Voltaire ajuda

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domingo, 30 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE SER BURRO

 
 
A = Tudo que existe.
 
B = Tudo que podemos saber.
 
A = B?
 
Não podemos saber tudo. Não podendo, selecionamos. Algumas coisas recusamos saber.
 
Escolha ser idiotas nas coisas certas, amigas e amigos.
 
(Espero que aqui Nietzsche e outros mestres meus ajudem-me!)


sábado, 29 de setembro de 2012

TRIBUTO ORIENTAL

Adicionar legenda


A filosofia ocidental é bem diferente. É única. Mesmo admitindo uma fonte oriental, é razoável dar primazia aos nosso gregos.

De qualquer forma, é justo relembrar alguns mestres orientais atuantes na época:

SACERDOTES EGÍPCIOS,
INFLUÊNCIA DOS ENSINAMENTOS DE MOISÉS.

A filosofia oriental era mais ligada à religião, a ocidental era mais autônoma. Diferença importante. Fundamental, mas não o suficiente para dogmatizar ou ficar soberbo: desprezando o oriente. Óbvio. Espero ter sido claro.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DEPOIS DA ÁFRICA E DA ÁSIA...

 
 
DA SÉRIE: LÚCIO FLÁVIO PINTO E AS LIÇÕES AMAZÔNIDAS

A Amazônia não pode piorar, não pode lembrar os piores momentos coloniais da África e da Ásia. Para impedir isso uma das coisas a serem feitas é praticar jornalismo de verdade. É querer experimentar a realidade, para poder fazer por merecer conhecer a verdade. Tornar a sua busca pela verdade legítima. Jornalismo não pode ser ficar brincando de ler documentos e se esconder com a ajuda de um computador.



O CONTROLE CONSERVADOR (MOMENTO ANARQUISTA?)

Além de controlar o “quando falar”, existe também o “como falar”. Você tem que pedir desculpas não só por querer falar, mas também tem que obedecer na hora de escolher os termos que vai usar.

A fala não é livre. Triste. É bom lembrar que a linguagem é fundamental para identificar o humano.

Até a identidade é atacada. Contra o sistema de cotas raciais e contra o direito de um cidadão se declarar negro? Contra o reconhecimento da dignidade dos homoafetivos e contra o direito de um cidadão se declarar homoafetivo?
É cidadão, mas não pode ter identidade?

Público e privado. Mais um pouco e irão atacar o direito de se unir em grupos e de fazer passeatas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ZACHARIAS DASE, ROGAI POR NÓS!!!!

 
ZACHARIAS DASE, o padroeiro de todas as meninas e meninos que sofrem com a Matemática.
 
(Não entendeu? Vai me dizer que nunca leu "O HOMEM QUE CALCULAVA", de Malba Tahan? A parte final, os vários textos do posfácio?)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

" ... A INGLATERRA ESTARIA PERDIDA."

Não olhem para mim, eu apenas digitei: "Constantine FitzGibbon Saint Paul Blitz"; e quem me aparece de interessante é o poeta Dylan Thomas? Até a Agatha Christie, enciumada talvez, resolveu fazer uma aparição (lá no alto, à direta).
 

"Eu podia ver, de onde me encontrava, a Catredal de São Paulo, no meio de enormes incêndios, e rezava: "Meu Deus, não a deixe ir!" Eu sentia que, se o grande templo desaparecesse, a Inglaterra estaria perdida. Mas ele ali permanecia, desafiante. E, ao voltarem, os bombeiros disseram: "Esta foi feia, mas a velha igreja aguentou". Foi magnífico."


Trecho do livro "Destruição de Londres - A Fúria de Hitler", de Constantine FitzGibbon (Editora Renes, Rio de Janeiro, 1978).

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ACHEI O NOSSO CLUBE DE PARÍS, MAFALDA!

Nietzsche (de bigode, atrás do Foucault), Mafalda e sua xará; e o amável Espinosa!
Toda verdade é simples
É uma dupla mentira.
Talvez.
Toda mentira é complicada
É uma dupla verdade?

Talvez os seres humanos sejam mais rasos do que gostariam de acreditar. Talvez seja isso que Nietzsche quis dizer no início de meu poema. E talvez Espinosa concorde também.

Comprei “Toda Mafalda”. Todas as tirinhas desse clássico do século XX. O livro é enorme e lindo. Já o tinha lido na época da faculdade, quando ajudei a fazer um jornal comunitário em uma região carente de Belo Horizonte. O núcleo era um colégio estadual e peguei esse livro da biblioteca de lá. Conhecia muito pouco a Mafalda, para ser mais exato. Não precisei de muito para ser mais um apaixonado por ela, é claro.

Depois de comprá-lo comecei a reler o livro. Aí encontrei essa referência ao “Clube de París”. A citação não era exatamente elogiosa. Me parecia apenas mais um grupo de poderosos. Países ou engravatados, não sei e não fazia diferença.


Desisti de reler as tirinhas da Mafalda, mas reencontrei o “Clube de París” em um recorte de jornal que meu pai jogou fora; ma
s que recuperei. Este recorte e dezenas de outros. “Dívida da França será reescalonada” (Diário da Tarde, 11 e 12 de julho de 1992). Meu pai não queria isso, o que lhe interessou era a notícia que estava no verso do recorte: a população mundial quase chegando as 6 bilhões. Ele é professor de Geografia e História.

Bom, vamos lá: 1992, Collor presidente e “reescalonar” significa “renegociar uma dívida, marcando novas datas para o seu pagamento”. O Clube é mesmo um grupo de países poderosos e estamos diante do clássico problema brasileiro de “Dívida Externa e Dívida Interna”. País pobre é outra coisa. Era época do Marcílio Marques Moreira. Nome familiar, eu acho que devo ter visto umas charges fazendo humor com o pobre coitado.

Antes de ir embora, uma lição que aprendi na faculdade de jornalismo: “Ninguém entende mais de economia, do que um ex-ministro”. É a verdade simples e a mentira complexa: na prática, fomos todos covardes teóricos. (Ei, essa frase ficou boa!)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ME DESCULPE, TOM WOLF!

Alfred Dreyfus, Émile Zola e uma camiseta amarela com o título do artigo de Zola.

Eu só recortei a foto. Grande, ocupando duas páginas. Um pescador de Porto Rico ataca, com um estilingue, um barco da marinha dos Estados Unidos. Pesca ilegal ou mais provavelmente invasão de território. Sei lá porque um pescador de Porto Rico e um barco da marinha estadunidense iriam se estranhar.

O que me importava era a foto e a foto era boa. O fotógrafo ou fotógrafa esta no barco dos pescadores e “pegou” um ótimo ângulo. Ótimo trabalho. 12 anos depois eu estou arrependido de não ter recortado o ensaio que a foto ilustra: “O Império do Marxismo Rococó”, de Tom Wolfe, celebrado jornalista estadunidense e publicado pela Folha de S. Paulo na sua edição dominical de 16 de julho de 2000.

Tom Wolfe esta preocupado. 1999 virou 2000 e ele se pergunta sobre o futuro de seu país. Será que mudou mesmo alguma coisa, ou os Estados Unidos continuam os mesmos? Poderosos, não seria interessante continuar na mesma? Não exatamente e o império britânico é uma prova: sem perceber, bem no auge, o mais sólido começara a se desmanchar. Poderia perfeitamente estar acontecendo com o império construído pelos Estados Unidos da América.

A Inglaterra teve Rudyard Kliping e a Europa como um todo, Karl Marx e Friedrich Nietzsche como “médicos-detetives” a perceberem que o castelo de valores desmoronava. Era o fim do mundo. De “um” mundo. O mundo europeu. Nascia o século XX. Alguém poderia ser capaz de perceber algo assim para o caso dos EUA? Sim, escreve Wolfe, a conhecida figura do intelectual. O intelectual poderia perceber e alertar quando a inigualável soberania estadunidense começasse a decair.



O problema... O problema é que não temos um intelectual igual ao escritor francês Émile Zola. Repare, o sujeito pesquisou e pesquisou e ficou sabendo tanto quanto qualquer juiz ou advogado envolvido no famoso “Caso Dreyfus”.

O texto, evidentemente, acaba bem antes de seu final. Mas pelo pouco que li a mensagem de Tom Wolfe é clara: o mundo precisa de intelectuais, mas intelectuais iguais a Zola; e não um preguiçosos sem estudo e apenas colecionadores de frases de efeito e implicâncias infantis contra o dinheiro e políticos.

domingo, 23 de setembro de 2012

UMA HISTÓRIA SOBRE OS BASTIDORES DO PARÁ



E não interessa que o sujeito seja prefeito da capital. Ele visitou o inimigo de seu padrinho. Visitou e não avisou! Aí, camarada... Aí o bicho pega. Bye, bye, doce poder... De volta a vida de cidadão comum!

Jornalista conta histórias. As vezes conta com mais análise e tal, mas é basicamente isso mesmo: histórias. E pra contar histórias você precisa saber o que aconteceu. Precisa saber do que se trata. Precisa saber. E precisa saber contar.
Assim ensinou o Lúcio Flávio Pinto.

sábado, 22 de setembro de 2012

SOLITÁRIO


A solidão é terrível. Quem consegue viver só? Acho que nem que seja ajudado por lembranças ou ilusões, nós sempre tentamos estar na companhia de outras pessoas.

Um ser humano vivendo em total solidão – como conseguiria? Sendo um animal? Sendo um deus? Quem sabe sendo as duas coisas e aí teríamos um... Filósofo? É isso mesmo Nietzsche?

De qualquer forma isso tudo não deixa de ser uma chave interpretativa muito interessante: descobrir o selvagem em cada autor, em cada texto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

MANET E O CAFÉ SALVADOR!


"O comandante do "Havre et Guadeloupe" -- navio-escola que zarpava do Havre para o Rio a 8 de dezembro de 1848 -- tinha um pequeno problema para resolver. Mandou chamar um ajudante de camareiro de 17 anos, de nome Édouard Manet.

- Soube que o senhor tem por diversão pintar retratos dos membros da tripulação, Monsieur Manet.
- Sim, senhor.
- Deduzo daí que o senhor se interessa pela pintura?
- Sim, senhor.
- Muito bem. Nesse caso, estou certo de que o senhor aceitará um trabalho de pintura que temos a fazer. O imediato lhe dará pincéis e tintas. Pode ir.

E foi assim que, durante a viagem, o jovem Manet passou boa parte do tempo a pintar as despensas do navio.
"Foi a primeira vez que lidei com tinta", recordaria Manet anos depois. "E foi a minha primeira grande lição de humildade."

(Na postagem anterior, foi a bibliografia sugerida pelo Renato Janine Ribeiro que me salvou. Agora foi a encantadora introdução da biografia do Manet publicada pela Coleção "Gênios da Pintura" (Abril Cultural, 1984) Eu decorei essa introdução, de tantas vezes q a reli! rs rs rs rs )

OBS: O termo "gênio" é usado em abundância e não deveria. Talvez Manet seja um deles, mas este meu aviso é importante. Moderação, senhoras e senhores!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A PREGUIÇA SUGERE


Não preparei o texto de hoje. Segue, então, a título de salvação, a bibliografia sugerida pelo Renato Janine Ribeiro nos volumes dedicados à democracia e república da coleção "Folha Explica" (PubliFolha, 2001):

Os Federalistas,

Saint-Just,

Norberto Bobbio,

Hannah Arendt,

"Quatro Ensaios sobre a Liberdade" - Isaiah Berlin,

Claude Lefort,

"O Desentendimento" - Jacques Rancière,

"História Intelectual do Liberalismo" - Pierre Manent,

"Cidadania, Classe Social e Status - T. H. Marshall,

"A Reconstrução dos Direitos Humanos" - Celso Lafer,

"A Democracia como Valor Universal" - Carlos Nelson Coutinho,

"Qual Democracia?" - Francisco Weffort.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

OS FILHOS DO JACARÉ


O que você costuma fazer.
O que você sabe.
Coragem.
Fazer o que você sabe que precisa, quem é capaz?

A definição de Nietzsche do que é coragem.

sábado, 15 de setembro de 2012

PRESENTE DE GREGO



Ocidente e oriente: afinal, qual a diferença? Basicamente uma: a criação por parte dos gregos da Filosofia e de sua filha mais nova, a Ciência.

Sabe? Eu acho que quem não estuda continua cego e surdo, como se ainda não estivesse nem nascido! Certo, Epicarmo?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

1987: QUASE QUE A AMAZÔNIA VAI PRA $$$#¨**%&#!**$$$!!!!




DA SÉRIE: LÚCIO FLÁVIO PINTO E AS LIÇÕES AMAZÔNIDAS

Pesquisar o polêmico relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, de 1987. A presença do ser-humano na Amazônia foi legitimada de uma maneita um tanto exagerada.

Rumeu Tuma?
= (
= (

Um crime político. Entre muitas coisas que podem atrapalhar a descoberta da verdade, é a ação de algum jornalista conservador e popular a dar palpites bestas, desviando a atenção da polícia.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DE TÃO INÚTIL, ELE VIROU PSICÓLOGO!


- Vai trabalhar vagabundo!
- Não posso, eu quero ser psicólogo!

O ócio. O corpo parado. Em vez de trabalhar, namorar, preparar uma pizza portuguesa, praticar algum esporte ou mesmo se alistar nas Forças Armadas; o sujeito mergulha dentro de si mesmo. Como “fazia nada”, acabou fazendo psicologia. Como, os zumbis são psicólogos? Isso esta errado.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MAS AGORA CHEGA!!!!


Uma declaração de guerra. Nem mais e nem menos. Mas se as leitoras e leitores tiverem ouvidos sensíveis, encarem tudo como apenas um concerto musical.

 Não é tão agressivo assim fazer autópsias de nossas verdades mais amadas usando um instrumento musical, certo? Vibrando, vibrando... O que pode acontecer depois, hein?

Nietzsche, afinal, é um cavalheiro.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

NOVE FILHOS ONTEM


Mas agora tudo vai mudar. As coisas que queriam ficar em segredo e protegidos pelo silêncio irão se mostrar. Nietzsche em momento jornalístico? Gostei de ver!

Concessões. Concessões de rádio e televisão... A lição aqui é bem breve: a política obedece aos desejos dos mais fortes. Apenas um exemplo registrado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto.

Eles eram brasileiros e queriam ser reconhecidos como tal. Um lar livre da cara burocracia governamental. Um novo lar, um novo país rico em diversidade regional e que exigia ter sua legitimidade de existir reconhecida pelas outras nações, sim senhor! Era isso que interessa!

Criar a razão aberta. Por quê? Porque é preciso. Vira e mexe e aparecem perigos em vários lugares e ocasiões. O irracional nos convidando a fugir pelas suas estradas covardes, é um exemplo. Fórmulas fáceis da ciência ou um pragmatismo pobre de visão são outros. A razão aberta é legal porque ela conhece a si mesma e sabe que pode tirar a força necessária de dentro dela mesma para recomeçar, sempre que isso for preciso.

domingo, 9 de setembro de 2012

HAVIA UM ESTETOSCÓPIO AQUI


“Mais mentiras que sonhos neste mundo?” É o que eu teria escrito, mas acho que seria exato se escrevesse: “Existem mais verdades do que mundos, mais certezas do que perguntas e mais dogmas que liberdade”. Isso tudo é muito doente, mas Nietzsche é um médico. E, leitoras e leitores, vocês vão querer participar deste tratamento. Mas é bom avisar: em vez de estetoscópio, Nietzsche usa martelos.

Parece chato, parece complicado. Para ser sincero, aquilo tudo cheira a matemática! Empresa tal compra empresa tal, o investimento é tal, a porcentagem é outro tal... Números, nomes difíceis de decorar... Sem falar que, é claro, as aparências enganam e você deve ficar alerta para não ser enganado. Tanto dinheiro em jogo, tantos desejos de poder na arena... Mas Lúcio Flávio Pinto ensina que não há outro jeito: a gente tem que ler todos aqueles documentos, balanços de empresas, diários oficiais e bláblá... No meio de toda aquela bagunça pode estar a preciosa... verdade!

Um bom livro é um espelho ou um farol?

Os filósofos falam uma coisa. Isso significa moda. Pessoas elogiando e atacando. Pessoas acrescentando os seus pontos de vistas e pessoas querendo o silêncio. Coisas são ditas e outras deixam de ser ditas, não se esqueçam disso!

“O parlamentarismo é, para o Brasil, desde que a opinião pública esteja suficientemente preparada e haja maior doutrinação da classe política, o sistema político ideal. Porque o presidencialismo no Brasil levará fatalmente o país sempre à ditadura, aos governos militares.” – Tancredo Neves, Um Liberal.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ALGUÉM ME DISSE QUE AS PRELIMINARES...


NIETZSCHE
Existem muitos filósofos por aí, ao longo da história. Nietzsche, meu amado bigodudo alemão, é um dos poucos as quais estou disposto devorar por inteiro. Espinosa é outro; e não há muitos outros. Resumidamente o que Nietzsche simboliza para mim? A prova de fogo, o teste seminal, o último Voto de Minerva; e, principalmente, Nietzsche é a primeira pedra de toque para o futuro. Parece papo de religioso, não é? Parece, mas não é. É um recomeço. A diferença é sutil mesmo. Explicarei depois, se conseguir!

LÚCIO FLÁVIO PINTO
O maior jornalista brasileiro em atividade e um dos maiores do mundo em todos os tempos. Minha maior referência na área. Quase uma unidade de medida para tudo que eu devo fazer na área. Mais um pouco de exagero e eu nunca mais serei jornalista, por pura vergonha!

BRASIL
Patriota, nacionalista. Nem sei a diferença, mas parece que ser patriota é menos perigoso. Pelo menos a citação mais popular é aquela que associam nacionalistas a canalhas. A palavra “patriótico” nem aparece nos jornais. Deve ser por causa dos militares, talvez. Gosto muito do Brasil, espero ser um bom jornalista!

FILOSOFIA
Basicamente? Para mim é pura mistura de fisiologia e autoajuda. “Autoajuda”? Calma, olhe o escândalo! Fisiologia: você filosofa pelo mesmo motivo que respira. Autoajuda: você tem sede de infinito e entende isso como a única forma de ser feliz. Acho que é isso de que se trata. (Se alguém discordar, o que eu posso fazer? Estava escutando Beethoven enquanto escrevia!)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PARA AMAR OS ÔNIBUS


É forte? Não sei, não fui excessivo ainda. E daquela ferida brota como uma flor brota feliz em um jardim bem cuidado, um valor; uma virtude... Meio estranho tudo isso? Calma, muita calma nessa hora. Tudo isso é apenas Nietzsche lembrando-me da importância de conhecer a literatura latina antiga. E amanhã? Amanhã falaremos sobre o fato de termos mais mentiras que sonhos neste mundo.

O Lúcio Flávio Pinto conta uma das histórias dele. E aí o que eu faço? Anoto tudo. Anoto o que devo fazer para ter todos aqueles sinais de prestígio. Naqueles dias da Assembleia Nacional Constituinte, quando a constituição estava nascendo, muitos estavam sendo assassinados por causa da reforma agrária. E pela milésima vez eu ouço falar daquele “Estatuto da Terra”, do Humberto de Alencar Castelo Branco.

Parece tosco e mesmo fútil dizer isso, mas era para o Brasil ser um país rico. Nós deveríamos viver em um lugar desenvolvido. A perplexidade é paralisante: temos tudo que precisamos, mas não conseguimos. O que acontece?

Como você explicaria Leonardo da Vinci, Santos Dumont ou Dante? Através de fórmulas sociológicas, fórmulas psicológicas ou como mais uma moda a fazer parte da história? Cuidado para as suas fórmulas fáceis destruírem aquilo que é original.

domingo, 2 de setembro de 2012

GOSTOSO COMO UM RECOMEÇO


E recomeço com Nietzsche dizendo-me a importância da jovialidade e do atrevimento. Principalmente se o trabalho a ser feito é perigoso e chato. É sério: mesmo um combate é uma oportunidade feliz para quem é profundo. A gente pensa, reflete muito e, depois, nada melhor que sair ao sol e gritar a plenos pulmões: “Vamos revirar, meu povo!”

O trabalho de um jornalista é muito importante. Todo mundo sabe disso. Até aqueles intelectuais desonestos que usam aqueles fatos registrados e aquelas análises criadas e não citam as fontes! Lúcio Flávio Pinto nos conta sobre o que aconteceu com o estadunidense Isidore Feinstein Stone: só depois que sua brilhante obra jornalística saiu em forma de livros, é que tornou-se claro o quanto I. F. Stone fora injustiçado e o quanto ele era e é indispensável.

É fundamental estar no ritmo. Mas que história é essa de termos educação de qualidade só depois de nossa economia estar desenvolvida? E foi mesmo um ministro da Educação quem disse essa bobagem? Cruz credo! Lembra-me a ideia de esperar o bolo crescer e depois distribuir os pedaços: faz sentido, mas e as pessoas que vão morrer de fome? Desenvolvimento da educação e da economia, juntos. Mas não parece claro?

Você já pensou em medir um livro, não pelo número de páginas, mas pelo tempo que você levaria para compreendê-lo?