Voltaire ajuda

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

15 de dezembro de 2017 o2

Como eu não consigo cuidar da minha vida, eu vou cuidar da vida dos outros.

"Senador Aécio Neves da uma entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia."
"Tite, técnico da Seleção Masculina de Futebol, concede entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular, da Globo."
"Presidente Temer concede uma entrevista exclusiva ao Jornal da Band."

Houve uma época que "entrevista exclusiva" significava uma entrevista que era difícil de ser realizada: muitos tentavam, mas só determinado veículo de comunicação conseguia. Era, sim, achar o Livingstone no centro da África ("Doctor Livingstone, i presume?").


A entrevista de Aécio durou 20 minutos, talvez 21 minutos. A entrevista até que foi razoável, não foi muito crítica, mas também não foi uma "assessoria de imprensa". Um, dois minutos na hora do resumo das notícias. E mais a metade da Conversa de Redação. Totalizando uns 26 minutos de Aécio Neves no Jornal da Itatiaia hoje. A Conversa de Redação foi bastante crítica a Aécio Neves, mas as duas mensagens de WhatZap escolhidas para serem lidas no ar foram, sim, bem "colher de chá".
"Aécio foi um bom governador, mas hoje é uma decepção", dizia a última mensagem lida.
Ah, seu Eduardo Ramos, seu Eduardo Ramos! Espero que as outras mensagens contra o Aécio, que pode concorrer ao cargo de Governador de Minas, tenham sido realmente impublicáveis. 
Mas é provável que Aécio concorra mesmo à reeleição no Senado. É mais fácil pra ele, com certeza.

15 de dezembro de 2017

Ano que vem vai fazer 5 anos de meu programa na rádio comunitária. Já entrevistei uma professora de Direito e o MC Cafuringa (Augusto Reis). A professora de Direito veio com uma amiga minha. A entrevista foi excelente, mas até hoje não entreguei a ela o CD com programa. A professora e essa minha amiga são distantes de mim. Eu sou distante de todo mundo! rs rs
A entrevista com o MC Cafuringa foi interessante. Ele é um desses artistas populares que sempre aparecem pedindo espaço: uma fala para anunciar um show ou novo CD e também pedindo para que a gente toque alguma música. O dia que entrevistei ele foi na semana do suicídio do ator Philip Seymour Hoffman. É que falamos sobre a solidão desses super artistas. O MC Cafuringa foi muito inteligente. Tem duas músicas dele que eu gosto: "Playboy e seu Chevette diferente" e "Minha Gordinha". Vou tocar essas músicas no próximo sábado. Elas estão no YouTube, caso quem me leia se interesse. E músicas do Senhor Irineu, que é outro cantor popular de Rio Acima também vou tocar.
Mas essas entrevistas são exceções. Normalmente eu só toco músicas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

14 de dezembro de 2017

Ainda estou respirando. Ela não foi a minha melhor chance, simplesmente uma amiga que me ensinou o que é o Amor. Ainda estou devendo à Gabrielle Colette um comentário de respeito sobre "A Vagabunda". E "I stardet a joke", do Bee Gees, é a canção de minha vida. 

Adoro recomeçar.

domingo, 3 de dezembro de 2017

3 de dezembro de 2017

Meu computador de 2007 finalmente estragou ontem. Digitando no programa Bloco de Notas, sem revisão de ortografia, em um computador "estranho"; mas até orgulhoso de enfrentar este contratempo técnico. Deve me estimular a virar um fotógrafo melhor e um escritor de blog melhor. 
Não tenho dinheiro para um computador novo, mas tenho dois mini dicionários e uma gramática de capa tão branca que me parece um livro de medicina. Isso quer dizer, espero, que os erros de português aqui vão aparecer aos montes, mas tenderão a diminuir com o tempo.

Até nas fotos em que a Gabrielle Sidoine Colette esta muito idosa eu acho-a bonita. É. Paixão é assim mesmo. Paixão súbita, aliás. "A Vagabunda" é um livro curto, mas não é para ser lido tão rapidamente assim como eu fiz. 
Mas eu fiz e foi marcante. Li o livro, assim subitamente, por curiosidade diante de um título tão atraente e também porque achei que iria me ajudar a conhecer esse mistério chamado "mulher". Mas Gabrielle Colette deve ter adivinhado a minha intenção porque ela encheu o seu romance de reticências de infinito mistério. Ah, Gabrielle, Gabrielle!
Mas além d´eu ter me identificado com este livro, senti que o li na hora certa. E para mim essa sensação de ler um livro na hora certa... Ah!

Prefiro planta a cachorros e gatos. Plantas não se movem, não te mordem e cuidar para que uma planta cresça saudável e bonita é como, um pouco, construir uma escultura.

domingo, 26 de novembro de 2017

26 de novembro de 2017

Por que eu ainda entro em uma livraria, por quê? O processo de racionalização de um desejo estúpido é fascinante e engraçado. Eu devia estudar psicologia e psicanálise apenas para entender como usamos a criatividade para inventar as nossas desculpas esfarrapadas do dia a dia. Para entender como a nossa poderosa razão é instrumento para a criança com sede em nós mandar no adulto que vemos no espelho.
Quatro livros em uma semana? Vamos transformar isso em um texto. Não recupero o meu dinheiro e nem a respeitabilidade diante da sociedade, mas talvez alguém aí do outro lado do monitor possa sorrir diante disso tudo. Isso para mim é muito. Muito, quase tudo. Sou artista, sou palhaço e, secretamente, porque não se deve confessar esse tipo de coisa, eu acho que isso explica e justifica a quantidade de liberdade que concedo aos demônios que moram em mim.

Balzac.
Um dos maiores escritores do mundo. Eu sei disso há muito tempo, mas nunca nunca me interessei em comprar um livro dele. Sei lá por que, sei lá. Até...
Estava feliz, estava bastante adulto. Tinha mandado imprimir nova versão de meu cartão de fotógrafo e agora era para valer, estava quase o dia inteiro em Belo Horizonte e eu gosto de andar pelo centro da capital de Minas Gerais, estava chovendo muito e desde criança eu amo tanto deixar a chuva me molhar todo!
Mas o que digo? Na verdade a culpa foi do banheiro daquele cinema que fica ao lado da Praça da Liberdade. Sempre esqueço o nome daquele cinema. É um banheiro “público”, você pode entrar lá sem que alguém impeça; mas é difícil que alguém do “povão” se sinta a vontade de entrar ali. De fato, aquele cinema tem uma atmosfera áspera. De dia e de tarde ali é sempre escuro e vazio. Eu mesmo não me sinto a vontade. Mas foi ali que eu cumprimentei o guitarrista dos Mutantes e foi ali que eu vi o crítico de cinema Pablo Villaça. Queria ter perguntado ao Pablo Villaça porque Lavoura Arcaica não representou o Brasil no Oscar, se foi arrogância do diretor como foi dito na época ou se foi sabotagem invejosa mesmo (a mesma coisa que aconteceu com Carlos Chagas quando ele foi indicado pela segunda vez ao Nobel. Conhecem a história? Coisa horrorosa, coisa horrorosa. Pior que no caso do Dom Helder e do Chico Xavier no caso do Nobel da Paz, porque no caso de Chagas ali eram todos cientistas e eles deveriam ser mais racionais, não é?). Mas fiquei com vergonha de puxar um papo. Ele estava mexendo no telefone e sentado num local meio escondido da lanchonete que tem naquele cinema que até agora não lembrei o nome.
Mas peraí! Onde eu estava? Ah, minha concentração, minha concentração! Nunca vou conseguir passar em um concurso publico por sua causa, mas pelo menos as paisagens que você me da de presente são sempre bonitas e coisas raras.

Aproveito essa interrupção indesculpável para informar que eu simplesmente não estou conseguindo escutar Primavera, samba de Nelson Sargento, na íntegra. É que eu fico apertando pause e stop, apenas para apertar depois o play e escutar de novo o início deste samba clássico. A parte de sua voz em solo, antes de entrar o coro; para ser mais exato. Fico fazendo isso o tempo todo. Rs rs. Sou meio doidinho mesmo. A voz de Sargento é idosa e jovem ao mesmo tempo, e doce de um jeito misterioso para mim. E a letra desta canção é bonita.
E tem as fotos da Kalki Koechlin que eu fico vendo ao mesmo tempo em que escuto Primavera. Kalki é uma atriz e ativista indiana e é a mulher mais linda que eu já vi até hoje. Ao contrário do que nos parece sugerir todos esses séculos de sua história longa, a Índia nunca foi politeísta. Nunca. Entenderam? Nunca! Ainda que eu caminhe por vale tenebroso nenhum mal temerei, pois o sorriso da Kalki Koechlin me protege e me deixa tranquilo. Então que fique beeeem esclarecido aqui: todas as virtudes de 26 de novembro de 2017 são culpa da Kalki Koechlin e do Nelson Sargento, os defeitos, naturalmente, são responsabilidade minha.
Agora podemos voltar à nossa programação normal.

Nunca me interessei em comprar um livro do Balzac e um dos motivos é que o francês fofinho não tem exatamente uma obra-prima. Assim como Agatha Christie e Charles Dickens, por exemplo, ele escreveu muito e muito e o que temos são dois ou três sucessos de público e crítica e tal. Ele é perfeito e imortal, ok, um dos fundadores do que entendemos como “romance moderno”, ok novamente, mas é difícil saber exatamente em que texto seu ele mudou a história da literatura mundial.
Mesmo assim se eu resolvesse comprar um livro do Balzac eu sabia exatamente qual comprar. Motivo? O companheiro esta aqui do meu lado então eu vou ter o privilégio de colocar as palavras na ordem certa:
“Embora, naturalmente, os pontos essenciais da ética de Nietzsche se encontrem em Platão, Maquiavel, Hobbes, La Rochefoucauld e até mesmo no Vautrin de O Pai Goriot, de Balzac.”
É uma nota de rodapé de A História da Filosofia, do Will Durant que li há muito tempo. Will e Nietzsche, eu já contei aqui várias vezes neste blog - porque quando a gente ama a gente não se cansa de cantar o nosso amor no meio da praça para todo mundo ouvir até todo mundo dizer “chega!”- são um dos meus mestres. Que se dane se a nota de rodapé é correta ou não, se escandaliza ou não ler que Nietzsche e Platão estão mais próximos do que todos os especialistas em Nietzsche dizem, Will Durant elogiou e isto basta para mim como critério. Então eu tinha essa nota de rodapé sempre na memória, mas nunca me preocupei em comprar o livro. E também ele não é muito fácil de achar por aí.
Aí eu resolvi comprar O Pai Goriot. E já que eu estava ali, também aproveitei e levei Reflexões do Gato Murr, do E. T. A. Hoffmann. Mas aí é por causa do Roberto Schumann que transformou o livro em música para piano (a Kreisleriana) e porque o livro me pareceu leve e engraçado. Preciso ler mais histórias que sejam engraçadas.
O problema é que na estante da livraria havia outros títulos do Balzac... E justamente as outras obras populares dele... Ah... Dois dias depois, após ajudar minha avó materna a cuidar de sua saúde, eu subi a Rua da Bahia... E eu sempre subo a Rua da Bahia quando vou a Belo Horizonte...
Pausa.
A página quatro do Word esta ocupada em mais do que a sua metade e eu não quero escrever muito.
Vão as notas.
Ajudei a minha avó materna e apesar de termos a teimosia no mesmo nível incivilizado, não discutimos ou brigamos. E ficamos a manhã inteira juntos! Esse semestre realmente me transformou.
O Laboratório Hermes Pardini tem uma atendente que é uma tremenda gata. Uma das unidades do Barreiro. Rosto delicado, cabelos curtos e muito encaracolados e de um dourado queimado. Linda mesmo. Fiquei hipnotizado o tempo todo enquanto esperava a hora de atenderem a minha avó.
Antes do Laboratório teve o acordar as 5 da manhã, os dois ônibus lotação e o motorista engraçadinho que não me informou direito qual ônibus eu devia pegar para ir do BH Shopping ao Barreiro. Fiquei bravo com o motorista, mas de um jeito que só fez a moça em pé ao lado dele rir sem parar. Gargalhou mesmo a danada! Ela era bonita, muito bem vestida e parecia mesmo que não ria assim há tempos. Eu devia aprender a dar cambalhotas e usar maquiagem, e arranjar um circo e fugir com eles. Adeus livros e herança cultural do ocidente, o mais sábio é fazer as pessoas rirem enquanto comem pipoca em um domingo de manhã! Ah, a moça que riu de mim tinha o cabelo ao estilo do cabelo da atendente do Hermes Pardini. Tirei o dia 24 de novembro para reverenciar as mulheres de cabelos curtos e cheio de caracóis.
Já estou na página cinco do Word. Foda-se, mas foda-se mesmo.

Embaixo da Biblioteca Pública Francisco Iglesias tem um espaço em que você pode pegar livros de graça. Dois por pessoa e você deixa o seu nome depois de pegar a sua cota. O local é uma espécie de “casinha” de madeira. Parecia que só tinha livro ruim, livros didáticos velhos e uns outros trens sem noção, mas aí me lembrei da cena do cálice do filme Indiana Jones em Busca do Cálice Sagrado: fui na parte mais feia e bagunçada daquelas estantes: aqueles xerox com folhas presas em espiral. Deu certo e fiz boa pescaria. Vale a pena ir naquele local. Uma dica: ali tem um monte de revistas estranhas e curiosas. Entre livro e revista, eu preferi livro, mas talvez quem esteja me lendo se interesse por aquelas revistas bizarras.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

20 de novembro de 2017

Comecei a ler a obra completa de Joaquim Maria Machado de Assis. É um momento muito importante em minha vida de leitor e de brasileiro. Que dia é hoje? 14 de novembro de 2017.
Baixei gratuitamente a sua obra através do site do Ministério da Educação. É mais completo que a edição da Editora Nova Aguilar. Deu muito trabalho nomear corretamente os arquivos que o MEC preparou e depois colocá-los em ordem cronológica. Achei que ler tudo em ordem cronológica seria mais mágico e racional do que por estilos literários, que é como o MEC dividiu os arquivos.
O primeiro texto é um poema curto chamado A Palmeira. Ele foi publicado em janeiro de 1855 na “Marmota Fluminense” e dedicado ao Francisco Gonçalves Braga. Não sei quem é este homem. Esse é um grande defeito dessa iniciativa do Ministério da Educação: ausência de notas para explicar detalhes importantes do texto do Machado de Assis. Imagino quando eu for ler as crônicas, um tipo de texto em que a temporariedade do momento em que o texto é escrito é fundamental para entendê-lo. “Mas de que diabos ele esta falando?” “Mas que piada é essa?”. Bom, paciência! Pelo menos o principal – os textos – estão ali.
O poema A Palmeira é ao estilo romântico. Machado de Assis era inicialmente um escritor romântico, só depois se tornou um escritor realista. Segundo uma professora de colégio que eu tive, o momento da virada é o exato momento em que Bentinho, em Dom Casmurro, começa a ter ciúmes da Capitu. É uma boa interpretação. Talvez eu deixe de concordar com ela à medida que eu conheça mais o Machado de Assis em primeira mão, quem sabe?
O poema A Palmeira é bonzinho, nada de extraordinário. O narrador dirige suas lamentações amorosas para uma imponente palmeira. Frustração e elogio à natureza. Seguiu mesmo o cardápio do romantismo. A palmeira merece essa reverência toda por se revelar mais promissora e viva que os sonhos amorosos do narrador?Já contei aqui neste blog que por causa da reprovação no Colégio Santo Agostinho e das minhas aventuras nos supletivos Rui Barbosa e Emboabas, eu estudei romantismo quase três anos consecutivos?
“Adeus, palmeira! ao cantor
Guarda o segredo de amor;
Sim, cala os segredos meus!
Não reveles o meu canto,
Esconde em ti o meu pranto
Adeus, ó palmeira! ... adeus!”
Como os arquivos preparados pelo MEC são digitais, eu tenho que imprimir um por um. E vai demorar eu mandar encadernar tudo. Então a leitura tem essa coisa diferente: manusear folhas soltas. E eu escolhi para imprimir um papel meio amarelado. Coisa feita de propósito: é mesmo para dar um ar mágico. Como se eu lesse pergaminhos antigos, sacaram? É Joaquim Maria Machado de Assis, p*! achando que é pouca coisa?
(Gosto de imaginar que apenas agora estou maduro o suficiente para lê-lo.)

Dia nove de novembro é aniversário do Ivan Turguêniev. Eu li Pais e Filhos três vezes em sequência. (risos) Não sei bem explicar por que. Para usar uma metáfora que a Lygia Bojunga usa, acho que gostei de respirar toda aquela “atmosfera” do livro.

Namorando, ainda que de muito muito de longe, a literatura feminina do século XIX, especificamente Austen e as irmãs Brontë, e em especial o seu aspecto romântico; de repente me ocorreu que eu não tenho um casal favorito no mundo da literatura. Logo eu tão orgulhoso de ser brega e cafona!
Mas acabou que o aniversário do Turguêniev me fez lembrar sim de um casal, embora não seja dele e sim de um conterrâneo seu: Leão Tolstoi. O casal formado por Kitty e Liêvin, de Ana Karenina. É que tanto em Pais e Filhos, de Turguêniev, quanto Ana Karenina, de Tolstoi; temos dois casais no centro da história: um feliz e outro infeliz. Ocorre que no caso do último livro o casal feliz é mostrado mais extensamente e mais profundamente. Eis aí um livro para reler!
(Meu Amor pela literatura só não é maior do que meu Amor pela música. Quando criança, quando eu descobria uma música que eu gostava demais, ao tentar racionalizar sobre o motivo que aquela nova descoberta me impactara tanto, eu pensava numa ideia dos espíritas: era como se eu conhecesse aquela música de alguma vida passada, daí que a sua descoberta/reencontro me impactara tão forte assim. Como se eu sempre tivesse, diante da eternidade, gostado daquela música que pela primeira vez, agora, eu ouvia. Claro que, criança, eu não pensava exatamente nesses termos todos, mas a ideia, a impressão geral era essa mesmo.
Pois bem.
Eu sempre sempre gostei muito de Wuthering Heights, canção da Kate Bush. Apenas ontem, dia 16 de novembro, ao pesquisar sobre O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, eu descobri uma dessas coisas óbvias que sempre estiveram na frente de meu nariz bobo. Quem me mandou não terminar o curso de inglês do Fisk, ou, no mínimo, ter mais curiosidade?
Então, então.
Ana Karenina – Kitty e Liêvin.
O Morro dos Ventos Uivantes – Cathy e Heathcliff.
Ora, pois, pois.
Kitty e Cathy, Kitty e Cathy, Cathy e Kitty.
Hum!
Vamos ver se eu sou mais Liêvin ou mais Heathcliff. Vamos ver. Mas a resposta eu já sei: eu sou mais eu mesmo.)

Uma espinha gigante, recente e nascida acima do meu nariz e exatamente entre minhas sobrancelhas. Interpretei o seu surgimento como a versão aldriniana do “terceiro olho” dos hindus, a indicar que estou mais maduro e espiritual. Um epílogo humorístico deste semestre doloroso em que aprendi mais sobre mim e sobre o mundo do que em todos os anos que já vivi. Mas é bom ser humilde: Maya ainda não retirou todos os seus véus sobre meus olhos. Ainda sou muito imaturo, egoísta e com uma tolerância à frustração que não combina com a minha idade e com tudo que já sei da vida.


Na semana passada eu não fui à academia de ginástica e musculação porque eu estava deprimido demais, mas tenho ido toda semana. Pode parecer mentira, ou drama barato, mas pela primeira vez em minha vida eu não sinto vergonha de ficar sem camisa em frente ao espelho. Estou até usando camisa regata!