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terça-feira, 25 de setembro de 2012

ACHEI O NOSSO CLUBE DE PARÍS, MAFALDA!

Nietzsche (de bigode, atrás do Foucault), Mafalda e sua xará; e o amável Espinosa!
Toda verdade é simples
É uma dupla mentira.
Talvez.
Toda mentira é complicada
É uma dupla verdade?

Talvez os seres humanos sejam mais rasos do que gostariam de acreditar. Talvez seja isso que Nietzsche quis dizer no início de meu poema. E talvez Espinosa concorde também.

Comprei “Toda Mafalda”. Todas as tirinhas desse clássico do século XX. O livro é enorme e lindo. Já o tinha lido na época da faculdade, quando ajudei a fazer um jornal comunitário em uma região carente de Belo Horizonte. O núcleo era um colégio estadual e peguei esse livro da biblioteca de lá. Conhecia muito pouco a Mafalda, para ser mais exato. Não precisei de muito para ser mais um apaixonado por ela, é claro.

Depois de comprá-lo comecei a reler o livro. Aí encontrei essa referência ao “Clube de París”. A citação não era exatamente elogiosa. Me parecia apenas mais um grupo de poderosos. Países ou engravatados, não sei e não fazia diferença.


Desisti de reler as tirinhas da Mafalda, mas reencontrei o “Clube de París” em um recorte de jornal que meu pai jogou fora; ma
s que recuperei. Este recorte e dezenas de outros. “Dívida da França será reescalonada” (Diário da Tarde, 11 e 12 de julho de 1992). Meu pai não queria isso, o que lhe interessou era a notícia que estava no verso do recorte: a população mundial quase chegando as 6 bilhões. Ele é professor de Geografia e História.

Bom, vamos lá: 1992, Collor presidente e “reescalonar” significa “renegociar uma dívida, marcando novas datas para o seu pagamento”. O Clube é mesmo um grupo de países poderosos e estamos diante do clássico problema brasileiro de “Dívida Externa e Dívida Interna”. País pobre é outra coisa. Era época do Marcílio Marques Moreira. Nome familiar, eu acho que devo ter visto umas charges fazendo humor com o pobre coitado.

Antes de ir embora, uma lição que aprendi na faculdade de jornalismo: “Ninguém entende mais de economia, do que um ex-ministro”. É a verdade simples e a mentira complexa: na prática, fomos todos covardes teóricos. (Ei, essa frase ficou boa!)

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