Voltaire ajuda

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domingo, 14 de janeiro de 2018

14 de dezembro de 2018

Depois de seis meses, um sábado diferente realmente. Um sábado anarquista! Reunião política estranha com gente esquisita... Fiquei pouco tempo, mas deu para conhecer gente nova e comprar publicações alternativas. Que era a minha intenção. Não sei se vou conseguir manter contato com eles, manter contato é algo difícil para mim. Desejo companhia ao mesmo tempo desejo solidão, e na maioria das vezes esse segundo desejo é que acaba vencendo. Tive uma crise feia de ansiedade, que durou uns bons vinte minutos. Mas quando o ônibus lotação começou a andar em direção a Belo Horizonte e a brisa fria começou a acariciar meu rosto, a ansiedade aos poucos foi embora. Venci novamente sozinho, mas essas sensações são horríveis.

- Como fazer uma metrópole ficar mais perto da gente e a gente ficar mais longe do Estado, dos políticos?
- Como conciliar a necessária vida burguesa e a atividade militante?
- O que é uma ação bem sucedida?
- A "esquerda festiva" é legal, mas depois enjoa e a gente fica com sentimento de culpa por achar que estamos essencialmente fazendo o Sistema se divertir.
- Preparar um almoço anarquista com três pessoas é tranquilo: o cozinheiro manda e também lava a louça (todo anarquista é rei e servo ao mesmo tempo). Mas e se for trinta pessoas? Aí o veneno aparece e temos: "achei que quem ia lavar os copos era apenas eu!", "não quero lavar os garfos, quero ficar com a parte das colheres!", "eu sei como fazer um molho bom para a salada, porque me deixaram ficar com o arroz?". A divisão do trabalho, a dificuldade de satisfazer muita gente livre ao mesmo tempo.
- Mas o sucesso sempre vai trazer muita muita gente. E aí?
- E o dia de amanhã?
- Não querer ter líderes exige uma autodisciplina para cada participante que é barra pesada.
- Não tenho religião, mas sou espiritualizado; não sou militante político, mas tenho os meus momento de "bater o pé" em direção a um mundo melhor.

Comecei a dieta hoje. É fácil, é só você escolher alimentos mais saudáveis e na hora de servir deixar comida na panela.

Tive um momento de herói ontem. Na hora de preparar o palco para o show de pagode para a "Feira Fundo de Quintal", eu tive que subir por uma escada medonha e que tremia o tempo todo para poder colocar os balões coloridos. A Deborah, que é uma das mulheres que trabalham em uma das barracas de comida, me ajudou segurando a escada; enquanto ria achando graça que um homem do meu tamanho tivesse medo de altura. Pedi para ela não contar para os outros, pedido este que ela obedeceu por nobres dois segundos.

domingo, 7 de janeiro de 2018

7 de janeiro de 2018

No dia 16 de dezembro fiz a minha primeira cobertura fotográfica de um casamento. Evento que segundo Geraldinho Kawasaki, fotógrafo experiente que conheci recentemente, é o evento mais difícil para um fotógrafo cobrir. Fazia semanas que eu não tirava uma única foto e mesmo assim eu acho que o resultado ficou bom. De 0 a 10 eu acho que tiraria um 4,8 ou 5,1. Meu equipamento fotográfico não era dos melhores e por causa da minha timidez e do local, eu realmente não podia muito fazer malabarismos ou milagres.
Mas o mais importantes que as fotos foi o meu comportamento. O convite para eu ir ao casamento foi em novembro. A viagem, os companheiros de viagem, o local e tudo tudo, era inédito para mim. E mesmo assim não sofri um pingo sequer de ansiedade. Nem na semana da viagem e nem durante a viagem. E nem depois do casamento, como uma especie de "eco emocional" (eu sei do que eu falo, uma semana depois de uma conversa emocionalmente violenta que eu tive com uma garota, é que a coisa bateu e eu sofri os dias mais dolorosos que já vivi até hoje). Não que eu esteja curado da ansiedade e do pessimismo, mas essa coisa do casamento realmente foi um pequeno milagre pessoal meu. Devo e estou orgulhoso disso.

O casamento foi bonito. Era um serviço voluntário, o que me deixou bastante tranquilo quanto à liberdade criativa; ao mesmo tempo havia muita dificuldade técnica, o suficiente para meu amor próprio não reclamar. As famílias ali eram bem pobres e espero que eles tenham gostado das fotos. Caprichei muito na pós produção. Salvei todas as fotos em TIFF pesadão, bom para que eles possam imprimir à vontade.

Natal e fim de ano. O Natal foi bonito, na casa de um primo materno. Devo me aproximar mais de meus primos, uma das coisas óbvias que agora para mim tornaram-se necessárias. O fim de ano também foi bonito, sendo o mais importante o momento em que nós três estávamos felizes em uma piscina. Quando foi a última vez que uma coisa prosaica como essa aconteceu? Nem lembro, nem lembro.

Deveria fazer uma retrospectiva 2017, mas não vou. Estou tentando evitar ficar pensando naquele último semestre. Morri, nasci de novo e estou por aqui. Basta. Amor, dor de Amor, paixão, traição, frustração, inveja, ódio e etc. Tudo nome, tudo apenas palavra. O que vale é a atitude e o que vou fazer daqui para frente. Até o orgulho de dizer que enfrentei a maior dor que já senti até hoje completamente sozinho é algo bobo. Ora, eu estava sozinho não porque escolhi, mas sim porque sou tolo. A força que revelou-se em mim foi apenas um presente inesperado.
Se a perdoei? "Perdão" também é só um nome, uma palavra, o que vale é a promessa de atitude: quero o bem para ela e ela sempre vai poder contar comigo.

Estou tão diferente que até penso que vou pular e curtir este carnaval. Colocar alguma coisa divertida na cabeça e tirar algumas fotos. O "eu sou fotógrafo" e a câmera em frente ao meu rosto, são suficientes para eu vencer meu medo e minha timidez em muitas ocasiões sociais. Deve funcionar até neste carnaval.

Disciplinei as minhas leitura e terminei o meu primeiro Balzac: "A Mulher de Trinta Anos". O mais popular de seus romances e dos seus clássicos, o mais deficiente do ponto de vista técnico. Do ponto de vista filosófico a coisa é mais complicada. Machista e conservador? Como sempre em se tratando de uma obra de arte consagrada a minha tendência é sempre ver o "copo meio cheio". Acho que no geral as mulheres ganharam mais do que perderam com este romance. Mas eu não tenho o meu ponto final.

Mesmo tendo uma fé estranha e cujo o objeto de adoração ainda é invisível até ao meu coração dramático, gostaria de ao lado de tantos outros dizer que este 2018 vai ser maravilhoso para todos nós.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

15 de dezembro de 2017 o2

Como eu não consigo cuidar da minha vida, eu vou cuidar da vida dos outros.

"Senador Aécio Neves da uma entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia."
"Tite, técnico da Seleção Masculina de Futebol, concede entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular, da Globo."
"Presidente Temer concede uma entrevista exclusiva ao Jornal da Band."

Houve uma época que "entrevista exclusiva" significava uma entrevista que era difícil de ser realizada: muitos tentavam, mas só determinado veículo de comunicação conseguia. Era, sim, achar o Livingstone no centro da África ("Doctor Livingstone, i presume?").


A entrevista de Aécio durou 20 minutos, talvez 21 minutos. A entrevista até que foi razoável, não foi muito crítica, mas também não foi uma "assessoria de imprensa". Um, dois minutos na hora do resumo das notícias. E mais a metade da Conversa de Redação. Totalizando uns 26 minutos de Aécio Neves no Jornal da Itatiaia hoje. A Conversa de Redação foi bastante crítica a Aécio Neves, mas as duas mensagens de WhatZap escolhidas para serem lidas no ar foram, sim, bem "colher de chá".
"Aécio foi um bom governador, mas hoje é uma decepção", dizia a última mensagem lida.
Ah, seu Eduardo Ramos, seu Eduardo Ramos! Espero que as outras mensagens contra o Aécio, que pode concorrer ao cargo de Governador de Minas, tenham sido realmente impublicáveis. 
Mas é provável que Aécio concorra mesmo à reeleição no Senado. É mais fácil pra ele, com certeza.

15 de dezembro de 2017

Ano que vem vai fazer 5 anos de meu programa na rádio comunitária. Já entrevistei uma professora de Direito e o MC Cafuringa (Augusto Reis). A professora de Direito veio com uma amiga minha. A entrevista foi excelente, mas até hoje não entreguei a ela o CD com programa. A professora e essa minha amiga são distantes de mim. Eu sou distante de todo mundo! rs rs
A entrevista com o MC Cafuringa foi interessante. Ele é um desses artistas populares que sempre aparecem pedindo espaço: uma fala para anunciar um show ou novo CD e também pedindo para que a gente toque alguma música. O dia que entrevistei ele foi na semana do suicídio do ator Philip Seymour Hoffman. É que falamos sobre a solidão desses super artistas. O MC Cafuringa foi muito inteligente. Tem duas músicas dele que eu gosto: "Playboy e seu Chevette diferente" e "Minha Gordinha". Vou tocar essas músicas no próximo sábado. Elas estão no YouTube, caso quem me leia se interesse. E músicas do Senhor Irineu, que é outro cantor popular de Rio Acima também vou tocar.
Mas essas entrevistas são exceções. Normalmente eu só toco músicas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

14 de dezembro de 2017

Ainda estou respirando. Ela não foi a minha melhor chance, simplesmente uma amiga que me ensinou o que é o Amor. Ainda estou devendo à Gabrielle Colette um comentário de respeito sobre "A Vagabunda". E "I stardet a joke", do Bee Gees, é a canção de minha vida. 

Adoro recomeçar.

domingo, 3 de dezembro de 2017

3 de dezembro de 2017

Meu computador de 2007 finalmente estragou ontem. Digitando no programa Bloco de Notas, sem revisão de ortografia, em um computador "estranho"; mas até orgulhoso de enfrentar este contratempo técnico. Deve me estimular a virar um fotógrafo melhor e um escritor de blog melhor. 
Não tenho dinheiro para um computador novo, mas tenho dois mini dicionários e uma gramática de capa tão branca que me parece um livro de medicina. Isso quer dizer, espero, que os erros de português aqui vão aparecer aos montes, mas tenderão a diminuir com o tempo.

Até nas fotos em que a Gabrielle Sidoine Colette esta muito idosa eu acho-a bonita. É. Paixão é assim mesmo. Paixão súbita, aliás. "A Vagabunda" é um livro curto, mas não é para ser lido tão rapidamente assim como eu fiz. 
Mas eu fiz e foi marcante. Li o livro, assim subitamente, por curiosidade diante de um título tão atraente e também porque achei que iria me ajudar a conhecer esse mistério chamado "mulher". Mas Gabrielle Colette deve ter adivinhado a minha intenção porque ela encheu o seu romance de reticências de infinito mistério. Ah, Gabrielle, Gabrielle!
Mas além d´eu ter me identificado com este livro, senti que o li na hora certa. E para mim essa sensação de ler um livro na hora certa... Ah!

Prefiro planta a cachorros e gatos. Plantas não se movem, não te mordem e cuidar para que uma planta cresça saudável e bonita é como, um pouco, construir uma escultura.