Voltaire ajuda

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

CORAÇÃO: CORTIÇO OU HOTEL?

Nós e os outros. Conviver com as outras pessoas é difícil.

Tolerância não é indulgência e devemos ficar atentos se nós apenas aguentamos, contentamos em conviver com outras pessoas. Um "oi, como vai?"; mais um "Você viu o Atlético Mineiro ontem?"; "Mas esta fazendo muito frio esses dias!"; e por aí... Oportunidades e vontades para uma convivência marcante e mesmo uma conversa mais significativa, são raras. Não da tempo, a gente tem ir no banco, tem que buscar as crianças na escolinha, fazer o jantar e dormir cedo porque amanhã temos que acordar cedo.

Mas tudo isso não significa, necessariamente, que a gente não abra os nossos corações. A gente abre sim. A gente deixa os outros entrarem em nossos corações. Deixa sim. O problema, diz Nietzsche, é que nossos corações não são exatamente aquele tipo de hotel recomendado nos guias de turismo da cidade. Na boa: a gente transforma os nossos corações em cortiços, em vez de hotéis cinco estrelas.

-Nós temos que reformar nossos corações. Um quadro bonito aqui, uma pintura nova ali, funcionários mais qualificados e com maiores salários aqui, quartos com decorações novas e ousadas ali e...
-O principal!
-O coração pode ser popular, liberal; mas não duvide que seus melhores quartos são para, e somente para, os melhores hóspedes.
-Tão óbvio quanto difícil de cumprir.
-Como toda recomendação de uma ética digna de nome.
-A propósito, o Nietzsche dá algum conselho para encontrar uma pessoa especial? Já que estamos falando de hóspedes para os nossos corações...
-Ah, acho que nem Nietzsche pode ajudar muito aqui. Acho que ele sairia pela tangente e diria que "hóspedes' aqui é num sentido bem amplo... rs rs rs rs

LENDO LÚCIO FLÁVIO PINTO PARA APRENDER A AMAR A AMAZÔNIA

Espinosa: Sob os olhos da eternidade.
+
Platão: Quem consegue ver o todo,
             é filósofo;
             quem não consegue,
             não é.
+
Isidor Feinstein Stone e o seu "I. F. Stone´s Weekly".
+
Lúcio Flávio Pinto e o seu "Jornal Pessoal".
=
Jornalismo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A FUNÇÃO DA ARTE


As pessoas se revoltam e dizem: "A arte pela arte! A arte pela arte! Pela arte e apenas pela arte!" Não me venham com moralismo, consciência política... As intenções podem ser boas, mas mais cedo ou mais tarde tudo isso vira algemas e os artistas ficam presos em celas. Algemas e celas morais.

Nietzsche, contemporâneo desse sentimento e postura em relação à função da arte, acreditava que o trem não era bem assim. Na verdade, essa história de "L´art pour l´art" (Victor Cousin) é apenas 50% da questão. Arte pela arte assim é tão útil quanto um cão de guarda que só saber perseguir a própria calda.

É o seguinte: Arte pela arte, para que a arte não seja acorrentada pela moral? OK, mas a arte não pode se livrar da... arte! Senhoras e senhores: a arte é moral.

A arte estimula a vida, os bons valores e até diante das coisas que são terríveis que existem ela, no caso dos artistas trágico, nos ensina como podemos nos comportar com tranquilidade e assim sermos felizes. A propósito, essa qualidade dos artistas trágicos podia ser mais bem conhecida do grande público; não é mesmo? Alô, alô, jornalismo cultural!!!!

Então é isso: a arte deve ser livre de tudo, menos dela mesma; e a liberdade da arte é do tamanho da vida!

LENDO LÚCIO FLÁVIO PINTO PARA APRENDER A AMAR A AMAZÔNIA

Um índio quinhentista dentro do próprio Brasil e diante dos próprios irmãos brasileiros! Uai, se você for um AMAZÔNIDA de 18 anos e explicar o tem a dizer sobre o tema "A paz é possível?"

Mais nomes fundamentais:
RAIMUNDO RODRIGUES PEREIRA

CLÁUDIO AUGUSTO DE SÁ LEAL

MURILO FELISBERTO, do Jornal do Brasil.

JOÃO ÁLVARO e EDYR PROENÇA.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

IMPRECISO, MAS ERÓTICO


Então Schopenhauer estava enganado, a beleza não briga com os nossos instintos.

Platão diz "sim" e diz mais: uma bela filosofia para aqueles belos corpos. É, mais ou menos; observa Nietzsche. Platão também se engana um pouco aqui, um pouco menos, mas se engana.

O que ocorre é que apesar desse erotismo ser importante, o platonismo é bastante abstrato, bastante metafísico. Menos que o amável Espinosa (salve, salve, Espinosa!), mas ainda sim bastante metafísico.

Ah, e outra coisa: até os escritores franceses discordam de Arthur Schpenhauer. A literatura francesa clássica tão charmosa, tão sensual, sabia que valia a pena buscar o feminino.

LENDO LÚCIO FLÁVIO PINTO PARA APRENDER A AMAR A AMAZÔNIA

O Brasil precisa de suas elites, mas elas não fazem o que precisam. Elas não fazem 1% daquilo que são capazes e que beneficiaria o país inteiro!

Dicas de autores para a gente conhecer, por Lúcio Flávio Pinto:
Karl Manheim (também me foi recomendado pelo Rubem Alves em "Coleção Primeiros Passos: O Que é Religião?", Editora Brasiliense, 1990. Livro que recomendo!)
Max Weber
Lucien Goldman
Wright Mills
e Sigmund Freud.

terça-feira, 5 de junho de 2012

SE LIGA, SCHOPENHAUER!


Quando estamos diante de algo belo.

De onde vem essa beleza? O que acontece com a gente? E para que serve essa beleza toda?

Arthur Schopenhauer ficava meio doido quando escrevia sobre a beleza. Este grande filósofo alemão acabava trocando as bolas. Schopenhauer ficava encantado de mais, porque parecia que a beleza conseguia vencer a poderosa "Vontade". A poderosa e terrível "Vontade"que em tudo manda, o universo e nós também, inclusive. Outra coisa, a beleza seria forte o suficiente até para nos livrar das garras do desejo... sexual!

Uau! Mas... Mas é assim mesmo? Não, diz Nietzsche. A natureza contradiz Schopenhauer. E isso é bem evidente. Ora, até parece que a beleza nos sons, nas rosas, nos sorrisos das mulheres (e em suas pernas...)... Que tudo isso sirva para bater de frente, fazer oposição à vontade, ao desejo e instinto!!!!

Até o divino Platão não concorda com Schopenhauer! Caramba, não é frequente vermos Platão e Nietzsche no mesmo lado (risos).