriental. Matemática egípcia e a astronomia babilônica são os principais exemplos. Mas havia uma diferença fundamental: os orientais eram bem práticos, enquanto os gregos valorizavam a teoria, o abstrato.

Aqueles orientais deviam olhar para os gregos e achá-los meio “cabeças de vento”. Sem dúvida, mas os nossos gregos sabiam o que estavam fazendo.


NOTAS:
Em Montes Claros a “justiça autorizou”. Melhor que dizer “um tribunal”. Soaria menos absoluto. Guarda Municipal, Tropa de Choque da Polícia Militar... A polícia estava em peso ali.
20 casas a serem demolidas.
O terreno foi invadido, era área de preservação e, a cereja do bolo, tinha até tráfico de drogas ali. Pronto, não tem como um “cidadão de bem” discordar do fato daquelas famílias serem expulsas dali.

No mais, o próprio repórter esclarece e consola: “Os moradores TERIAM sido transferidos para conjuntos habitacionais.” Gostei desse “teriam”. Que charme, hein? Alguém da imprensa vai ali conferir?

Assisti hoje no (MGTV Primeira Edição), o jornal da Rede Globo Minas de Televisão.

NOTA 2:
Interessante o Eduardo Costa, na Rádio Itatiaia reclamando do voto em branco ou o voto nulo. Uai, deixa o pessoal votar assim, se quiser. Também acho triste, senhor Costa. Acho mesmo. Mas fico me perguntando se o seu receito é em relação à legitimidade de uma votação em que a maioria votou em branco ou anulou. Qualquer prefeito ou vereador que ganhasse teria sérios problemas para trabalhar.

NOTA 3:
Eric Hobsbawm morreu. Historiador celebrado. Marxista. Marxista? Nenhum jornal na televisão explicou o que isso significa. Que estranho. rs rs... Ô medo, gente...
O Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista Veja e próximo de José Serra ainda não escreveu sobre o Eric. Talvez não escreva. Existem alguns autores de esquerda, que os conservadores brasileiros não tem a coragem nem de citar o nome. Não batem de frente mesmo. As vezes tentam, mas de maneira tão tímida que dá até pena.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TEMPO PARA MARCEL

 
 
LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS
 
 
"Jornalismo na Linha de Tiro (De grileiros, Madereiros, Políticos, Empresários, intelectuais & poderosos em geral)" é o livro. Lendo uma nota explicativa descubro que Lúcio gosta do Marcel Proust.
Marcel Proust!!!!
Uai, a gente acha que uma pessoa massacrada por processos injustos, ameaças, crises econômicas e uma infinita série de dificuldades inimagináveis acabasse perdendo tempo para aprimorar sua formação humanista.
 
A gente reclama de barriga cheia.
Parabéns, Lúcio!