Voltaire ajuda

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domingo, 15 de abril de 2012

LEVE A ARTE LEVE


O detalhe a ser observado em uma obra de arte é... Os seus pés!
Os seus pés são delicados? Estamos diante de delicados pés femininos? Se sim, é sinal que a obra possui leveza, um caráter divino, o refinamento de um povo inteiro e não de apenas um indivíduo... Ela é fatalista e popular ao mesmo tempo!

Nietzsche viajava quando ouvia a ópera “Carmen”, de George Bizet. Mas viajava mesmo! Viajava e tropeçava em causas, origens, pelo mundo que a ópera mostrava e pelo mundo que a opera insinuava... Viagens filosóficas, viagens pra lá de Bagdá...

E o mais divertido, observa Nietzsche, é que ele nem precisava se preocupar com os detalhes da viagem. Era tudo natural! Não precisava pensar ou querer. Bastava se deixar levar...
Isso é verdade. Eu sei.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

BIÓPSIA DA ALMA MODERNA (3 de 3)


Brutal + Artificial + Inocente = Os Sentidos da Alma Moderna.
Isso na época de Nietzsche. E hoje, abril de 2012? Hum... Vamos ver...

INOCENTE:
Ah! Ah! Nós somos inocentes, claro, nunca queremos nos responsabilizar por sonhar alto. Somos todos inocentes!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

BIÓPSIA DA ALMA MODERNA (2 de 3)



Brutal + Artificial + Inocente = Os Sentidos da Alma Moderna.
Isso na época de Nietzsche. E hoje, abril de 2012? Hum... Vamos ver...

ARTIFICIAL:

Pouco coração, pouco cérebro também. Mas aqui falta alma e natureza. Aja terapia para fazer uma hemodiálise espiritual e tirar tanto asfalto de dentro de nós.

Antigamente eram os carrapatos e pernilongos que tiravam sangue de nós, agora são celulares e a rede mundial de computadores, a Internet...

(NOTA: Não esquecer de comentar as opiniões maravilhosas de George Orwell sobre a nossa dependência das máquinas, ainda na década de 1930, no clássico “O Caminho para Wigan Pier”!)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

BIÓPSIA DA ALMA MODERNA (1 de 3)


Brutal + Artificial + Inocente = Os Sentidos da Alma Moderna.
Isso na época de Nietzsche. E hoje, abril de 2012? Hum... Vamos ver...

BRUTAL:
Falta e solidariedade entre as pessoas.

Vamos impor sansões econômicas ao Irã, se não funcionar, vamos declarar guerra a eles... Tudo isso para... Salvar o povo iraniano!?!
Oriente Médio, uma terra santa onde ninguém consegue viver como irmãos.
A África que continuamos fazendo.

A arte para o desfrute rápido. O problema para mim não é tanto a “comercialização da arte” e a arte produzida aos moldes do que é feito nos Estados Unidos. Boa parte da minha bagagem cultural foi formada consumindo arte a preços baixos. A supremacia cultural dos Estados Unidos é mérito deles e incompetência nossa, de modo que temos é que reclamar menos e fortalecermo-nos mais.

O grande problema é fazer um jornalismo cultural que preste. Que seja realmente interessante para poder ser lido pelo maior número possível de pessoas.

O grande problema é as pessoas ficarem satisfeitas rápido de mais ao desfrutar uma peça de teatro ou uma escultura. Elas ficam satisfeitas apenas com meia colher de sopa, entendem? Não importa se o filme é bobo e os produtores gastaram mais com efeitos especiais do que com o roteiro, é brutal você não colocar o coração e o cérebro em alerta ao sentar-se na platéia.

terça-feira, 10 de abril de 2012

BIÓPSIA DA ALMA MODERNA


Brutal + Artificial + Inocente = Os Sentidos da Alma Moderna.

Isso na época de Nietzsche. E hoje, abril de 2012? Hum... Vamos ver...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

EXAGERO DO BIGODE


Nietzsche garante que assistiu 20 vezes a ópera “Carmen”, do francês Georg Bizet. Dá para acreditar no nosso bigodudo alemão? Bom, ópera é ópera; mas... A quantidade de vezes que eu assisti ao filme “20 Mil Léguas Submarinas”, clássico da Disney e ganhador do prêmio Oscar. A quantidade de vezes que já ouvi “Come on Eileen”, da banda Dexy´s Midnight Runners e “Classical Gas”, do Mason Williams... Ok, Frederico, acredito em você.

Uma boa obra de arte realmente melhora a gente. Nos sentimos melhor. Mais leves e mais nós mesmos. Não dá mesmo para deixar de acreditar na salvação pela arte.

domingo, 8 de abril de 2012

BATE - PAPO COM HORÁCIO


- O que foi Horácio? Algum problema?

- Ridentem dicere verum quid vetad?

- Boa pergunta Horácio. Não sei... Acho que nada. Nada impede. Acho que tudo bem, dizer coisas graves rindo. Não dizem que “rir é o melhor remédio”? Podemos sorrir em momentos pesados. Com respeito, claro. Em determinados momentos um sorriso pode ser sinal de força e compaixão.

- : )

- : )

sábado, 7 de abril de 2012

A RESPOSTA PUNK DO QUAKER


O trem chegou.

Voltaire pergunta se há padres entre os quakers. Como funciona o sacerdócio ali. O quaker com quem Voltaire conversava deu uma resposta, uma resposta tão punk que deixaria qualquer anti-clerical vermelho de vergonha e se achando o maior medroso do mundo! Uau!

A gente não manda algumas pessoas receberem o Espírito Santo aos domingos.

Padres são como amas mercenárias, que logo vão querer mandar na casa inteira. Dinheiro e poder. Temos orgulho de não precisar de padres.

“Deus disse: recebeste grátis, daí grátis.”
A gente não paga para que alguém pregue o Evangelho ou enterre nossos mortos. Isso é valiosos de mais para nós para que nós paguemos a alguém.

(Posfácio: eu preciso saber por que o Padre Malebranche não era Quaker o suficiente. Mas isso vai demorar e muito. Malebranche não esta nem entre os autores reservas que pretendo conhecer! = / Vai demorar.)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O TREM VEM


Você ouve. Ouve com curiosidade e respeito, mas também com independência de pensamento e se dá o direito de achar “ridículo”. Voltaire não perdoa mesmo... Nem mesmo uma cerimônia religiosa! No caso aqui, uma cerimônia Quaker.

Se bem que os próprios quakers são bem humorados também e não se ofenderam com as perguntas e impressões emitidas pelo Voltaire. Sinal que é uma gente segura, com auto-estima saudável e donas de uma fé orgulhosa. Bom!

Mas vamos ao trem...

LÚCIO FLÁVIO PINTO E A SEDE DE FERRO VERMELHO E VERDE

Eu estava pensando sobre otimismo ingênuo e pessimismo estéril. E pensando em como a vida quer vida, a vida da gente. Em uma situação dessas nada como ler "Carajás: A Nova Itabira", um artigo do maior jornalista do Brasil: Lúcio Flávio Pinto.
Esse cara é o cara.
Num hora é Carlos Drummond de Andrade, em Itabira, sentindo saudade da serra verde. Em outra, Guimarães Rosa lembrando o demõnio que desperta em nós quando estamos trabalhando no sertão.
E por fim, fim e sempre, o trem de 330 vagões e 4 quilômetros de extensão fazendo 9 viagens ao dia para a Vale. Uau! Inacreditável!
O artigo foi publicado pelo Yahoo! Brasil
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazonia/caraj%C3%A1s-nova-itabira-222754468.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O DEVER HUMANO


O ser – humano é o administrador e o poeta da natureza.

O ser – humano é o administrador e o poeta da natureza. Encanta-se com a natureza e com isso descobre como usar a água de um rio para irrigar uma plantação de arroz, e assim alimentar milhares de pessoas. E como pousar uma nave espacial em Saturno e como decifrar uma folha de alguma floresta tropical dentro de algum laboratório na Alemanha!

Mas...


Mas!
Humildade é bom e a natureza gosta. O ser – humano não pode ir contra a ordem da natureza e não pode saber mais que seus segredos. Não subestime a natureza e não saia por aí fazendo universos aos montes!
Pé no chão, senhoras e senhores! Pé no chão!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DANÇA VERDE


O ser - humano.
A natureza.
O ser – humano e a natureza.
(Onde começa um e começa o outro? Qual é a receita para uma relação saudável aqui? E toda relação é uma dança...).

Um lembrete que não custa fazer sempre: “A questão ecológica já veio, esta aqui agora e ainda não aprendemos a conversar com ela.”
(Posfácio: conhecer o jornalista André Trigueiros. Parece que ele entende de fazer jornalismo ecológico.)

terça-feira, 3 de abril de 2012

DANCE! DANCE! DANCE!


Não esquente a cabeça, não se aborreça com as controvérsias. Apenas siga o seu caminho: ensine e ajude outros a abrirem seus próprios olhos.

Ser extremamente sábio. Ser sábio. Conhecer todas as cores, cheiros e sabores de nosso passado infinito e misterioso.

Não ter ideologias,
Não ter teologias,
Apenas dançar sob o silêncio desses espaços infinitos reconfortantes.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FUTURO MULTICULTURAL


Além de toda arte e dos limites da linguagem... Muito além!

Apesar das diferenças, todas as religiões concordam entre si ao pedir que todos nós tenhamos empenho em viver intensamente para nós mesmos. Não é egoísmo, os caminhos todos se encontram... O verdadeiro pecado é não estar alerta, totalmente desperto para a existência.

Fizemos uma faxina, uma limpeza tremenda. O que sobrou de crenças e de mistérios no mundo, para nós, os modernos? A arte fácil que a televisão e o rádio oferecem todos os dias?

Mas não podemos ser pessimistas. Existe sim uma sabedoria que esta além das “verdades” e “ilusões” as quais estamos acostumados a tropeçar em nosso dia a dia. A busca por essa sabedoria interrompida é a tarefa mais importante nos dias de hoje. Treinar o nosso olhar para isso.

“Um portentoso futuro multicultural.” – Joseph Campbell.

domingo, 1 de abril de 2012

MÁSCARAS E RESPONSABILIDADES


Onde podemos encontrar o nosso amor a Deus? Bom, acho que em vários lugares. No amor que a mãe sente em relação à sua criança.

E por falar em mães... Onde estão as creches, as mulheres não precisam trabalhar? Onde estão as campanhas educativas, a gravidez indesejada não deve ser evitada?
Não facilitamos as coisas para as mulheres no Brasil. Não sei com que moral tem as pessoas aqui criticam alguns países islâmicos!

As máscaras dos heróis ao longo da história:
Histórias de criação,
Histórias de nascimentos virginais,
Histórias de encarnações,
Histórias de morte e ressurreições,
Histórias de segundos retornos e
Histórias de dias de julgamento final.
As mesmas histórias, mas diferentes...

Apreciar a perspicácia das escrituras hindus. Perspicazes e sagradas escrituras hindus! E eu ainda nem sei se existe uma tradução para o português daquela obra... Como é o nome? Upanishads!

A suprema realidade que, por definição, transcende a linguagem e a arte.
(O que não é motivo para a gente desanimar e não mais sonhar, fazer arte e buscar, buscar, buscar...)