Voltaire ajuda

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domingo, 11 de março de 2012

É BACANA E DÁ TRABALHO


Um discurso de algum índio Barum Uatu
=
Poemas do Paulo Leminski
=
Argumentos do Duns Scott.
É tudo a mesma coisa.

Um acordo entre as feras selvagens e os seres humanos. Com isso, todos estariam juntos dentro de um círculo fora do tempo, mágico, de nascimento e morte, nascimento e morte, nascimento e morte... Ninguém, nem os animais selvagens e nem os humanos ficariam prejudicados.
A semente é um símbolo disso. A semente morre para poder nascer.
Perdemos isso hoje em dia, mas o movimento ecológico esta tentando recuperar isso. Tomara que dê certo!

E assim como a semente precisa morrer, você precisa se sacrificar para encontrar a bem aventurança. Para dar muitos frutos. Um dos que ensinaram isso foi Jesus.

sexta-feira, 9 de março de 2012

SORRIA, VOCÊ ESTA DANÇANDO E DISCUTINDO!


Ensinar mais. Ensinar mais e assumir a responsabilidade por isso. Querer que os fados o guiem.

Revelar todo o esplendor de suas descobertas e não ficar esquentando a cabeça em tentar convencer os outros que suas opiniões são melhores. O exemplo é o melhor argumento, não a força pedagógica mais poderosa que o exemplo. Então, em um debate: sorria!

Quando realizamos a grande viagem precisamos de um mapa, este mapa é a mitologia. Então nós dançamos porque o universo esta cantando para nós.

quinta-feira, 8 de março de 2012

ERUDIÇÃO DIVERTIDA E SEM VERGONHA



Não é indigno popularizar o conhecimento. A história mostra que é justamente o contrário! Olhe o exemplo de Platão, o Mestre, um dos criadores do ocidente: tudo que nos restou dele foram os seus diálogos. Ora, os seus diálogos foram justamente a parte de sua obra que ele fez para ser destinada ao grande público. Se Platão não tivesse escrito aqueles textos para o povão grego nós nem saberíamos que o Mestre existiu!
Não vamos ter vergonha de sermos eruditos e de tentarmos conquistar todas as pessoas.

E existe demanda para isso. É claro que o povão é curioso e quer aprender. Independente do fato da educação formal no Brasil ser uma tragédia. Aliás, talvez o fato da educação formal no Brasil ser uma tragédia seja um sinal de que o povão tenha ainda muito mais sede de conhecimento apresentado de maneira atraente.

Filosofia é interessante. Por quê? Porque ela é, literalmente, uma questão de vida e morte.
- É chato e muito abstrato!
- É chato descobrir o que é liberdade e é abstrato falar de amor?

Buda e Shankara.

A história do pensamento é uma aventura tão emocionante quanto qualquer filme do Steven Seagal.

Estética
Ética
Lógica
Metafísica
E Política
(Essas são as partes da filosofia. Importante: não perca o foco! Não deixe que uma parte menor, como a epistemologia, ocupe o centro do palco. Isso aconteceu uma vez e quase detonou o pensamento filosófico!)

A filosofia é a alma do humor e o humor é a alma da filosofia. É que o DNA contem instruções para o gene da Perspectiva. Entendeu?

A sabedoria não é sábia quando briga com a diversão. Tem que ser divertido!

quarta-feira, 7 de março de 2012

E SE A IDADE MÉDIA VOLTAR?



Despertar.
Despertar nas pessoas.
Despertar nas pessoas o interesse.
Despertar nas pessoas o interesse por tudo que há no mundo.

No início do século XX e início do século XXI: o conhecimento ficou grande de mais. Quem dá conta de saber o suficiente? Estamos nos afogando em um mar de informações.

Cada ciência se especializou ainda mais e desenvolveu sua própria linguagem. A filosofia se dividiu em várias partes e aqui também a linguagem dos especialistas se distanciou ainda mais do conhecimento médio da população.

E como fica o povão em meio a este oceano de conhecimento sem fim?
Preso a uma terrível escolha: as pessoas da rua ou tinham que escolher um padre-cientista falando de um pessimismo sem sentido ou um padre-filósofo falando de um otimismo infantil.

O perigo do início do século XXI assistir ao nascimento de uma “idade média industrial”.
Como evitar essa terrível possibilidade?
Mais do que ampliar o ensino formal (acesso a escolas e faculdades), precisamos de divulgadores científicos e seus livros saborosos!

terça-feira, 6 de março de 2012

BAAAAAAASICO

A verdade liberta, mas também ofende a todo mundo. Um exemplo: contar a verdade sobre um país é má educação, mas se estamos em guerra isso vai terminar em cadeia para você.

Alguns detalhes na conduta humana:
1: Até onde funcionam as crenças como causa de nossos atos?
Em grande parte e os atos influenciados pelas crenças são considerados os mais importantes.

2: Até onde derivam as crenças de provas lógicas adequadas, ou capazes de ser demonstradas?

2_A: Até onde são as crenças positivamente baseadas em provas?
Em muito pouco, ao contrário do que as pessoas de crenças mais fortes costumam supor. Um bom exemplo são as opiniões políticas. Aqui as pessoas acreditam firmemente e com teimosia!
Há um jogo complicado de instinto, crença, inconsciente e raciocínio lógico dentro dos seres-humanos. Uma dança interna. Uma peça, com cada parte desempenhando ora um papel principal e ora um papel secundário.
Bertrand Russell chama atenção do motivo dos estadunidenses serem tão bem sucedidos, não só em comércio como na vida privada também. É que neles o que parece ser inconsciente é consciente e vice versa. Ele parece irracional quando não é e, outra vez, vice versa. Há uma “harmonia interna”, por assim dizer e ele acaba parecendo menos racional do que é ao expor suas decisões e razões. Luta por seus interesses, mas não parece. Nos negócios isso é uma tremenda vantagem!

2_B: Até onde poderiam ou deveriam ser racionais as nossas atitudes?
Racionalizar tem limites, claro, pois há momentos em que a razão acaba estragando as coisas. Bom senso sempre! A moderação britânica...
Mas como encontrar a medida, a receita? Que tal pedir um conselho a Shakespeare?
A formula de William Shakespeare: Lunático + Amoroso + Poeta = A Imaginação Completa, Máxima!

Hoje em dia os impulsos bons, criativos e fraternos são acorrentados; enquanto os impulsos egoístas e destrutivos são deixados livres para crescer e ficar mais fortes. Impressão que Russell tinha muito antes da primeira metade do século XX. O que posso dizer meu caro Bertrand Arthur William Russell? Continuamos na mesma.

“Nossas relações com os que amamos podem perfeitamente ser confiadas ao instinto; são nossas relações com aqueles que detestamos que deveriam ser postas sob controle da razão.” – Bertrand Arthur William Russell.


Vamos procurar a nossa felicidade em vez de provocar a desgraça dos outros.

segunda-feira, 5 de março de 2012

PAIXÕES PERIGOSAS E UM DOUTOR INJUSTIÇADO

Quanto mais paixão, menos razões por trás das opiniões e mais sangue derramado.

Sim, dá para sermos mais racionais e ainda sim viver em sociedade. Dá sim! Vamos pelo menos tentar!

Doutor Rivers e seu livro “Psicologia e Política”. Caramba, se este livro impressionou Russell é porque este Doutor Rivers deve ser bom de mais! Nem pergunto se é possível ler este livro em português...
E o que este livro tem de bom? Bom, uma das coisas foi uma observação bem singela: a única maneira científica de demonstrar se o socialismo é ou não contrário à natureza humana seria tentar praticá-lo.

Os costumes são diferentes de lugar a lugar, mas na hora de criticar e punir quem pensa diferente somos todos iguais.
Mas quem se preocupa em demonstrar qual o costume contribui mais para a felicidade humana?

Pecado e geografia.
Não precisamos de tanta crueldade para punir, mas “infligir crueldade de consciência limpa é uma delícia para os moralistas”.
Boa, Russell! Minha primeira paixão intelectual não erra. (risos)
Me lembra quando ouço elogios à violência e crueldade na hora de combater a violência urbana.

domingo, 4 de março de 2012

PRELIMINARES BRITÂNICAS

Não acredite em uma coisa quando não há a menor base para supor que ela seja verdadeira.

O amor dos britânicos pelo meio termo e a moderação.
Então não exageremos: algumas crenças de nosso senso comum podem ser aceitas. Apenas devemos ter um pouco de cuidado. E lembre-se que apesar de todos os defeitos e limitações humanas, a nossa gloriosa ciência é bastante sólida.

Vamos ao ceticismo apaixonado e apaixonante de Bertrand Russell:
1: Quando os peritos, os especialistas concordam, a opinião contrária não pode ser considerada certa;

2: Quando os peritos não concordam, nenhuma opinião pode ser considerada certa pelo não-perito, pelas “pessoas comuns”.

3: Que quando todos os peritos afirmam não haver base suficiente para uma opinião positiva, o melhor que um homem comum tem a fazer é reservar seu julgamento.

sábado, 3 de março de 2012

CONSELHOS A CONSIDERAR


Se nossos inimigos consideram determinado livro perigoso, é porque o tal livro deve ser razoável.

Bom, o ideal é não ter inimigos, claro. Óbvio! Mas se você encontrar um antagonista de idéias, os autores que ele despreza com força podem ser interessantes.

Mas é importante ficar atentos com o que eu chamo de “Síndrome da Caravana e do Cachorro”. É assim: pessoas que gostem de discussões, debates – e essas coisas são gostosas mesmo, eu pelo menos adoro uma “polêmica” – acabam prestando atenção de mais em pessoas que não pensam como elas e acabam se viciando no prazer em discordar delas.
Ora, você tem que discutir, conversar e aprender com que pensa diferente e com quem pensa igual também. Mas se tal pessoa não dialoga, é intolerante e lhe dá raiva, você deve se afastar. Para quê perder tempo com gente assim?

Uma regra para sapateiros e reis: caridade e respeito às leis.

Não fazer guerras. Pelo menos tentar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O SECTÁRIO ESQUECIDO E O PACOTE ALIENÍGENA!

Descobrir como impor limites ao seu dinheiro e aos seus desejos. Uma vida sem paixão e sem ansiedade é uma vida longa.

A cerimônia do batismo. Descobrir suas origens. O quaker com quem Voltaire conversou disse que era uma cerimônia judaica. Voltaire era anti-semita e reagiu com ironia. Triste esse aspecto de Voltaire, falarei mais sobre isso quando comentarei as críticas de Voltaire ao grande Blaise Pascal. A coisa ali ficou feia! De qualquer forma, a cerimônia do batismo merece um olhar.

O que você ganha discutindo com um “entusiasta”? Pergunta Voltaire. Hoje diríamos “sectário”. Quer dizer, apenas alguns diriam isso. A maioria diria “radical”. O problema é que isto esta errado. Radical é um teimoso inteligente e se você discordar dele, o que acontece é uma boa discussão. Um sectário, por outro lado, é um violento e se você discordar dele, o que acontece é que ele vai querer bater em você.
A imprensa tem culpa se a maioria das pessoas troca “sectário” por “radical”. O problema é ser sectário, ô caramba! Mas como também é “errado” ter ideologia... Se uma pessoa acredita em um pacote de valores e idéias... Parece que essa pessoa é perigosa e veio de outro planeta! Senhoras e senhores, isso é muito errado!

quinta-feira, 1 de março de 2012

A CIÊNCIA E AS PESSOAS

Muita gente não tem paciência. Não quer saber de discussões, perguntas incômodas, o constante alerta que a postura científica exige de nós. Muitas vezes é preguiça e má vontade mesmo, mas também a péssima educação formal colabora e colabora muito.

O que diria Francis Bacon diante da tragédia que é a educação formal brasileira e, em especial, a nossa educação científica?
Internacionalização da Amazônia? Para quem e por quê? A ciência brasileira quase não vai lá e menos ainda produz alguma riqueza como resultado dessas visitas.
E sem falar de quando acontecem as campanhas de vacinação. Caramba, mas será que é normal ter que lembrar que vacinar é bom e que não faz mal? Ai! Ai! Pobre Brasil, mas talvez eu exagere.

Bom, mas é sempre bom lembrar que a ciência é importante, legal, jóia. Essa é uma lembrança boa, que deveria acontecer com muita freqüência!